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Cadeia de turismo acumula perdas com expansão do novo coronavírus

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A rede hoteleira é um dos segmentos afetados com o cancelamento de viagens | Crédito: Divulgação

De um lado, cientistas do mundo todo se desdobram para buscar o melhor tratamento e uma vacina que impeça o novo coronavírus de continuar se alastrando pelo planeta. De outro, governos e empresários de todos os setores correm para tentar minimizar os prejuízos causados pela pandemia da Covid-19.

Diante dessa realidade, o setor de turismo talvez seja um dos mais atingidos e que vá levar mais tempo para se recuperar. Estimativas das entidades turísticas nacionais dão conta de que 85% das viagens foram canceladas no Brasil no mês de março. A crise que já se instalou parece democrática, não poupando segmento ou atividade, grandes ou pequenos negócios.

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Enquanto o governo federal sinaliza algumas medidas, hoteleiros, donos de restaurantes e empresários de quase toda a cadeia produtiva – quase 60 diferentes atividades – se unem e buscam paliativos com redução de custos e equipes.

As principais entidades do setor de Turismo do Brasil – Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav Nacional), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), Associação Brasileira dos Consolidadores de Passagens Aéreas e Serviços de Viagens (AIRTKT), Associação das Agências de Viagens Independentes do Estado de São Paulo (Aviesp), Associação das Agências de Viagem de Ribeirão Preto e Região (AVIRRP), Associação Brasileira de Operadoras de Turismo (Braztoa), Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) – formalizaram uma carta, enviada ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, contendo medidas emergenciais visando garantir a sustentabilidade das empresas do setor de viagens e turismo. Os pedidos são:

• Disponibilização de linha de crédito especial na Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil para as empresas de turismo, com carência para início do pagamento de, no mínimo, seis meses;

• Aprovação de decreto para postergar o pagamento de impostos relativos à folha de pagamento, também por seis meses, desde que quitados no exercício de 2020, conforme documento texto para decreto anexo;

• Liberação do saque do FGTS para funcionários de empresas que exerçam atividade turística;

• Parecer favorável do Ministério da Justiça em relação à remarcação de viagens contratadas pelo consumidor, frente ao cancelamento e devolução de valores;
• Transformação da Nota Técnica nº 2/2020/GAB-Senacon/Senacon/MJ em Portaria para que ela possa ser utilizada de forma mais ampla pelo setor;

• Redução do IRRF a 0% nas remessas para pagamentos de serviços turísticos ao exterior.

Para o presidente do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau (BHC&VB), Jair Aguiar, é imprescindível a ajuda das três esferas de poder. Ao mesmo tempo em que as entidades nacionais buscam apoio junto ao MTur, as associações locais atuam junto aos governos estadual e municipal.

“Nosso apelo é pela ajuda do Estado nas suas três esferas. Temos reuniões marcadas com a secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur) e também com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Pleiteamos redução nas tarifas de água e luz e também nas alíquotas de impostos como IPTU e ISS. Precisamos de ajuda porque somos uma cadeia que emprega mão de obra intensiva e muita gente vai perder o emprego se nada for feito”, explica Aguiar.

Segundo a união de entidades, o setor do turismo faturou em 2019, R$ 238,6 bilhões, considerando as atividades de hospedagem e similares, bares e restaurantes, transporte de passageiros, agências de viagens e cultura e lazer. O número de pessoas formalmente empregadas nas atividades turísticas totalizou 2.983.080 trabalhadores.

Para o CEO da VisitNow e especialista em hotelaria, Bruno Guimarães, a situação é inédita e exige cautela e poder de decisão por parte dos empresários. Apesar de tudo, a primeira preocupação continua sendo a humanitária.

Medidas de proteção – “Os hotéis e outros serviços ligados à cadeia produtiva do turismo estão se esforçando para seguir todas as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde. Os cuidados com a limpeza foram redobrados, álcool em gel disponível nas recepções, informativos distribuídos e afixados em locais de circulação, entre outras medidas. E, no que diz respeito aos resultados dos negócios, a instalação de comitês de crise e gestão de resultados. Fechamento de andares, redução do quadro operacional, antecipação de férias e férias coletivas estão ações estudadas e já implantadas por vários”, pontua Guimarães.

Hotéis, companhias aéreas e outros serviços estão flexibilizando a política de cancelamentos na expectativa de apenas adiar o máximo de eventos possíveis. O certo, porém, é que não haverá data suficiente no segundo semestre para acomodar tudo o que já foi e ainda será desmarcado na primeira metade do ano.

Além de presidente do BHC&VB, Aguiar é proprietário do Hotel Actuall, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e diretor comercial da Nossos Hotéis.

O Actuall é um hotel de eventos e estamos com todos, absolutamente todos, os eventos cancelados até 31 de março. Tomamos todas as medidas, mas é impossível recuperarmos todos esses prejuízos. Uma dificuldade extra nessa crise é que não temos ideia de quanto tempo vai durar. É uma situação que nunca vivemos. Já existe a expectativa que ela dure até o fim do primeiro semestre e não temos o que fazer a não ser apelar pela ajuda do governo”, exemplifica o presidente do BHC&VB.

Tudo isso acontece em um momento de recuperação do turismo nacional. Em janeiro o balanço das entidades mostrava um cenário otimista para Belo Horizonte depois de um longo período de estagnação e resultados negativos com baixa ocupação e valor da diária média estacionado nos níveis praticados em 2014.

“Ninguém fica de fora dessa crise. Se as redes internacionais têm mais recursos para suportar uma queda nos resultados, ao mesmo tempo, têm uma lentidão própria do tamanho para a tomada de decisão. Já os pequenos e independentes, se não têm reservas, de outro lado, podem agir com rapidez. É o dono que está à frente do negócio. A lição que fica é que precisamos unir forças. Os próximos 15 dias serão fundamentais para conduzirmos da melhor maneira possível essa crise”, completa o CEO da VisitNow.

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