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Anuário Braztoa 2021 reflete impactos da pandemia sobre turismo nacional

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No mundo, segundo dados da OMT, a queda no faturamento foi de 85% em 2020, quando comparado ao ano anterior | Crédito: Pixabay

Após o lançamento para a imprensa e mercado realizado ontem (20), já está à disposição no site da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), o Anuário Braztoa 2021. A publicação traz dados e aborda sobre o impacto da pandemia no turismo e no segmento das Operadoras de Turismo em 2020.

Além de mostrar o faturamento, embarques, vendas nacionais e internacionais, impacto econômico e perfis de viagens comercializadas, a edição comemora os 10 anos da publicação, com uma retrospectiva de números e análises.

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De acordo com o estudo, apesar das enormes dificuldades enfrentadas pela cadeia produtiva do turismo no Brasil, em virtude da pandemia em 2020, os resultados nacionais foram, em média, melhores do que os registrados globalmente. A vantagem brasileira seria a força do mercado doméstico.

Além de ser, tradicionalmente, responsável pelo maior volume do turismo anual no País (entre 60% e 70% do faturamento), ainda somou os turistas que viajariam para o exterior e converteram suas viagens para destinos nacionais, seja por causa da desvalorização do real frente ao dólar ou pelas fronteiras fechadas para os turistas brasileiros em vários países ao longo da pandemia. No ano passado, as viagens internacionais representaram apenas 4% dos embarques feitos no Brasil.

De acordo com o Anuário, as operadoras brasileiras associadas à Braztoa faturaram R$ 4 bilhões em 2020, contra R$ 15,1 bilhões em 2019, uma queda de 73,5%. O montante é o menor desde o início da série histórica, iniciada em 2009, quando o faturamento registrado foi de R$ 6,2 bilhões.

Na avaliação do presidente da Braztoa, Roberto Nedelciu, apesar dos números muito ruins, o Brasil ainda tem o que comemorar. No mundo, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), a queda no faturamento foi de 85% em 2020, quando comparado ao ano anterior.

“A queda não foi tão grande assim quando comparamos com a média mundial e, principalmente, a países que dependem muito do turismo internacional. É importante considerar que temos uma demanda reprimida. Este anuário é um documento histórico. Ele serve para registar a maturidade, resiliência, criatividade na gestão das empresas e criação de novos produtos”, explicou Nedelciu.

Segundo os dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), na sigla em inglês), a demanda global por viagens aéreas domésticas e internacionais registrou queda de 65,9% em 2020 diante de 2019, sendo este o pior desempenho da história da aviação comercial desde 2001, ano dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. A demanda internacional foi a mais afetada, com uma redução de 75,6% e a demanda por voos domésticos reduziu 48,8%.

O embarque de passageiros no Brasil durante o ano de 2020 teve redução de 49,96% em comparação à 2019, embarcando em 2020 3,3 milhões de passageiros, sendo que a variação média das operadoras foi de -67,89% nos embarques.

Ainda que o tom seja de otimismo, o executivo não se atreve a fazer previsões profundas sobre o desempenho do setor este ano e estima a recuperação para níveis comparáveis aos de 2019 para o final de 2022, a depender do ritmo da vacinação no Brasil e no mundo.

“O ano de 2020 começou muito bem. Estávamos animados e, ainda que muitos não lembrem, tivemos verão e Carnaval. Quando a pandemia chegou esperávamos que passasse em três meses. Vendíamos para julho. Tivemos boas vendas em novembro e agora enfrentamos a segunda onda. Não me arrisco a dar um palpite. O que posso dizer é que as operadoras estão preparadas. Durante esse tempo diminuímos custos, criamos novos produtos, melhoramos a experiência do cliente”, afirma o presidente da Braztoa.

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