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Opinião

Quem foi Yeshua de Nazaré?

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Crédito: Myriams/Pixabay

TILDEN SANTIAGO *

A Semana Santa é uma boa oportunidade de refletir sobre quem foi e é Yeshua de Nazaré, que viveu em Cafarnaum, os três últimos anos da sua vida e, como um Messias itinerante, encontrou as multidões na beira do Lago de Genezaré, o Kinneret dos judeus israelenses, pelas estradas da Galiléia, Samaria e Judéia, e nas vezes que “subiu a Jerusalém”, pela Páscoa, segundo a tradição de seu povo hebreu.

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Seus seguidores entraram para a História como Nazarenos. O que era natural! Por isso, ao responder à pergunta – quem foi e é Yeshua – partimos de algo que é essencial à sua pessoa, desde a oficina até a cruz e o sepulcro vazio – ser de Nazaré da Galiléia. Era conhecido por todos como de nazareno e Galileu.

Resumidamente Ele foi: 1) o carpinteiro de Nazaré; 2) o Profeta da Justiça; 3)o Messias dos Pobres; 4) o Apóstolo da Alegria; 5) o Perseguido, Condenado, Crucificado, Morto, Sepultado e Ressuscitado.

Quem foi Yeshua, tendo como pano de fundo a celebração da Semana Santa pelos cristãos? Verdadeiro teatro nas cidades históricas de Minas. Tudo começa com o Domingo de Ramos. Jesus subia para Jerusalém, vindo da Galiléia, passando pela Samaria. Em Jericó, nas proximidades do Mar Morto, curou o cego Bartimeu e ganhou o coração de Zaqueu, o publicano, cobrador de impostos, que desceu da árvore para recebê-lo em casa com grande pompa. Yeshua era aquele que curava, que conquistava seguidores, fascinava e educava discípulos.

Quando chegou a Betfagé e Betânia, a uns três quilômetros de Jerusalém, Ele montou num jumentinho, que nunca foi montado, segundo Lucas e Marcos, e manso segundo Mateus e seguiu rumo à Cidade Santa, que Ele contemplou, ao descer o Monte das Oliveiras, antes de atravessar o Vale do Cedron e chorou sob a Cidade da Paz, que nunca se livrou das guerras, a cidade que nunca duvidou de matar os profetas e agora recebia vivo um deles, só que Messias e filho de Deus: “Ah! se também compreendesse hoje o caminho da paz… Agora, porém, isso está escondido aos seus olhos!”.

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As multidões que subiram para a festa, assim que souberam da aproximação do Pobre de Nazaré, foram ao seu encontro, forrando o caminho com seus mantos e ramos de palmeiras por onde caminhavam o jumentinho e toda aquela gente em torno do Jegue, montado pelo Messias, cantando salmos e hosanas: “Bendito aquele que vem em nome Senhor. Paz no céu e glória no mais alto do céu”. E a multidão, que tinha dúvida se Ele viria à Festa, dado o ódio e a ira dos chefes do povo contra o profeta galileu, cantava e dançava de alegria.

Enganaram-se os hebreus que esperavam um gesto político de Jesus de confronto com os romanos dominadores. Rei sim, mas na visão do servo sofredor de Isaías (capítulo 42) mensageiro de uma radical libertação no rumo do Reino dos Céus, embora comece na terra, no rumo de um mundo fraterno de Paz fundamentado na Justiça.

Os discípulos, as mulheres que o seguiam desde a Galiléia, os que foram curados e estavam no meio da multidão, os que tinham acolhido a Boa Nova, as testemunhas da ressurreição de Lázaro, os que tinham um coração de Sirineu, bem sabiam que eles festejavam um Rei diferente, especial, Rei e Sacerdote – filho de Deus.

O clima era de conspiração do Sumo Sacerdote dos anciãos do Sinédrio contra Jesus. Após ter expulso os vendilhões do templo que mudaram a casa de oração para casa de comércio de negociatas com o maldito dinheiro, ele pregava, orava e comungava com as massas humanas do pórtico de Salomão durante o dia. À noite, refugiava-se em Betânia, a Cidade da Amizade de Lázaro, Maria e Marta. Quando a conspiração cresceu, Ele passou a se refugiar mais longe de Jerusalém e dos judeus, na Boca do Deserto, em Efraim.

A salvação de Jesus é para todos, é Universal. Mas assim como na primeira aliança Adonai quer beneficiar todas as Nações, através do povo eleito, na Nova Aliança, Yeshua salva a partir de uma opção preferencial e uma identificação com os pobres: Francisco de Assis e Charles de Foucault que o digam!

Muitos no cristianismo pensam que “extra ecclesiam, nulla salus – fora da igreja não há salvação”. Na visão de Yeshua, “extra pauperes, nulla salus – fora dos pobres não há salvação”. E o rico, se quiser salvar-se, se tiver duas túnicas, dê uma àquele que não tem. E se tiver o que comer, faça o mesmo. É assim que Yohannan Batista preparava as massas, ricos e pobres para o encontro com seu primo, o Profeta Yeshua de Nazaré da Galiléia.

*Jornalista, embaixador e anglicano.

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