Projeto Árvores líquidas estreiam no Arraial de Belô com investimento de R$ 40 mil

Estruturas com microalgas capturam dióxido de carbono durante os cinco dias de evento no Mineirinho e integram estratégia da Belotur para ampliar ações de educação ambiental
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Projeto Árvores líquidas estreiam no Arraial de Belô com investimento de R$ 40 mil
Foto: Divulgação/PBH

O Arraial de Belô terá, pela primeira vez, duas chamadas árvores líquidas instaladas na área externa do Mineirinho. A tecnologia, que utiliza microalgas para capturar dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera, recebeu investimento de R$ 40 mil da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) e será apresentada ao público como parte das ações de sustentabilidade da festa.

Segundo o diretor de Políticas de Turismo e Inovação da Belotur, Guilherme Lourenço, a proposta vai além da compensação ambiental. A intenção é aproveitar a concentração de visitantes para estimular o debate sobre mudanças climáticas e aproximar a população de tecnologias voltadas à melhoria da qualidade do ar.

As estruturas funcionam continuamente durante os cinco dias do evento utilizando energia elétrica, água e microalgas capazes de absorver CO₂ e produzir biomassa, que posteriormente pode ser transformada em biofertilizante. O sistema também será monitorado em tempo real por meio de um painel que exibirá indicadores de funcionamento ao público.

Educação ambiental

De acordo com Lourenço, o principal objetivo da iniciativa é despertar a curiosidade dos visitantes e ampliar a conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes. Durante todo o evento, o professor Antônio Mazza acompanhará o funcionamento das estruturas e explicará aos visitantes os aspectos técnicos da tecnologia e seus efeitos na qualidade do ar.

“O espaço do evento é um momento de permitir que a população reflita sobre o futuro que a gente quer construir em Belo Horizonte, especialmente na responsabilidade de promover experiências que possam inspirar mudanças de comportamento e ampliar o debate sobre sustentabilidade”, afirmou Lourenço.

Além de cumprir a função ambiental, as árvores líquidas contam com bancos integrados para descanso dos visitantes. Segundo a Belotur, as estruturas também contribuem para tornar a tecnologia mais acessível ao público por meio da interação direta com o equipamento.

Projeto pode inspirar novas iniciativas

A Belotur informa que esta é a primeira vez que a tecnologia é utilizada em Belo Horizonte. Como o projeto é patenteado e contratado junto à empresa responsável, ainda não há definição sobre sua utilização em outros eventos. Mesmo assim, a expectativa é que a iniciativa incentive novas discussões sobre inovação aplicada à sustentabilidade.

A instalação das árvores líquidas integra um conjunto de ações ambientais previstas para o Arraial de Belô. Entre elas está o plantio de mudas em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, previsto para ocorrer após o evento, além de iniciativas voltadas à reciclagem.

Sobre o autor

Guilherme Ferreira

Estagiário(a) • Escreveu sob supervisão da edição

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas