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Montanhas mineiras têm potencial para o cicloturismo

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Modalidade é uma importante para a retomada do turismo | Crédito: Ticorico

As montanhas mineiras são um convite à aventura e à contemplação. E, em ambos os casos, a bicicleta pode ser a companheira ideal, seja para os mais radicais ou para quem quer apenas apreciar a paisagem.

Para aproveitar todo esse potencial do cicloturismo em Minas, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) se reuniu com o Ministério do Turismo (MTur) para criar um projeto de fortalecimento do turismo de mountain bike e do cicloturismo no trajeto da Estrada Real, que interliga o Circuito das Águas de Minas Gerais ao Circuito Trilha dos Inconfidentes.

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A reunião incluiu o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, a deputada federal Greyce Elias e a subsecretária de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Milena Pedrosa. A expectativa é de que o projeto beneficie cerca de 1,2 milhão de cidadãos em mais de 30 municípios das regiões do Campo das Vertentes e Sul de Minas.

“Essa foi uma primeira reunião para apresentar o projeto que é extremamente importante para fortalecer o cicloturismo em Minas Gerais. Ele está dentro da nossa política de regionalização. Propusemos projeto integrado de cicloturismo em Minas, dentro dessa região que é também uma parte da Estrada Real. É um projeto que vai valorizar a família, o bem-estar e o desenvolvimento local. O cicloturismo foi apresentado dentro do Programa Reviva como uma ferramenta importante para a retomada do turismo. Estamos falando de trilhas de longo percurso, conectividade entre trilhas. O projeto pode ser estendido para outras regiões do Estado. Os próximos passos são conseguir a verba e colocar o projeto para rodar”, explica Milena Pedrosa.

Próximo passo é conseguir a verba, explica Milena Pedrosa | Crédito: Paulo Lacerda/Fundação Clovis Salgado

A modalidade é extremamente difundida na Europa e promete ajudar na recuperação econômica do continente. Segundo dados da associação ambientalista Legambiente e pelo Instituto Italiano de Desenvolvimento Turístico (Isnart), em seu segundo relatório sobre o turismo em bicicleta, a estimativa é que só de turistas italianos até o final de 2020 tenham sido mais de 3 milhões e as pernoites aumentaram em cerca de 26% atingindo 25,9 milhões.

Para o presidente do Circuito das Águas e vice-presidente da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), Felipe Condé, essa é uma oportunidade dos dois circuitos aproveitarem uma tendência mundial que é o turismo ao ar livre. Além da contemplação da exuberante paisagem da região, o turista poderá aproveitar atrativos históricos, arquitetônicos, apreciar a típica gastronomia regional, visitar fazendas produtoras de queijos e outras iguarias, conhecer o berço do cavalo mangalarga marchador e praticar esportes radicais, especialmente o mountain bike.

“Os circuitos formularam o projeto com o apoio da Pedal Verde Projetos de Infraestrutura Turística, que é uma empresa especializada na formatação de rotas para bicicletas. Essa ideia tem um cunho de produto turístico e de desenvolvimento econômico do trecho, promovendo um processo de integração gradual dos produtores rurais, oferecendo um produto diferente ao mercado. Além disso, tem um alinhamento com a Portaria Conjunta 500/2020, que visa à conexão das unidades de conservação e os circuitos. Trabalhamos a capacitação do trade para que o turismo seja força motriz da retomada econômica, gerando empregos por meio de projetos que integram circuitos e aptidões regionais”, destaca Condé.

De acordo com o diretor da Pedal Verde, Antônio Gonçalves, conhecido como Ticorico, o cicloturismo depende de um espaço organizado, seguro e com boa infraestrutura turística. 

“A região merece muito um projeto assim. O mountain bike é um esporte de inverno, então aquelas tardes maravilhosas da região, os preços são acessíveis e o jeito mineiro de receber são atrativos. Temos um superproduto para ser formatado. O que leva as pessoas é a qualidade da trilha. O cicloturista é exigente e tem poder de consumo. Existem bicicletas para mountain bike que custam mais de R$ 120 mil. Infelizmente ainda existe muito amadorismo. Esse é um projeto de infraestrutura turística, com comunicação e sinalização. É muito importante identificar os produtores, as pessoas gostam de ouvir os casos, participar. Tem que ser profissional para encantar as pessoas”, pontua Gonçalves.

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