Serão criadas rotas turísticas dentro do Circuito Liberdade, para comercializar esses produtos de forma organizada e competitiva | Crédito: IEPHA Lucia Sebe

O Circuito Liberdade começa a passar por uma grande mudança promovida pelo governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG). Além de se expandir para os limites da avenida do Contorno, o chamado hipercentro, vai convidar também equipamentos culturais privados e de outros poderes para participar.

Entre as primeiras ações está a adoção do Palácio da Liberdade pela Copasa, o que vai proporcionar a reabertura do espaço para o público, prevista para o dia 2 de dezembro. O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) volta ao entorno da praça, ocupando o “prédio verde” e a Fundação Nacional de Artes (Funarte), o “Rainha da Sucata”. Equipamentos como os do Serviço Social do Comércio de Minas Gerais (Sesc-MG) – como, por exemplo, o Sesc Palladium – já estão em negociação.

De acordo com o secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a proposta intensifica a transversalidade entre cultura e turismo, potencializando e fortalecendo o Circuito Liberdade e seus desdobramentos. O passo seguinte é criar rotas turísticas dentro do Circuito Liberdade, para comercializar esses produtos de forma organizada e competitiva.

“Essa proposta cria uma gestão mais horizontalizada para que possamos atrair mais parceiros e potenciais patrocinadores. Acreditamos no Circuito Liberdade como um catalisador do turismo mineiro. Vamos fazer um diálogo com todos os circuitos de Minas Gerais usando a expertise que existe em Belo Horizonte. Essa união não vai se dar por forma de lei, mas por forma de parceria. Os circuitos do interior mantêm sua autonomia, mas de forma horizontal e transversal vamos propiciar um diálogo ampliado, sobretudo com quem produz e também com quem mantém a cultura na Capital, que são os grandes patrocinadores”, explica Oliveira.

Visitantes – Segundo dados da Secult-MG, em 2019, o Circuito Liberdade recebeu 2,5 milhões de visitantes, uma média mensal de 205 mil pessoas. Em outubro de 2019, mês em que as programações são pensadas para o público infantil, os espaços culturais do Circuito Liberdade receberam, juntos, 235 mil visitantes. A expectativa de público total para esse ano é de 722 mil visitantes. No ano que vem, 1,14 milhão e para 2022 espera-se 2,163 milhões de pessoas passando pelos equipamentos do Circuito Liberdade.

Até o fim do ano, alguns passos deverão ser concluídos para que o novo Circuito chegue às prateleiras das empresas como um produto turístico: criação das redes de articulação e rotas turísticas; construção de identidade e posicionamento do produto; plano de promoção e marketing turístico; mapeamento e plano de parcerias; criação de programação cultural integrada e conexão com os festivais já existentes na cidade; ação Programa Minas Recebe; inter-relação com as 44 Instâncias de Governança Regionais (IGRs) de Minas Gerais; apresentação de plano de capacitação de equipamentos e times; criação de plataforma digital do Circuito Liberdade; ações de articulação e integração com o Comitê Gestor (planejamento estratégico, comunicação e ações com métricas e objetivos a curto, médio e longo prazos).

Ativação – Com recursos de R$ 3 milhões vindos do Ministério do Turismo (MTur), será realizada a promoção oficial do novo Circuito Liberdade. A primeira ação será no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, em 1º de dezembro. No dia seguinte, acontecerá o grande lançamento em Belo Horizonte, na data que se comemora os 300 anos de Minas.

Equipamentos públicos sob a gestão do Estado

1. Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais
2. Palácio da Liberdade
3. Arquivo Público Mineiro
4. Museu Mineiro
5. Centro de Arte Popular
6. Cefart Liberdade
7. BDMG Cultural
8. Espaço Cultural da Escola de Design UEMG
9. Iepha – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Prédio verde)

Equipamentos sob gestão de parceiros

1. Espaço do Conhecimento UFMG
2. MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal
3. Memorial Minas Gerais Vale
4. Centro Cultural Banco do Brasil
5. Casa Fiat de Cultura
6. Academia Mineira de Letras
7. Centro Cultural Minas Tênis Clube

Governo federal disponibiliza R$ 12,9 bilhões para o setor

O Ministério do Turismo disponibilizou, até o momento, mais de R$ 2 bilhões em crédito para empreendedores do setor de turismo, principalmente para micro e pequenas empresas. Com estes recursos, a estimativa é de que mais de 26 mil empregos tenham sido preservados. Por meio do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), outros R$ 3 bilhões ainda estão disponíveis para apoiar o setor, inclusive, no período de alta temporada, que se inicia com o verão.

Além do Fungetur, em apoio ao setor, o governo federal concedeu, neste ano, outros R$ 10,9 bilhões em linhas de crédito para capitalizar serviços turísticos. Os recursos já estão na conta dos empreendedores e foram liberados pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia. Assim, em 2020, até agora, foram garantidos R$ 12,9 bilhões para socorrer empresas do setor de turismo, um dos mais afetados pela pandemia de Covid-19.

“Esse suporte aos empreendedores do setor mostra o compromisso do governo federal e do presidente Jair Bolsonaro com a sobrevivência de empresas e atrativos turísticos e, consequentemente, com a manutenção de empregos em todo o país”, destacou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Ao todo, desde o ano passado, considerando os recursos do Fungetur e de outras linhas de crédito liberadas por bancos públicos, já são mais de R$ 20 bilhões assegurados pelo governo federal para apoiar e impulsionar o setor do turismo através de linhas de crédito, sendo que 80% destes recursos já estão na conta dos empreendedores. Os demais, seguem disponíveis para atender o setor de turismo no País.

Fungetur – Para garantir fôlego às empresas e a manutenção de empregos, o governo federal autorizou a liberação histórica de R$ 5 bilhões em crédito com taxas e prazos diferenciados, por meio do Fungetur. Neste ano, já foram assinados 2.025 contratos, sendo 75% para capital de giro – dinheiro necessário para bancar o funcionamento de uma empresa. O número é 4.400% maior que os contratos firmados em 2018 (45).

Os R$ 2 bilhões, já autorizados pelo MTur às instituições financeiras que participam do Fungetur, representam um crescimento de 602% em relação ao que foi ofertado em 2018 (R$ 286,4 milhões). Estes recursos permitiram o acesso ao crédito por 1.982 empresas, localizadas em 428 municípios de 15 estados. A maioria, 99,8%, são Microempreendedores Individuais (MEI) e micro, pequenas e médias empresas.

“A partir deste mês, com o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito, conseguimos viabilizar garantias aos agentes financeiros por meio do Fundo Garantidor de Investimentos, operado pelo BNDES. Esta medida deve facilitar ainda mais a liberação de crédito para empresas do setor turístico”, avaliou o secretário nacional de Atração de Investimentos, Parcerias e Concessões, Lucas Fiuza.

Hoje, 20 instituições financeiras estão credenciadas para oferta de crédito por meio do Fungetur. O Ministério do Turismo mantém esforço permanente para ampliar a cartela de instituições habilitadas a operar o Fundo e, consequentemente, garantir que o dinheiro chegue, de forma mais rápida, aos empreendedores do setor de turismo que precisam destes recursos. Desta forma, com apoio do Ministério do Turismo, a Organização das Cooperativas Brasileiras lançou, neste mês, uma cartilha com orientações sobre como integrar o fundo para ampliar a participação de cooperativas de crédito.

Os recursos liberados pelo Fungetur podem ser usados para fortalecer o capital de giro das empresas, adquirir máquinas e equipamentos turísticos e fomentar obras de ampliação, modernização e reformas dos atrativos turísticos.