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Simões rebate críticas e questiona de que lado estavam adversários quando a dívida do Estado foi negociada

Governador chamou o governo federal de “agiota nacional” por cobrar juros exorbitantes de Minas
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Simões rebate críticas e questiona de que lado estavam adversários quando a dívida do Estado foi negociada
Foto: Diário do Comércio/Nathália Gonçalves

Um dos temas apresentados aos pré-candidatos ao governo de Minas Gerais durante a série Diário do Comércio Eleições Minas 2026 foi a dívida do Estado com a União. A maioria considerou que os termos pactuados estão sendo prejudiciais para o Estado e há tanto propostas de renegociação como de judicializar a questão. Já o governador Mateus Simões (PSD), pré-candidato à reeleição, rebateu com ironia as críticas dos adversários políticos. “Eu estou feliz porque todos os pré-candidatos ao governo estão dizendo que a situação é grave e que Minas merecia um desconto maior. Não sei onde eles estavam quando a gente estava negociando. Aliás, vários deles estavam do lado contrário, dizendo que o governo federal não devia conceder tanto a Minas Gerais”, respondeu Simões.

Segundo o pré-candidato do PSD, o Estado vai desembolsar perto de R$ 6 bilhões, só este ano, pagando dívida ao governo federal. “Não estou comemorando isso não, porque parte grande dessa dívida é exploração da União sobre o Estado de Minas Gerais. Mas paciência, não foi dívida feita por nós, foi dívida feita no passado, ao devedor resta pagar”, afirma.

Simões diz que espera que, nas próximas eleições, Minas consiga receber um “tratamento mais benéfico” do governo federal, que ele classificou como “agiota nacional”. “A gente hoje é capaz de pagar a dívida e o valor do boleto anual que o agiota nacional manda para a gente, que o governo federal manda para Minas. É uma conta cara, pesada, que eu preferia, obviamente, estar colocando em investimentos dentro do estado, mas é o que temos para hoje. É o que o governo federal nos permitiu fazer até aqui e Minas está pronta para lidar com esse cenário”, assinala o governador.

Desaceleração econômica é o maior desafio

Para o pré-candidato, o maior desafio do Estado não tem a ver com a dívida pública, mas com a desaceleração da economia, que deriva da alta dos juros. “Então, se você me perguntar: “Mateus, você tá preocupado com a dívida ao longo dos próximos anos?”, eu vou responder que não estou. Ela está equacionada, está mais alta do que eu gostaria, mas está equacionada. Fizemos adesão ao Propag e o governo federal está nos prejudicando, atrasando a aprovação do que ele vai receber em sinal, e isso custa quase R$ 50 milhões por mês para a gente. Mas paciência, estão usando o limite que a lei nacional deu para eles para abusar mais uma vez de Minas Gerais. O que me preocupa é a desaceleração econômica. Os nossos indicadores mostram que, este ano, a economia nacional está crescendo basicamente com a inflação, e isso significa perda de espaço fiscal, ou seja, o Brasil inteiro vai ter perda de condição de investir no próximo ano”, aponta, destacando que a principal fonte de arrecadação do Estado é o ICMS.

“Aí vem uma estagnação econômica e isso faz com que a arrecadação do Estado também fique travada por conta do cenário econômico nacional”, completa.

As entrevistas do Podcast Eleições Minas 2026 estão sendo conduzidas pela jornalista Ana Karenina Berutti. Também estão confirmados Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg); Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte; e Jarbas Soares (PSB), ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), a professora aposentada Maria da Consolação (Psol) e o criador de conteúdo Ben Mendes (Missão) já foram entrevistados.

Para assistir à entrevista na íntegra, acesse o canal do Diário do Comércio no Youtube.

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