UFMG lidera ranking de patentes entre universidades brasileiras e bate recorde em 2025
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi a instituição de ensino superior que mais depositou patentes de invenção no Brasil em 2025, segundo o Ranking de Depositantes divulgado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A universidade registrou 94 pedidos de patente no período, superando o recorde anterior de 92 depósitos, alcançado em 2016.
No levantamento geral, que reúne empresas, universidades e institutos de pesquisa instalados no País, a UFMG aparece na terceira colocação nacional. À frente da instituição estão apenas a Stellantis Automóveis Brasil, com 225 depósitos, e a Petrobras, com 172 pedidos.
Para o reitor da instituição, Alessandro Fernandes Moreira, o resultado é fruto de uma trajetória construída ao longo de décadas. “Esse resultado comprova mais uma vez a robustez do nosso ecossistema de inovação. Somos uma universidade que produz, protege e licencia conhecimento, gerando benefícios concretos para a sociedade. É um desempenho que podemos, sim, chamar de histórico”, afirma.
Desde 1992, a universidade acumula mais de 1.580 pedidos de patente junto ao INPI. Atualmente, mais de 160 tecnologias desenvolvidas na instituição já foram licenciadas para uso pelo mercado.
Transferência de tecnologia impulsiona liderança
A liderança entre as universidades brasileiras foi impulsionada pelo trabalho de proteção da propriedade intelectual e de aproximação com empresas realizado pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), responsável pela gestão da inovação na instituição.
Segundo o diretor da CTIT, professor Rudolf Huebner, o resultado reflete tanto o suporte prestado aos pesquisadores quanto os esforços para transformar o conhecimento científico em soluções aplicadas.
“O desempenho atesta a importância do apoio do órgão aos pesquisadores, tanto na orientação dos grupos de pesquisa quanto na aproximação com a iniciativa privada. A CTIT continuará trabalhando na ampliação de parcerias, no fortalecimento da proteção intelectual e na aceleração da transferência de tecnologia, garantindo que a produção científica da UFMG alcance cada vez mais a sociedade”, destaca.
Como funciona a proteção das tecnologias
Diante da grande quantidade de pesquisas realizadas nos campi da universidade, a instituição orienta os pesquisadores que desenvolvem tecnologias na UFMG a comunicarem formalmente as inovações à universidade para dar início ao processo de proteção da propriedade intelectual.
O procedimento é realizado por meio de formulários disponibilizados pela CTIT, nos quais o autor descreve as características da criação. Atualmente, estão disponíveis modelos específicos para pedido de registro de marca, notificação de invenção, programa de computador, desenho industrial e base de dados. Após o preenchimento, a documentação deve ser enviada por e-mail institucional, etapa que marca o início da análise para eventual proteção intelectual.
Segundo a universidade, a opção pelo uso exclusivo de e-mails institucionais e de sistemas internos busca reduzir riscos relacionados ao sigilo das informações e evitar o vazamento de dados sensíveis vinculados às tecnologias desenvolvidas na instituição.
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