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Turismo

Turismo: setor ganha mais estímulo e segurança em Minas

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Crédito: IEPHA Lucia Sebe
Crédito: IEPHA Lucia Sebe

O governo de Minas publicou, na quinta-feira (28/1), no Diário Oficial de Minas Gerais, a deliberação do Comitê Extraordinário Covid-19 nº 120, que atualiza os protocolos sanitários do Plano Minas Consciente e, com isso, passa a permitir o funcionamento de atividades turísticas, eventos, atrativos culturais e naturais em todas as ondas de restrição das atividades socioeconômicas. Assim, parques, museus, bibliotecas, bares, restaurantes, igrejas, reservas ecológicas, zoológicos, unidades de conservação, galerias e outros equipamentos turísticos e culturais podem voltar a receber turistas e visitantes.

A nova fase do Minas Consciente é considerada uma conquista para a retomada dos setores do Turismo e da Cultura, uns dos mais afetados pela crise causada pela pandemia de Covid-19. Com a permissão das atividades nas três ondas, respeitadas as medidas restritivas de cada uma delas e protocolos sanitários gerais, as cadeias produtivas dos dois segmentos em Minas Gerais terão a oportunidade de contribuir para alavancar a recuperação econômica não só do setor, mas de todo o estado.  

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“A Cultura e o Turismo têm papel essencial nesse cenário de retomada econômica. O Minas Consciente libera a abertura dos espaços culturais e o funcionamento dos serviços turísticos em todos os municípios que aderiram ao Plano, obedecidos os protocolos necessários. Isso significa que, com segurança, retomaremos as atividades de forma gradual, para que seja possível recuperar também, de forma efetiva, vários serviços que compõem essas cadeias e, consequentemente, os empregos a eles atrelados, gerando renda para a população de Minas Gerais nesse momento tão sofrido”, destaca o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

Relevância na economia – Dados do Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG) mostram que, em 2019, o faturamento do Turismo e da Cultura em Minas Gerais girou em torno de R$ 20,6 bilhões, o que mostra a importância dos setores para a economia do Estado. Essa receita caiu drasticamente em 2020, em decorrência da pandemia, mas a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) buscou rapidamente articular-se e dialogar com poder público, entidades representativas do turismo e da cultura, sociedade civil, para buscar soluções dentro do quadro apresentado. Os setores começaram a apresentar sinais positivos – e progressivos – de recuperação ainda em 2020.

Um exemplo é o fluxo de passageiros nos aeroportos mineiros que, em abril de 2020, foi de 35.154 pessoas e, em dezembro do mesmo ano, saltou para 671.285 embarques e desembarques – o melhor resultado do ano, de acordo com boletins do OTMG. Ainda conforme relatórios do Observatório, no mês de setembro, o setor turístico faturou mais de R$ 1 bilhão, o que representa 8,2% da receita turística de todo o País no mesmo mês.

Para Leônidas Oliveira, a inclusão de atividades culturais e turísticas nas três ondas da nova fase do Plano Minas Consciente mostra a preocupação do governo de Minas junto a alguns dos setores mais prejudicados pela pandemia e que estão em busca de apoio e soluções para amenizar os efeitos sofridos com a crise. “Minas tem a Cultura e o Turismo como alternativa econômica para vários municípios, não somente naqueles destinos já consolidados como cidades históricas ou estâncias hidrominerais, ou ainda localidades onde o ponto forte é artesanato riquíssimo, por exemplo. Esta é uma oportunidade para que as cidades mineiras possam se planejar e organizar a retomada visto que o cenário para Minas é favorável: integramos o ranking internacional dos 10 principais destinos mais acolhedores do mundo. Nosso jeito de receber, a cozinha mineira – alimento não só para o corpo, mas para a alma – o patrimônio histórico e a natureza exuberante são capazes de transformar realidade econômicas e nós apostamos nisso, esse é o foco do governo de Minas e da Secult”, argumenta o secretário.

Volta de atividades culturais e turísticas – Os atrativos naturais, equipamentos culturais e eventos poderão ocorrer em todos os municípios que aderiram ao Minas Consciente, independente da onda, mas com restrições e ampliação gradativa do atendimento. Na onda vermelha, por exemplo, são permitidos eventos para até 30 pessoas, com 10 m2 de distanciamento; na onda verde, o máximo são 250 pessoas com 4 m2 de distanciamento, além do uso de máscaras e demais medidas conhecidas. Em relação aos hotéis e atrativos culturais e naturais, na onda vermelha é permitido atingir 50% da ocupação; na onda amarela, 75%; na onda verde, 100%.

O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem de Minas Gerais (Abav-MG), Alexandre Brandão, recebe a notícia com entusiasmo e acredita que o momento é de concentrar esforços no turismo regional. “Sabemos que o turismo faz a economia circular de maneira ágil, pois o recurso investido no setor retorna três vezes mais rápido do que qualquer outra categoria econômica. A modernização dos protocolos, com a inclusão de atividades de turismo, cultura e eventos nas três ondas, veio em um momento em que as forças precisam se concentrar no turismo interno, já que a vinda de turistas estrangeiros para o Brasil enfrenta incertezas”, diz Brandão.

De acordo com a diretora do Sindicato de Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras e Congressos de Minas Gerais (Sindiprom-MG) e da  Associação dos Profissionais, Serviços para Casamentos e Eventos Sociais de Minas Gerais (Abrafesta-MG), Karla Delfim, o setor de eventos corporativos recebe a notícia com esperança. “Sabemos que não poderemos realizar grandes eventos tão cedo, mas já é um respiro para começarmos a caminhar. Mesmo na onda vermelha, poderemos realizar pequenos workshops, treinamentos e reuniões. É o início de uma importante retomada e faremos de tudo para que ela seja mais segura e confiável possível”, afirma Karla Delfim.

BH é destino tendência para 2021 

A valorização do turismo doméstico é uma das tendências identificadas no comportamento do turista pós-Covid e, pensando nisso, o Ministério do Turismo acaba de divulgar uma lista com os 21 destinos tendência para 2021. Nesse sentido, a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, primeira cidade brasileira a nascer planejada, figura como um dos destinos mais buscados para o ano.  O levantamento foi realizado tomando como base os principais sites de pesquisa do setor, além de publicações e dos destinos que se alinham à demanda do novo turista.

Na região Centro-Oeste aparecem Brasília e os municípios goianos de Alto Paraíso de Goiás e Cavalcante onde está localizado o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, eleito um dos 25 melhores “Parques Nacionais” do mundo pela NationalGeographic. A mesma publicação elencou o cerrado brasileiro como único destino brasileiro indicado na lista de 25 melhores viagens para planejar no futuro.

“O levantamento reforça que estamos no caminho certo para que a retomada aconteça. O turismo doméstico tem um enorme potencial que merece ser conhecido pelos brasileiros e com esse foco que o Ministério do Turismo vem trabalhando – oferecer melhor infraestrutura, serviços cada vez mais qualificados e seguindo os protocolos de biossegurança”, comentou o ministro Gilson Machado Neto.

O Sudeste, juntamente com o Nordeste, lidera a listagem com sete destinos – Angra dos Reis (RJ), Belo Horizonte (MG), Petrópolis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), São Sebastião (SP) e Ubatuba (SP). No Nordeste, além de João Pessoa (PB) aparecem também Ipojuca (PE), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Natal (RN), Porto Seguro (BA) e Salvador (BA).

A região Sul conta com quatro destinos: Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Gramado (RS). Os destinos seguem a tendência de comportamento identificada em viajantes pós-Covid de optar por destinos de natureza ou com foco no turismo rural. De acordo com o Booking, 59% dos entrevistados pretendem ir para um destino de natureza próximo. Ainda segundo o buscador, outra forte tendência é a opção por viagens rápidas, três em cada quatro (73%) brasileiros querem fazer viagens mais curtas em 2021 do que fizeram em 2019 – ocupando, mais uma vez, o primeiro lugar no ranking global em meio aos viajantes que demonstraram esse desejo.

Selo – O selo “Turismo Responsável, Limpo e Seguro”, do Ministério do Turismo, identifica estabelecimentos e guias de turismo que assumiram, declaradamente, o compromisso em adotar protocolos de biossegurança para proteger turistas e trabalhadores contra a Covid-19.

O interessado em solicitar o selo precisa, primeiro, estar com a situação regular no Cadastur, que é o cadastro de prestadores de serviços turísticos. O cadastro é rápido, gratuito e pode ser feito on-line, no link https://bit.ly/2MGiHdW. Na sequência, é preciso acessar o site do Selo Turismo Responsável, ler as orientações e declarar atender aos pré-requisitos determinados. Após estes passos, o interessado é encaminhado para uma área do site onde pode realizar o download do selo para impressão. O selo deverá ser colado em local de fácil acesso ao cliente.

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