Patrus Ananias defende preservação da vida, do meio ambiente e de uma mineração sustentável em Minas
O candidato ao governo de Minas Gerais Patrus Ananias (PT) apresentou suas propostas para desenvolver a produção mineral no Estado durante sua participação no Mineração em Debate 2026, promovido pela Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil), em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (19). O candidato destacou o “diálogo constante” entre poder público, empresas e, principalmente, as comunidades que vivem nos municípios minerados.
“Precisamos colocar as vidas humanas e o meio ambiente acima de tudo, precisamos pensar no planeta que queremos deixar para as gerações futuras. E o mais importante: precisamos aprender com as tragédias de Mariana e Brumadinho para que elas nunca mais se repitam”, afirmou Patrus. Em sua fala, o candidato fez questão de citar a presença da presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão – Brumadinho (Avabrum), Nayara Cristina Dias Porto Ferreira, e reforçar seu discurso a favor da vida acima dos interesses econômicos.
Além disso, o candidato ressaltou que é preciso promover a industrialização das riquezas mineiras. “Não podemos continuar sendo exportadores de matéria-prima ficando com todos os problemas da mineração. As terras-raras são uma oportunidade de fazer diferente. Devemos exportar produtos industrializados, vincular a mineração às universidades e todo o conhecimento produzido por elas, desenvolver tecnologias modernas, formar pessoas capacitadas para essa nova fase de industrialização”, explica Patrus.
O candidato defendeu a modernização da legislação minerária e destacou que ela é obsoleta, dos tempos da ditadura militar. “O código minerário é de 1967. Precisamos de uma legislação contemporânea que supere as leis da ditadura e, para isso, vamos buscar construções legislativas em parceria com a União e os municípios, com a participação da sociedade e das comunidades atingidas, porque elas sabem os problemas que enfrentam todos os dias”, pontuou. Segundo Patrus, as empresas mineradoras também devem participar da mesa de diálogo.
Nesse sentido, Patrus ressaltou a importância do setor privado para o desenvolvimento econômico do País, uma vez que o Estado não pode assumir tudo e já tem obrigações com políticas públicas de saúde, educação, segurança. “Mas os empresários têm que estar sintonizados com o nosso projeto de soberania nacional, de desenvolvimento sustentável e de desenvolvimento social”, assinalou.
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Outro ponto abordado pelo candidato são os critérios de licenciamento ambiental que precisam ser revistos. Patrus ressaltou que a água é um bem universal e esse recurso é profundamente impactado pela atividade minerária. Para ele, a questão ambiental vai além da questão minerária. “E esse é um grande desafio, porque temos que pensar nas gerações futuras. A mineração é importante economicamente, mas deve ser conciliada com a questão ambiental, com a preservação dos recursos hídricos, com a preservação da água que é um bem universal”, afirmou Patrus.
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