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Aumento da receita de hotéis será acima de 10% em cinco das 11 cidades analisadas

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Crédito: Divulgação

HotelInvest, em parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), acaba de divulgar a 14ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira. Ao todo, 35 das principais redes hoteleiras do País informaram a previsão de novas aberturas até 2024 e 25.768 unidades habitacionais foram analisadas para sinalizar ao mercado o potencial de crescimento de receita no setor.

Os principais resultados apontam para uma intensificação do ritmo de crescimento de desempenho dos hotéis no Brasil. Para 2020, a HotelInvest projeta aumento de receita em todos os mercados analisados, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Vitória, que devem crescer acima de 10%.

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“Apesar do aumento percentual expressivo, a base ainda é modesta, com diárias até 48% abaixo do pico histórico em valores reais. É importante que as tarifas continuem crescendo para recompor o potencial de resultado e de reinvestimento do setor”, comenta o presidente executivo do FOHB, Orlando de Souza.

Entre as cidades com crescimento moderado de receita para 2020, de 5% a 10%, estão Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza e Recife. Apesar da ociosidade um pouco maior em parte desses destinos, diversos dias já apresentam boa ocupação, o que facilita o processo de aumento de tarifa, tanto das públicas como das negociadas.

Entre as 11 cidades, apenas Goiânia tem perspectivas de crescimento mais modestas, abaixo de 5%. A cidade é a única com ocupação anual abaixo de 60% e ainda há novas aberturas previstas.

“O momento atual do mercado hoteleiro no Brasil é positivo. Há três anos a ocupação cresce e, desde o ano passado, as tarifas ganharam fôlego em diversas praças do País. Enxergamos um potencial de incremento de lucro de até 30% em hotéis bem posicionados”, afirma o sócio-diretor da HotelInvest e coordenador do Panorama, Pedro Cypriano.

Para Souza, “as perspectivas das grandes redes que atuam no Brasil quanto aos orçamentos para 2020 também são mais otimistas em comparação com o ano passado. Acreditamos em um aumento de 2,5% em ocupação e de aproximadamente 3% em diária média, além da inflação. Caso a agenda econômica do governo seja cumprida e os riscos de uma crise global não se materializem, o desempenho dos hotéis continuará crescendo”.

As estimativas são mais favoráveis, porém a HotelInvest acredita que os resultados serão mais positivos que o orçado. Em 2019, as redes estimaram aumento real de 4,4% em RevPAR e no realizado o crescimento chegou a 8,3%, variação 88% acima do esperado.
Em um ambiente econômico mais favorável e com evolução de oferta ainda restrita, o desempenho dos hotéis no Brasil deve melhorar, especialmente na diária média, que por muito tempo esteve abaixo das expectativas.

A nova oferta contempla 54 marcas e 24.914 unidades habitacionais, concentradas nos segmentos econômico e supereconômico (66%), no sudeste e sul (75%), e em cidades do interior com até 300 mil habitantes (45%). Há uma tendência de interiorização dos investimentos em hotelaria, e com a retomada do crescimento econômico nacional, a estruturação de novos hotéis em municípios de pequeno e médio porte deve se intensificar. E o perfil claro de produto para tais regiões são os hotéis mais simples.

Em comparação com a última edição do Panorama, publicada em setembro de 2019, 39 novos contratos foram assinados. “É um sinal de que os investidores já estão mais confiantes com o potencial de crescimento do setor hoteleiro e também da economia brasileira”, comenta o sócio-diretor da HotelInvest, Cristiano Vasques. E para os novos contratos, 54% ainda serão estruturados como condo-hotel.

Quanto a produtos com uma proposta de valor lifestyle, somente 11% dos novos hotéis terão esse direcionamento. A essência dos projetos em estruturação é de empreendimentos de hotelaria mais tradicional. “Já há espaço no Brasil para propostas mais ousadas e modernas, e não apenas no segmento de luxo. Produtos com design e funcionais devem ganhar força no País nos próximos anos”, ressalta o sócio-fundador da HotelInvest, Diogo Canteras. (Da Redação)

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