Crédito: REUTERS/Dado Ruvic

Cesar Vanucci*

“A sugestão de se conferir a Donald Trump o Nobel da Paz fortalece a impressão que alguma coisa no ar anda afetando o miolo das pessoas.” (Domingos Justino Pinto, educador) 

  • Vacina, patrimônio da humanidade. Para a sociedade humana como um todo, a vacina representa a “salvação da lavoura”, conforme se dizia em tempos de antanho. Será recebida com fogos de artifício e banda de música em todos os recantos desta nossa ilhota perdida na imensidão oceânica repleta de inexplicabilidades chamada universo.

Se chegar, como ardentemente almejado, para salvar vidas preciosas e conter a caudal tormentosa do vírus maldito, de nada importará a fatia territorial em que estejam localizados os cientistas e os laboratórios que a conceberem. O fruto desse trabalho terá que ser visto, pelo prisma do bom senso e da reflexão serena e ajuizada, como conquista de desfrute global, a ser incorporada imediatamente ao patrimônio da humanidade.

  • Autossuficiência embriagadora. Não é improvável que hajam intuitos políticos dissimulados, consoante insinuações anotadas na mídia, nas decisões assumidas pela chefia da Procuradoria Geral da República, reformulando os métodos de atuação da força-tarefa da Lava Jato. Forçoso reconhecer, entretanto, que integrantes do grupo em questão, nada obstante alguns resultados positivos alcançados no trabalho levado a cabo, deixaram-se tomar, em não poucos momentos, por embriagadora autossuficiência e sede descomedida de notoriedade nas tarefas executadas. Extrapolaram competências, comportando-se como “donos da bola” de futebol de várzea. Ofuscados pelos holofotes da televisão, sentiram-se libertos do dever de prestar satisfação a quem quer que seja dentro da hierarquia institucional que rege a atividade judiciária, alargando ao infinito, sem delimitação do território jurídico legal, suas movimentações. Tais ponderações não podem deixar de ser trazidas a lume nesta hora em que o efervescente tema das alterações processadas no quadro de gestores da Lava Jato ganha espaço, em tom polêmico, no noticiário nosso de cada dia. 
  • Livros mais vendidos. Vários jornais divulgam, geralmente nas edições dominicais, listas dos livros mais vendidos. Os dados são coligidos junto a livrarias tradicionais nas grandes cidades. Frequentador regular dessas listas, fico ciente que algumas obras literárias costumam permanecer por longo espaço de tempo, até mesmo anos a fio, no topo das preferências dos leitores. É o caso imbatível de “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, livro cheio de fascínio pra todas as idades, embora, equivocadamente, seja amiúde apontado como leitura apropriada a público infantojuvenil. Chego mesmo a pensar que esse título só é superado em vendagem pela Bíblia. “A revolta dos bichos!” e “1984”, de George Orwell, “O Despertar dos Mágicos”, de Louis Pawells e Jacques Bergier, figuram constantemente entre os mais procurados. “Sapiens” e “21 Lições para o Século XXI”, de Yuval Noah Harari, estão, pode-se dizer, “surfando” na “crista da onda”, há um tempão.

*Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)