Republicanos desiste de Cleitinho para disputa ao governo de Minas
O Republicanos encerrou a tentativa de lançar o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como candidato ao governo de Minas nas eleições de 2026. Em nota divulgada nesta quarta-feira (29), a legenda afirmou que a candidatura “nunca foi formalmente assumida” pelo parlamentar e atribuiu o desfecho à falta de uma decisão definitiva até a convenção estadual do partido, realizada no último sábado (25).
Nessa terça-feira (28), o senador publicou um vídeo em seu perfil no Instagram em que conversava com o irmão e o pai, já falecidos, sinalizando que disputaria o cargo de governador. Isso ocorreu após a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, também nessa terça-feira, em Cleitinho lidera as simulações de primeiro e de segundo turno para o governo de Minas.
No comunicado, assinado pelas executivas estadual e nacional do Republicanos, o partido afirma que trabalhou durante meses para viabilizar a candidatura do senador, “mantendo negociações internas, oferecendo as condições políticas para a disputa e articulando o apoio de legendas aliadas”. Segundo a sigla, decisões estratégicas chegaram a ser adiadas enquanto aguardava uma definição de Cleitinho.
Apesar disso, o Republicanos afirma que o senador não oficializou o interesse em disputar o Palácio Tiradentes. Para a legenda, uma candidatura depende de uma “manifestação inequívoca” do próprio interessado, o que, segundo a nota, não ocorreu ao longo das tratativas.
A nota também cita a ausência de Cleitinho na convenção estadual como um marco político que acelerou a reorganização do partido e dos aliados. De acordo com o Republicanos, diante da falta de confirmação da candidatura, as legendas aliadas precisaram redefinir suas estratégias para a eleição estadual.
O presidente estadual do Republicanos, deputado Euclydes Pettersen, afirma no comunicado que a legenda sempre tratou a possibilidade da candidatura “com entusiasmo, respeito e seriedade”, mas ressalta que esse movimento não foi correspondido pelo senador até a realização da convenção.
Ao justificar o encerramento das articulações, o partido afirma que tem a responsabilidade de conduzir seu projeto político com previsibilidade e respeito aos candidatos proporcionais, aos filiados, aos aliados e ao eleitorado mineiro.
Procurado pela reportagem, o senador Cleitinho ainda não se manifestou.
Leia a íntegra da nota do partido
“O Republicanos de Minas Gerais, por meio do seu presidente, deputado Euclydes Pettersen, afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o Governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual, ocorrida dia 25 de julho.
Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura.
Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo.
A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral.
O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo.
O Republicanos respeita a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo, mas também tem o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira.
Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la”.
*Matéria em atualização
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