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Turismo

Parques têm potencial para gerar R$ 44 bilhões

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Crédito: Pedro Vilela - MTur
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Os parques brasileiros possuem um grande potencial para gerar riquezas ao País, de forma sustentável, inclusive funcionando como importantes vetores para a recuperação das atividades turísticas do País, tão afetadas pela pandemia, é o que aponta um estudo do Instituto Semeia, produzido pela consultoria internacional BCG.

Embora o potencial turístico dos recursos naturais brasileiros seja internacionalmente reconhecido, os impactos para a economia do País ainda são pequenos. Enquanto o Brasil ocupa a 2ª posição no mundo no que diz respeito a seu patrimônio natural, a participação do ecoturismo em parques no PIB nacional é de cerca de 0,14%. Mesmo o turismo como um todo representa apenas 7,7% de todas as riquezas produzidas no Brasil.

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A diversidade de sua vida selvagem, a atratividade dos ativos ambientais e a quantidade de Patrimônios Naturais da Humanidade, como o Pantanal e os parques nacionais da Chapada dos Veadeiros e Iguaçu, por exemplo, são fatores que fazem o Brasil ter uma posição de destaque no cenário mundial em termos potencial.

Parques naturais são unidades de conservação de proteção integral onde também ocorre visitação pública. É estimado que os parques nacionais e estaduais brasileiros receberam cerca de 13 milhões de visitantes em 2019. Mas esse número poderia ser muito maior. Com base em países onde o ecoturismo em parques trouxe bons resultados, estima-se que os parques brasileiros poderiam receber 56 milhões de visitantes, entre turistas nacionais e estrangeiros.

“Temos um patrimônio natural único no mundo e que pode ser melhor utilizado dentro de uma estratégia de desenvolvimento sustentável para o País”, afirma o diretor-presidente do Instituto Semeia, Fernando Pieroni. “Nessa estratégia, nossos parques podem ser os grandes vetores do desenvolvimento, muitas vezes em regiões afastadas dos grandes centros urbanos”, afirma.

O crescimento no número de visitantes leva a uma ampliação nos gastos totais dos ecoturistas na região dos parques, uma vez que se aumenta também a demanda por alimentação, hospedagem, passeios guiados e outros serviços turísticos. Os resultados desse impacto na economia podem representar 978 mil postos de trabalho vinculados à visitação de parques naturais no País. O estudo “Quando Vale o Verde” sugere geração de cerca de 22 mil empregos a cada R$ 1 bilhão de impacto dos parques no PIB.

“O setor do turismo foi um dos mais afetados pela pandemia, de modo que a visitação em parques pode ser uma alavanca fundamental para a retomada do setor e da economia”, defende Pieroni.

O impacto total no Produto Interno Bruto do País é estimado em R$ 44 bilhões – ou 0,61% do PIB, em valores de 2019, – multiplicando em mais de quatro vezes a participação dos parques na economia do País. Considerando um efeito multiplicador de 3,1 a 3,8 de cada real dispendido, também de acordo com o estudo “Quando Vale o Verde” e considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos desse dispêndio em parques sobre a atividade econômica nacional.

“Atingir esse potencial requer uma série de políticas públicas coordenadas, inclusive relacionadas ao ordenamento da visitação nos parques, para se evitar danos ao meio ambiente”, afirma Rodrigo Góes, coordenador de projetos do Instituto Semeia. “O fortalecimento da gestão de nossos parques é fundamental para que possamos receber cada vez mais visitantes e ao mesmo tempo conservarmos a natureza para as próximas gerações”, ressalta Góes.

Criado em 2011, o Instituto Semeia é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Com sede em São Paulo (SP), trabalha para transformar áreas protegidas em motivo de orgulho para brasileiras e brasileiros.

Brasileiros buscam destinos de natureza

Aposta do Ministério do Turismo e de especialistas do setor, o turismo de natureza vem ganhando força na escolha dos brasileiros na hora de viajar. Dados de um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) apontam crescimento na busca por locais que proporcionam maior conexão com a natureza. Entre os destinos mais procurados estão o de sol e praia, sendo quatro deles na região Nordeste: Porto de Galinhas (PE), Salvador (BA), Maceió (AL) e Porto Seguro (BA).

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, ressaltou o diferencial do Brasil para o segmento, sendo o único país do mundo que possui seis biomas, além de ofertar diversos atrativos naturais. “A expectativa é de que essa procura cresça ainda mais entre os turistas. Estamos com a campanha de turismo de natureza no ar mostrando aos brasileiros as nossas belezas, que muitos não conhecem. Além disso, nossa intenção é promover um turismo mais sustentável e inclusivo no País”, disse o ministro.

De acordo com dados do Ministério do Turismo, o segmento foi o principal motivo de viagem para 18,6% dos turistas internacionais em 2019. O mesmo se aplica à demanda doméstica, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), que analisou 21,4 milhões de viagens realizadas nos domicílios brasileiros no mesmo ano. O levantamento revelou que 86,5% dos deslocamentos ocorreram por motivos pessoais e 13,5% por motivos profissionais. Das viagens por motivo pessoal, 31,5% estavam em busca de lazer e, dentro deste universo, 25,6% tiveram como objetivo o ecoturismo e viagens de aventura.

Segundo o presidente da Braztoa, Roberto Haro Nedelciu, a tendência é de que a procura aumente no decorrer do segundo semestre, acompanhando a maior sensação de segurança dos turistas. “O mercado segue uma tendência animadora e isso tem ligação com a curva ascendente da sensação de segurança das pessoas, somada à demanda reprimida de viagens e à série de promoções que estão em vigor atualmente – e que não devem durar muito tempo. Estamos em um momento de excelentes oportunidades para quem quer garantir sua viagem para embarques futuros, fator que contribui para uma movimentação positiva do setor. É preciso que todos, viajantes e profissionais do turismo, se mantenham atentos e aproveitem as oportunidades”.

Turismo de natureza – O turismo de natureza vem despontando no País. Pesquisas apontam um crescimento na busca por destinos deste segmento e por atividades ao ar livre. Levantamento da Booking.com mostra, por exemplo, que nove em cada dez viajantes brasileiros passaram a buscar destinos mais tranquilos e mais afastados, o que reforça a ideia do turismo de natureza.

Neste mês, o Ministério do Turismo já havia lançado uma radiografia do turismo náutico no país, destacando a forte vocação do Brasil para o desenvolvimento e consolidação de atividades praticadas em água, que também possibilitam o contato com a natureza. Sobretudo, devido aos 8.500 quilômetros de litoral, 35 mil quilômetros de rios e canais navegáveis e mais 9.260 quilômetros de margens de reservatórios de água doce, lagos e lagoas, além de um clima propício ao esporte e ao lazer náutico. (Com informações do Ministério do Turismo)

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