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Opinião

Testemunho implacável (I)

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Crédito: Pixabay

“As Testemunhas de Jeová deixaram com a posição assumida, no campo de concentração nazista, um testemunho de heroísmo e estoicismo invulgares”. (Antônio Luiz da Costa, educador)

Retiro dos arquivos pessoais a narrativa de um acontecimento fantástico, ocorrido nos tenebrosos tempos nazistas, num dos campos de concentração espalhados pelo continente europeu. Vou aqui recontá-la, dividindo o relato em dois momentos.

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Muitas coisas relevantes, intrigantes, registradas em livros e outras publicações acabam ficando perdidas no torvelinho das informações liberadas para o conhecimento humano. Assim tem sido desde sempre. Mas, nesta era moderna de comunicação eletrônica massiva e sofisticada, responsável pela expansão contínua, numa velocidade estonteante, do volume de dados ofertados à consulta do distinto público, a incidência de fatos e flagrantes de vida expressivos, encobertos pelas névoas do desconhecimento ou do esquecimento, assume dimensões incalculáveis. Um mundão de revelações valiosas fica à deriva do conhecimento geral. Permanece oculto das atenções numa página qualquer de um livro empoeirado numa estante silenciosa.

Em “O homem invisível”, H.G.Wells, um baita contemporâneo do futuro, registra que “nesses livros poeirentos (…) existem maravilhas e milagres”. Jacques Bergier e Louis Pauwels, autores do fabuloso “O despertar dos mágicos”, e outras esplêndidas obras, dão razão a Wells quando admitem, prazerosamente, que os livros científicos, as revistas científicas, entre outras publicações, estão realmente repletos de maravilhas. Basta que nos fixemos no trabalho de procurá-las. Ando fazendo isso com alguma frequência. O propósito é compartilhar, de vez em quando, com os benevolentes leitores algumas coisas interessantes não devidamente divulgadas, ou insuficientemente conhecidas, quando não completamente ignoradas.

Aqui temos, como fruto desta bem intencionada empreitada, um relato incrível, fantástico, extraordinário a respeito da atitude de singular desassombro assumida, em circunstâncias terrivelmente amedrontadoras, diríamos mais, aterrorizantes, por um punhado de intrépidos adeptos de um respeitável movimento religioso, “Testemunhas de Jeová”. A história é contada, em seus impactantes detalhes, pelo já citado Jacques Bergier.

O autor foi testemunha ocular dos fatos, acontecidos na primavera de 1944 no campo de concentração de Mauthausen. O pensador francês encontrava-se encarcerado naquele antro de horror devido à sua condição de judeu. Uma das milhões de vítimas das atrozes perseguições promovidas pelos milicianos das “camisas-pardas”. Os guardiães do sinistro lugar receberam, de certa feita, não escondendo sua estupefação, uma leva de prisioneiros fora do comum. Eles reivindicavam (e foram atendidos pelas autoridades alemãs) acolhimento, como “reclusos voluntários”, com todas as “regalias” inerentes à terrível condição, num campo de extermínio dos muitos criados na época pela paranoia hitlerista.

Os desdobramentos dessa história são espantosos, comoventes, inacreditáveis. Ficam para artigo que virá na sequência.

Vez do leitor. “Hilariante o perfil traçado do negacionista-padrão”. Este o teor de mensagem recebida de Armindo Meireles, a propósito de artigo publicado no DC em 11.05.21.

Sobre os artigos “Assim falava Einstein” (DC 20.05) e “Assim falava Millôr” (DC 22.05) João Eurípedes registrou: “Dois pensadores geniais. Tocam o âmago das questões”.

*Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)
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