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Vigorosa reação democrática

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Crédito: Ueslei Marcelino/Reuters
*Jornalista ([email protected])
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“Ninguém fechará esta Corte.” (Luiz Fux, presidente do STF)

Sua Exa., presidente Bolsonaro, desperdiçou chance magnífica para comunicar ao povo seus planos para enfrentar a avalanche de problemas que sacode o País. Os olhares da nação estiveram focados nos pronunciamentos de 7 de setembro. A frustração popular foi descomunal.

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Não se ouviu do mandatário a mais leve alusão a qualquer uma das questões que enchem de sobressalto os lares. Nada se falou sobre a “gripezinha” que já matou 600 mil, contaminou mais de 20 milhões e expôs a fragilidade do governo numa crise humanitária.   Nada se disse a respeito da inflação que anda roçando dois dígitos, ou sobre a expansão avassaladora das multidões de despossuídos sociais, patrícios despojados de acesso a padrões mínimos de bem-estar. Nadica de nada se comentou a respeito das filas nas portas das empresas, à cata de oportunidades de trabalho que garantam renda para sobrevivência de milhões. Sobre a crise hídrica e energética e as alterações tarifárias dela decorrentes, sobre as ameaças de apagões ou racionamento, coisa alguma também foi registrada. Idem, idem, com a mesma data, quanto às devastações florestais que tanto desgastam a imagem do país no exterior. Não se ouviu patavina sobre os custos insuportáveis dos gêneros de primeira necessidade. Nenhuma palavra foi dedicada à incessante escalada de preços dos combustíveis, nem tampouco dos medicamentos.

Outros momentosos assuntos, sob foco constante nas preocupações das ruas, foram, pela mesma forma, solenemente ignorados. O Brasil real ficou consideravelmente distanciado da fala de seu dirigente maior em eventos supostamente organizados com o fito de celebrar o “Dia da Pátria”.

A sociedade não ouviu o que queria ouvir. Mas teve que escutar uma saraivada de afirmações chocantes, que não desejava, de maneira alguma, escutar. Esbravejante, utilizando belicosidade incompatível com a dignidade de suas funções, trazendo para o palanque clima tenso, impróprio até para comício político, quanto mais para uma celebração de caráter cívico, o presidente alvejou em cheio as instituições democráticas. Extrapolou em demasia os limites das amplas prerrogativas correspondentes ao cargo. Gerou no seio da opinião pública perplexidade e inconformismo. Atraiu reações em todos os segmentos da vida nacional.

Emblemático assinalar que das concentrações de que participou, em Brasília e São Paulo, ambas convocadas por seguidores, muitas pessoas, pertencentes com certeza a alguma “variante tupiniquim” do “coronavírus talibanista”, carregavam cartazes e faixas de inocultável teor antidemocrático. “Pediam”, extravagantemente, “em nome da democracia”, entre outras absurdidades, “o fechamento do Supremo Tribunal Federal”, a “prisão dos ministros”, o “fechamento do Congresso” e “a volta do AI-5”…

Um coral vigoroso de protestos se fez ouvir, imediatamente, em todos os rincões do País, em contraposição ao descabido procedimento do ocupante do Planalto. As manifestações dos ministros Luiz Fux, presidente do STF,  e Luiz Roberto Barroso, presidente do TSE, do jurista Celso de Mello, até recentemente decano da Alta Corte, dos presidentes da Câmara dos Deputados e Senado, dirigentes políticos e de organizações representativas de setores influentes na lida comunitária, deram o tom do geral desagrado da Nação quanto ao que aconteceu.

O brado retumbante que ecoou nos céus da Pátria projetou inquestionável fidelidade aos sagrados valores democráticos e republicanos, por parte da esmagadora maioria da gente brasileira.

Oxalá o “mea culpa” do presidente, nascido de um entendimento com o ex-presidente Michel Temer e estimulado por vários de seus correligionários, traduza disposição sincera de mudança de rumos no gerenciamento das questões pendentes, relacionadas com seu mandato constitucional.

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