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Turismo

Turismo: Onfly recebe um aporte de R$ 2 milhões

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Marcelo Linhares | Crédito: Divulgação
Marcelo Linhares | Crédito: Divulgação

Foi quando tudo parecia desmoronar que a startup Onfly, sediada em Belo Horizonte, especializada em viagens corporativas e gestão de despesas, viu a grande oportunidade de atrair novos clientes e investimentos. As medidas de distanciamento social que frearam o mercado de turismo – especialmente o de eventos e negócios – levaram pânico ao mercado em março e abril de 2020. Foi a hora de pensar em como valorizar os diferenciais da empresa.

De acordo com o cofundador da Onfly, Marcelo Linhares, uma das vantagens competitivas da empresa é já ter nascido no ambiente digital. “Alguns setores, como engenharia e saúde, por exemplo, não pararam de viajar e acabamos crescendo em 2020. Entendemos que o mercado está menor em relação ao período pré-pandemia, mas também está mais tecnológico. Aí está a nossa oportunidade: a maior parte das empresas do nosso setor ainda está fazendo a transição digital, nós estamos à frente. A internet mudou os hábitos de consumo. Já temos uma plataforma pronta em termos de funcionalidades. Mesmo assim, seguimos aprendendo. Entendemos que só a tecnologia não basta, o calor humano é fundamental”, explica Linhares.

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A Onfly acaba de anunciar o recebimento de um aporte de R$ 2 milhões da Cedro Capital, gestora de recursos sediada em Brasília (DF) e com foco na região central do Brasil. O investimento dá à empresa a liquidez necessária para continuar sua trajetória de crescimento iniciada em 2018. Também permite que a empresa continue a investir em tecnologia para garantir que esteja bem posicionada à medida que as viagens retornem.

A meta para a empresa em 2021 é continuar voltada para o atendimento de pequenas e médias empresas e dobrar o número de clientes. Para este ano, a partir desse investimento, a perspectiva é movimentar R$ 45 milhões em viagens, volume cinco vezes maior do que o do ano passado, que fechou em R$ 8,5 milhões. Abrir escritórios em outras capitais brasileiras, além da representação no Cubo Itaú, em São Paulo, faz parte dos planos para 2022.

Formação – Para continuar crescendo a empresa aposta na formação de pessoas. Há alguns anos as empresas de base tecnológica reclamam da escassez de profissionais de desenvolvimento. A desmaterialização das relações e da economia fez com que o quadro se agravasse, já que os profissionais brasileiros são bem quistos em todo o mundo.

“A falta de desenvolvedores no Brasil é crônica e isso piorou durante a pandemia. Hoje a competição por bons profissionais é global. As empresas podem contratar em qualquer lugar do mundo. O importante é que o candidato tenha uma boa conexão com a internet. Por isso desenvolvemos talentos. Vamos às faculdades, pedimos indicações aos professores. Contratamos profissionais juniores e desenvolvemos dentro da Onfly. Esse é um investimento que pode demorar um pouco mais para dar resultado, mas também gera um time mais engajado e nos ajuda a reter talentos”, pondera o cofundador da Onfly.

Setor turístico de Monte Verde é reaberto pela Prefeitura

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Desde ontem os mais de 600 estabelecimentos de hospedagem do distrito de Monte Verde, em Camanducaia, Sul de Minas, voltaram a funcionar com 60% da capacidade e regras mais rígidas. A mudança ocorre uma semana depois de a Prefeitura de Camanducaia ter decretado lockdown, no dia 16 de janeiro, permitindo o funcionamento apenas dos serviços essenciais. 

A medida foi tomada pela Prefeitura de Camanducaia por orientação regional como forma de conter os casos de Covid-19 no Sul de Minas, que havia batido recorde de casos semanais pela segunda vez seguida, fechando as duas primeiras semanas de 2021 com o maior nível de contaminações desde o início da pandemia. As restrições atingiram não apenas o município, mas também Estiva, Pouso Alegre, Córrego do Bom Jesus, Senador Amaral, Cambuí e Itapeva.

A presidente da Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região (Move), Rebecca Wagner, explica que o retorno das atividades econômicas de Camanducaia e seus distritos foi possível após uma negociação com a administração municipal. A agência enviou um ofício à Prefeitura no dia seguinte ao decreto de fechamento e se reuniu com o chefe do Executivo no dia 19, quando apresentou um plano de retomada elaborado com sugestões que resguardassem tanto a população local, quanto seus visitantes. As propostas aceitas incluem que os novos decretos municipais sejam publicados nas sextas-feiras com início de vigência nas segundas-feiras subsequentes, de forma que os estabelecimentos tenham tempo para se adequar e para evitar prejuízo aos visitantes.

“As medidas de restrição total foram tomadas devido à falta de leitos de UTI na região, a dificuldade de transferir pacientes, o risco de abastecimento de oxigênios, um cenário realmente preocupante. Respeitamos as orientações das autoridades de saúde e, para garantir o funcionamento do comércio e a saúde dos nossos moradores e visitantes, precisamos contar com a colaboração de todos no cumprimento das regras impostas”, afirma a presidente. 

“É importante ressaltar que, desde o início da pandemia, Monte Verde tem sido apontado como referência nacional na retomada do turismo consciente, adotando medidas que garantem a segurança dos turistas e dos profissionais envolvidos nos atendimentos em respeito às famílias da região, bem como de todo o nosso País, que passam por dificuldades e sofrimento durante a pandemia do novo coronavírus”, reforça Rebecca.

Mudanças – A atualização do Decreto nº 13, de 2021, determina toque de recolher das 23h às 6h, ficando restrita a circulação de pessoas em vias públicas. Durante o toque de recolher, será permitido o funcionamento das atividades consideradas essenciais, sendo que também podem funcionar os serviços de entrega de estabelecimentos do segmento de alimentação. Com isso, os restaurantes, que antes podiam funcionar até a 0h, poderão funcionar agora até as 23h.

Está prevista multa de R$ 50,00 para quem não usar máscaras de proteção facial e multa de mil reais a pessoas confirmadas com Covid-19, ou com suspeita, que não cumprirem o isolamento social.

O decreto determina, ainda, que todos os estabelecimentos e serviços destinados à atividade de turismo devem, obrigatoriamente, estar cadastrados no Sistema Nacional de Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) e possuir o Selo Turismo Responsável do Ministério do Turismo, bem como manter as informações devidamente atualizadas.

Está mantida a liberação dos turistas de um dia, com restrições para grupos e excursões. Por fim, a Prefeitura determinou que o descumprimento das medidas de isolamento ou quarentena pela população poderá acarretar em multa de R$ 1 mil.

Número de passageiros cresce em dezembro

Crédito:  Alisson J. Silva / arquivo DC
Crédito: Alisson J. Silva / arquivo DC

Os dados de dezembro de 2020 do setor aéreo brasileiro foram os mais positivos desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a quantidade de passageiros em voos domésticos no mês passado foi de 5,6 milhões, maior volume registrado desde fevereiro.

O levantamento da Anac mostra que o percentual médio de ocupação de aeronaves no mercado doméstico em dezembro de 2020 foi de 81,6%, redução de apenas 2,5% em relação ao mesmo mês de 2019. No apurado dos 12 meses do ano, a taxa foi de 80%.

O levantamento da Anac revela que, mesmo com os bons números de dezembro de 2020, o setor ainda segue enfrentando desafios. Segundo os dados, de janeiro a dezembro de 2020, foram transportados 45,2 milhões de passageiros domésticos, número inferior ao registrado no mesmo período de 2019.

Retomada – A retomada do setor turístico segue uma série de medidas sanitárias, como as estabelecidas pelo selo “Turismo Responsável, Limpo e Seguro”, do Ministério do Turismo. No Brasil, já foram emitidos mais de 26 mil selos, que é uma sinalização visual que identifica estabelecimentos e guias de turismo que assumiram, declaradamente, o compromisso em adotar protocolos de biossegurança para proteger turistas e trabalhadores contra a Covid-19. E, desta forma, possibilitar que a retomada das atividades turísticas ocorra de forma mais segura no Brasil.

O selo está disponível para 15 atividades turísticas, como meios de hospedagem, parques temáticos, restaurantes, cafeterias, bares, centros de convenções, feiras, exposições, guias de turismo, dentre outros. Cada segmento possui um protocolo sanitário específico, elaborado em parceria com empresas e instituições ligadas ao setor (trade), a partir de diretrizes internacionais. Também há um protocolo destinado exclusivamente aos turistas, com atitudes de cada um que protegem a todos. Os documentos foram validados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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