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Opinião

Paul Louis e as energias sutis

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Crédito: Pixabay

“Cientista, inventor, parapsicólogo,  um homem notável, esse Paul Louis.” (Antônio Luiz da Costa, educador)

O mineiro de Belo Horizonte Paul Louis Laussac (falecido em 2014) foi um personagem marcante na galeria dos estudiosos e investigadores de ocorrências inusitadas que extrapolam os limites da compreensão. Engenheiro eletrônico, com formação e vivência científica, inclusive no exterior, parapsicólogo, conferencista erudito, era provido de indiscutíveis dons paranormais, conforme pude pessoalmente testemunhar e, como eu, muitas outras pessoas interessadas na intrigante temática dos chamados fenômenos transcendentes.

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Inventou e produziu um sem-número de instrumentos na linha da terapia psicotrônica, empregados em clínicas especializadas no País e no exterior. Nas pesquisas procedidas como parapsicólogo, trouxe ao conhecimento público narrativas impressionantes, identificando muitas figuras dotadas de percepção extrassensorial que atuavam de forma discreta, quase mesmo, pode-se dizer, no anonimato. Ufólogo renomado, acreditava em mundos habitados por civilizações em diversos graus de evolução, admitindo que as de características mais avançadas dispunham de condições tecnológicas para voos espaciais de alcance ilimitado. Garantia aos amigos manter contatos com seres alienígenas. Dono de forte carisma, confiava em suas intuições e previsões. Brindava continuamente plateias receptivas às suas ideias com narrativas de instigante sabor.

Numa convivência fraternal de um bocado de anos entrevistei Paul Louis numerosas ocasiões. Se ainda existentes os arquivos do antigo CBH – uma proposta de tevê alternativa que deixou saudades, bolada pelo criativo Sérgio Adaide – devem conter material esplêndido, da melhor supimpitude, como era de costume dizer-se em tempos de antigamente. Tal material compôs alguns programas da série “Realismo Fantástico”, que, por quase dez anos, semanalmente, por mim produzido e apresentado, foi levado ao ar pelo canal. Revelações e imagens incríveis, desconcertantes, extraordinárias. Fixo-me nalgumas delas, acionando o videocassete da memória velha de guerra. Uma coleção extensa, desnorteante, de fotografias colhidas em ambientes diversificados, domiciliares, esportivos, políticos e outros. A câmera de Paul Louis enquadrava um grupo de pessoas, por exemplo, numa celebração festiva familiar. Na hora em que o filme era revelado para emocionante estupefação de todos, surgiam também próximos aos retratados, rostos de entes queridos que já haviam, conforme a expressão do poeta Fernando Pessoa, deixado de ser vistos. Ninguém sabia explicar como esse inimaginável registro fotográfico se processava, não sempre, mas com muita frequência nos lugares em que Paul Louis estava presente munido de máquina fotográfica. Da coleção aludida mostrada na televisão faziam parte ainda muitas fotos em que ele, Paul Louis, era fotografado, mas no lugar de seu rosto, costumava surgir um rosto de feição diferente circundado, digamos assim, por um halo. Por que e como situações como essa aconteciam? Tive em mãos, várias vezes, para verificação esse conjunto intrigante de fotos. Fiquei sabendo que muita gente com competência técnica na arte fotográfica as examinou, sem lograr, como fruto de meticuloso estudo qualquer esclarecimento plausível sobre o sentido do que viram projetado à luz do conhecimento consolidado. Não nutro qualquer dúvida quanto à condição de que Paul Louis Loussac ostentava de portador de excepcionais dons no domínio das denominadas energias sutis.

O líder empresarial Helio Pentagna Guimarães, de saudosa memória, cidadão de grande cultura, poliglota, tinha muito apreço e admiração pelo trabalho de Paul Louis no terreno das pesquisas parapsicológicas. Dele próprio ouvi, mais de uma vez, casos de situações incomuns, rodeadas de misterioso fascínio envolvendo o cientista.

*Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)
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