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Turismo

Retomada do setor de turismo depende da vacinação

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Para quase a metade dos viajantes (42%), os protocolos sanitários aplicados são sim importantes | Crédito: Divulgação

A 13ª edição do relatório “Panorama e Tendências para o Turismo em Minas Gerais pós-Covid-19”, publicada pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais, traça um cenário ainda preocupante mas com oportunidades para a retomada do turismo no Estado.

A maior dificuldade apontada é o ritmo lento da vacinação contra a Covid-19 em todo o Brasil. Já do lado das oportunidades, está o fortalecimento do turismo regional e a busca por experiências próximas à natureza.

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E entre as políticas públicas se destaca o lançamento do programa Reviva Turismo, pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), que busca resgatar o setor e estimular toda sua cadeia produtiva, atuando como uma alavanca para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. São quatro eixos de atuação: biossegurança, estruturação, capacitação e marketing do destino Minas Gerais.

De acordo com a subsecretária de Turismo da Secult, Milena Pedrosa, os números do turismo mineiro acompanham proporcionalmente o que acontece no Brasil como um todo e a vacinação será a marca da retomada do setor.

“Através do programa Reviva Turismo trabalhamos a volta do turismo com foco primordial na biossegurança. Acreditamos que assim vamos potencializar a tendência atual de turismo local, por exemplo, com o programa “De Minas para Minas”. Claro que a situação ainda é muito complicada e devemos seguir as recomendações do programa “Minas Consciente”. O Estado é muito grande e por isso temos regiões com menos restrições, que podem atender com segurança os visitantes”, explica Milena Pedrosa.

O turismo é um setor sustentável que precisa ser apropriado pelas empresas, diz Milena Pedrosa | Crédito: Paulo Lacerda

Segundo o relatório, publicado em maio, com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de abril de 2021, houve uma queda no fluxo de passageiros nos aeroportos mineiros, equivalente a -17,9% embarques e desembarques em comparação com o mês anterior. Em abril foram 370 mil passageiros totais, o menor número registrado em 2021. Apesar da diminuição, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, o número é 11 vezes maior, onde foram registrados 35.154 embarques e desembarques de passageiros no Estado em abril de 2020.

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O setor hoteleiro também segue sofrendo. A taxa média da ocupação hoteleira em abril foi 24,6% na Capital, os dados apontam queda mensal de 3,2 pontos percentuais, e correspondem ao menor valor observado desde agosto de 2020. A taxa de ocupação hoteleira de Belo Horizonte está abaixo da média observada nos primeiros quatro meses do ano (29,9%). Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-MG). Na comparação do mesmo período com o ano anterior, houve um aumento de oito pontos percentuais.

“Temos duas grandes metas até o final de 2022: gerarmos 100 mil empregos no setor e passarmos de quarto fluxo turístico no Brasil para terceiro. São metas ousadas, mas somos capazes de chegar nisso, entendendo o turismo como uma oportunidade de geração de emprego e renda muito grande, levando ao desenvolvimento econômico e social”, pontua.

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que disponibiliza os índices relacionados à atividade turística em escala nacional e estadual -, a receita turística no mês de março foi de queda considerável no Brasil e nos estados. Enquanto no mês anterior verificou-se aumento do índice na maior parte dos estados, sendo +5,0% em Minas Gerais e 3,6% no território brasileiro, os dados do mês de março de 2021 mostram uma queda de 21% no Brasil e 17,6% no Estado de Minas Gerais, 3º “melhor” índice dentre os estados brasileiros.

O índice de volume de atividades turísticas seguiu lógica bastante semelhante ao de receita turística, apresentando também quedas bastantes consideráveis entre os meses de fevereiro e março de 2021. Enquanto Minas Gerais havia apresentado um aumento de 6,8% no mês de fevereiro, em março o índice sofreu uma queda de 17,6%. Ao se analisar o território brasileiro, o valor que em fevereiro registrou um crescimento de 2,0%, apresentou em março uma queda de 22,0%.

Minas Gerais é um estado muito grande e por isso mesmo tem regiões com menos restrições | Crédito: Divulgação

Oportunidades de retomada

O relatório produzido pelo Observatório do Turismo traz, ainda, a pesquisa “O que os viajantes querem”, produzida pelo Grupo Expedia. O estudo ouviu 16 mil pessoas de oito países e traz insights para que os atores do turismo se preparem para a tão esperada retomada.

Os dados mostram que quase a metade dos viajantes (45%) considera visitar praias nos próximos 18 meses, enquanto 36% preferem ir a uma cidade grande e um terço (33%) optaria por uma cidade pequena. Independentemente do tipo do destino, um fator decisivo para os entrevistados é que esse local seja perto de casa e que dê para chegar de carro. Depois dos destinos próximos, as estadias longas, os tours e atividades ao ar livre e a visita a destinos únicos são os preferidos para as férias que virão.

Para quase a metade dos viajantes (42%), os protocolos sanitários aplicados são sim importantes. O fator flexibilidade foi o que mais cresceu em importância entre as pesquisas de 2020 e 2021. Cerca de dois terços dos viajantes (60%) dizem que evitariam uma reserva não reembolsável em troca de descontos na tarifa. Este dado representa uma mudança drástica em relação a 2020, quando dois terços dos entrevistados (66%) afirmaram que era provável que eles fizessem reservas não reembolsáveis.

Outro ponto de atenção é que mais de 80% dos entrevistados disseram que “há o que melhorarem hotéis ‘adaptados para crianças”’, 71% afirmam que retornaram a um hotel que de fato tivesse atividades para os menores, e mais de um terço (34%) teria estadias mais longas.

Além disso, quase a totalidade dos viajantes (94%) acham que os hotéis que aceitam animais precisam melhorar. Investir em uma experiência pet-friendly  é uma clara oportunidade para as propriedades: 60% dizem que retornariam outras vezes, e 42% se hospedariam por mais tempo e quase um terço (31%) pagaria mais pela diária.

“O turismo é um setor sustentável que precisa ser apropriado pelas empresas. Minas tem 62% do patrimônio histórico preservado do Brasil, são três parques nacionais e 15 estaduais. Temos náutico, de aventura, rural, a cozinha mineira. Estamos dentro das novas tendências de consumo e de outras perspectivas de experiência. Mudou a expectativa do cliente e a forma como ele avalia os estabelecimentos e atrativos. Podemos oferecer tudo isso com muita segurança. No início da pandemia, além do medo, tudo custava muito caro porque não tínhamos ainda conhecimento. Agora os custos começam a se ajustar”, completa a subsecretária de Turismo.

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