Política

Zema e Caiado responsabilizam política externa de Lula por tarifaço

Os pré-candidatos evitaram falar sobre Flávio no âmbito das tarifas dos EUA
Zema e Caiado responsabilizam política externa de Lula por tarifaço
Foto: Solis Propaganda/Divulgação

Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) transformaram a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em palanque. Ao longo desta terça-feira (2) os pré-candidatos focaram as críticas na diplomacia brasileira e responsabilizaram o governo pelo tarifaço que mira o País após investigação dos Estados Unidos.

“Isso não aconteceu por acaso. O governo Lula falhou na diplomacia e não conseguiu defender os interesses do Brasil. Agora o país corre contra o relógio para tentar evitar esse tarifaço. A Casa Branca está vendo um Brasil que perdeu credibilidade e tem menos segurança jurídica, abertura comercial e força para negociar”, disse Zema em vídeo publicado nas redes sociais.

O pré-candidato falava sobre a recomendação do Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de impor novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros como conclusão de uma investigação sobre supostas práticas desleais do Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

Em outra postagem, o ex-governador de Minas Gerais comentou sobre vídeo divulgado pela embaixada iraniana – que mostrava o Cristo Redentor lutando contra a Estátua da Liberdade. Ele afirmou que “Cristo jamais lutaria contra a Liberdade” e disse que “quem luta contra a Liberdade são exatamente os amigos ditadores do Lula”.

Ronaldo Caiado, por sua vez, disse que o Itamaraty, sob o governo do PT, perdeu o caráter de política de Estado.

“A chancelaria brasileira sempre foi uma referência mundial, mas de repente tomou um lado ideológico e trabalhou para romper esse relacionamento com os Estados Unidos”, afirmou o pré-candidato durante coletiva de imprensa da Megaleite 2026, que ocorreu em Belo Horizonte (MG).

No evento, se encontraram Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Em diferentes momentos, todos eles falaram sobre se unir contra o PT. Zema e Caiado pensam na união para o segundo turno das eleições de 2026. Por ora, as assessorias negam que houve acordo em torno do antipetismo e da candidatura de Lula.

Outro alvo dos pré-candidatos foi a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Neste caso, porém, Zema e Caiado apostaram no apoio à decisão do governo americano.

Os pré-candidatos evitaram falar sobre Flávio no âmbito das tarifas dos EUA.

Conteúdo distribuído por Agência Estadão

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