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Destinos inteligentes buscam novo normal

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A cidade é formada por ilhas: espaços para trabalho, para a diversão, para as compras. Você vai de um para outro | Crédito: Divulgação

A terceira edição do seminário “Cidades e Destinos Inteligentes”, promovido pelo fuTURISMO: Programa de Pesquisa e Inovação Turística da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte/ Prefeitura de Belo Horizonte (Belotur/PBH), não escapou do tema do ano de 2020: Covid-19.

O tema central do primeiro dia foi “Cidades Inteligentes e Duráveis em um Mundo Pós-pandemia: Sobre a Cidade e o Tempo”. Integrado ao “Novo Normal”, o evento reuniu virtualmente especialistas do mundo inteiro.

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Logo no primeiro painel, realizado na quarta-feira (9), a palestra “Cronourbanismo, cidades maleáveis e inteligentes” foi proferida pelo professor da Escola Nacional Superior de Arquitetura de Toulouse e no Instituto de Altos Estudos em Planejamento e Desenvolvimento do Território Europeu de Paris (França), Luc Gwiazdzinski.

“A cidade é formada por ilhas: espaços para trabalho, para a diversão, para as compras. Você vai de um para outro. Hoje, as distâncias entre essas ilhas estão maiores e a fragmentação do tempo também. Vivemos nas mesmas cidades, mas a gente não se encontra mais. As cidades organizam tempos de encontros. (O conceito de) cidade maleável vem para otimizar o espaço disponível em diferentes momentos. A diversidade da demanda em função do tempo remete às identidades plurais. Somos cidadãos de cada cidade no momento em que chegamos naquele lugar. Uma cidade precisa de inteligência e tecnologia para funcionar. Precisamos refletir sobre os ritmos urbanos, conciliando movimentos coletivos e individuais”, destacou Gwiazdzinski.

Nas cidades, a densidade é uma virtude e a distância, um vício. A proximidade traz a possibilidade de criar soluções | Crédito: Divlulgação

Na segunda parte, o professor na Universidade de Paris IAE-Panthéon Sorbonne, Carlos Moreno, trouxe a palestra “Viver perto, em tempos de mudanças climáticas e Covid-19”.

“A cidade dos 15 minutos responde aos grandes desafios atuais em relação ao clima porque precisamos reduzir a emissão de CO2. Nas cidades a densidade é uma virtude e a distância, um vício. A proximidade traz a possibilidade de criar soluções. A distância fragmenta em nível econômico, cultural e com muita segregação. Queremos com essas cidades dos 15 minutos propor uma resposta humanista à problemática urbana”, pontuou Moreno.

No segundo dia, o tema “Destinos e sistemas de inteligência turística” deu o tom, em espanhol, dos painéis. “A importância dos dados e inovação para melhoria da gestão turística” foi a palestra ministrada pelo presidente da espanhola Sociedad Mercantil Estatal para La Gestión de La Innovación y las Tecnologías Turísticas (Segittur), Enrique Martinez Marín. Na sequência, a conversa sobre Destinos Inteligentes na América do Sul contou com a participação de: Enrique Martinez da Segittur; da Rede Argentina de Destinos Inteligentes (Argentina), Gonzalo de la Rosa; e da Universidade da República do Uruguai, Claudio Quintana. O encontro foi mediado por Bárbara Blaudt, do Ministério do Turismo do Brasil.

“Somos uma empresa pública do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo e nossa missão fundamental é inovação e geração de conhecimento em turismo. Esse conceito de destinos turísticos inteligentes não é uma coisa vertical. O modelo tem cinco pilares: governança, tecnologia, sustentabilidade, inovação e acessibilidade. Eles estão alinhados com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). A metodologia nos permite fazer um diagnóstico e depois um plano de ação. A segunda etapa é a ‘estandartização’ e normalização. No fim, podemos ter um sistema de inteligência turística”, relatou Martinez.

E, por fim, mediada pelo professor da Universidade Federal do Maranhão e Doutor em Gestão Urbana (Brasil), Saulo Ribeiro dos Santos, aconteceu a conversa sobre “Destinos turísticos inteligentes e patrimônio histórico: as experiências espanholas”, com a participação do Conselho de Promoção Empresarial e Emprego, Inovação e Novas Tecnologias, Câmara Municipal de Cuenca (Espanha), César Sánchez Meléndez, e do conselheiro de Turismo, Promoção Econômica e de Emprego de Toledo (Espanha), Francisco Rueda Sagaseta.

“A Rede Argentina de Destino Turísticos Inteligentes funciona a partir do Instituto Cidades do Futuro e da Fundação Cidade de La Plata. Nossa missão é impulsionar novas formas de gestão que tornem eficazes as políticas públicas e estratégias de governo para o turismo. Damos impulso ao desenvolvimento sustentável das cidades e uma gestão inteligente da informação. Tecnologia para a coleta, ordenamento, priorização e utilização de dados, transformando-os em informação, conhecimento e inteligência”, pontuou de la Rosa.

Hoje, uma cidade precisa de inteligência e tecnologia para funcionar | Credito: Renato Cobucci/Imprensa-MG.

O último dia, sexta-feira, foi pautado pelo tema “Turismo, Inovação e Gastronomia”. A palestra “Inovação e Turismo – o exemplo do Welcome City Lab Paris startups”, foi ministrada por Laurent Queige, da Welcome City Lab Paris (França); mediada por Jacqueline Gil, do Amplia Mundo e Pesquisadora do Laboratório de Estudos de Turismo e Sustentabilidade – (LETS/UnB).

A conversa sobre “Estratégias para a inovação no turismo gastronômico” foi com Mildred Hernández, da Transforma Turismo (Chile) e mediação de Marcos Boffa, da Belotur. A conversa sobre “Desafios e laboratórios de inovação na Gastronomia” aconteceu entre Jose Pelaez, do Programa de Inovação Colaborativa de Mahou San Miguel (Espanha) e Marcus Rocha, do Centro de Inovação Gastronômica de Florianópolis (Ciga) e mediação também de Marcos Boffa.

“Somos um espaço neutro onde convergem vários atores públicos e privados. Estamos convencidos do trabalho colaborativo, em rede. A Transforma Turismo foi concebida há cinco anos e nosso norte é nos converter em uma plataforma para inovação empresarial do turismo no Chile diversificando e sofisticando a oferta turística. Para isso é preciso fortalecer a gestão dos destinos. O Comitê Gestor do Turismo Gastronômico coordena e comunica o estado de avanço das iniciativas e monta alinhamentos estratégicos para o desenvolvimento. Nós propusemos uma visão de médio prazo para conseguir trazer turistas que venham pela decisão de vir comer em nosso país, isso ainda é comum. Nossa geografia constitui uma grande diversidade e podemos oferecer uma experiência marcada por essas diferenças. Trabalhamos para a criação de uma cultura gastronômica na sociedade chilena, desenvolvendo a competitividade na cadeia de valor”, avaliou Hernández.

Quem quiser assistir ou rever as discussões, os vídeos estão disponíveis no site.

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