Famosa em todo o mundo pela alta qualidade de suas peças e líder no mercado europeu, a franquia de lingeries Intimissimi está em busca de parceiros para acelerar seu plano de expansão no Brasil. Atualmente com 60 lojas distribuídas pelo País, a rede quer inaugurar ao menos 15 novas unidades até o fim deste ano e outras 15 até 2021.

Só no ano passado, a Intimissimi registrou um faturamento superior a 691 milhões de euros – algo em torno de R$ 2,8 bilhões, se convertidos. O Brasil está entre os países que mais colaboraram para este desempenho, de acordo com a marca, ao lado das lojas de Espanha, França e Rússia.

Vale lembrar que a franquia Intimissimi é um dos braços do grupo Calzedonia, terceiro maior conglomerado de moda italiano, atrás apenas das marcas Armani e Prada. Atualmente, a holding emprega mais de 32 mil pessoas em todo o mundo. Em 2018, o grupo registrou um volume de negócios superior a 2,31 bilhões de euros.

De acordo com o Country Manager da Intimissimi Brasil, Nicola Faoro, para se tornar um franqueado da rede é preciso ser organizado e dinâmico. A franquia de lingeries oferece apoio no que diz respeito a projetos arquitetônicos, implantação da loja, negociações e escolha do ponto comercial, além de uma série de treinamentos e preparações à gestão do negócio.

“A marca conseguiu se impor no mercado mundial de roupas íntimas graças a uma rede de franchising sólida e ramificada. Cursos de formação teórica e prática têm como objetivo fornecer todas as noções necessárias para gerir corretamente uma franquia Intimissimi.”

O executivo diz, ainda, que o modelo de negócio praticado pela Intimissimi no Brasil é inédito, inclusive com a recompra de peças que sobram de coleções passadas. Para Faoro, o método ajuda a reduzir possíveis perdas e alavanca os resultados dos franqueados.

“Oferecemos também estrutura comercial, supervisão e consultoria constantes em todas as áreas, treinamento de vendedores, sistema inteligente de estoque e isenção na cobrança de royalties”.

Mercado – Após alguns anos de estabilidade, o mercado de moda íntima está em plena ascensão no Brasil. Segundo o Instituto Inteligência de Mercado (Iemi), as vendas de lingerie cresceram até 33% nos últimos anos, mesmo com a ocorrência da crise econômica.

Em 2012, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o País movimentava cerca de R$ 3,6 bilhões por ano com as peças comercializadas e produzidas por aqui. Esse montante, de lá para cá, aumentou de forma representativa, na visão de consultores do segmento.

O estudo do Iemi mostra também que o gasto médio da consumidora de lingerie por compra teve acréscimo de 20% entre 2015 e 2018, saltando de R$ 106 para R$ 127. A frequência de compra também cresceu, saindo de 5,2 para 5,5 compras por ano, em média.

As lojas físicas seguem como o canal de compras preferido das consumidoras, ainda segundo o levantamento. Cerca de 72% de todas as vendas são realizadas através dessa modalidade.