Polo de Ubá estima retomada de empregos

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Polo de Ubá estima retomada de empregos
Durante a crise econômica no Brasil, as indústrias em Ubá demitiram cerca de 3 mil pessoas - Crédito: DIVULGAÇÃO

Após perder cerca de 3 mil postos de trabalho nos últimos anos, em função da recessão econômica vivida pelo Brasil, o polo moveleiro de Ubá, na Zona da Mata mineira, vai encerrar 2019 com níveis de emprego superiores aos do período pré-crise.

De acordo com o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Mobiliário de Ubá (Intersind), Áureo Calçado Barbosa, o Arranjo Produtivo Local (APL) conta hoje com mais de 16,8 mil vagas.

“Antes da crise tínhamos pouco mais de 16 mil empregos. Com o início da retomada econômica neste exercício, conseguimos reverter as taxas do mercado trabalho”, comemorou.

Em termos de faturamento, assim como outros setores, após três anos consecutivos de queda, o polo também voltou aos patamares positivos em 2019 e vai encerrar o exercício com crescimento. E, segundo Barbosa, a expectativa é que 2020 seja ainda melhor.

“Este ano superou os anteriores e vamos encerrar com um leve crescimento sobre 2018. Já para o ano que vem estamos esperando um desempenho cerca de 20% melhor, que deverá ocorrer tanto pela recuperação da economia, quanto pela absorção da demanda reprimida dos últimos exercícios”, explicou.

Conforme o presidente do Intersind, nos últimos meses de 2019 já foi possível observar incremento dos pedidos, que foram impulsionados pelo aquecimento tradicional de fim de ano e pela expectativa na retomada mais consistente da economia a partir do exercício que vem. De acordo com ele, em outubro já houve melhora no cenário, o que não aconteceu nos últimos anos.

“Percebemos que as medidas adotadas pelo governo federal, especialmente pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, já começaram a surtir efeitos quanto a confiança no Brasil. Os investimentos estão voltando e os resultados já começaram a aparecer”, comentou.

A conjuntura econômica também deverá impulsionar os negócios do setor no próximo ano. Para o dirigente, a combinação de fatores como inflação baixa, taxa básica de juros (Selic) no menor patamar histórico e aprovação das reformas estruturantes fará com que as projeções se confirmem não apenas para a indústria moveleira, mas para o setor produtivo brasileiro em geral.

E caso os pedidos realmente se confirmem, as cerca de 300 empresas localizadas no APL precisarão se ajustar à demanda novamente. É que com a queda dos últimos anos, as indústrias desativaram algumas linhas de produção. O que, por outro lado, agora se torna positivo, por se tratar de um potencial de crescimento a partir da ociosidade de máquinas instaladas, mas não tripuladas, segundo Barbosa.

“Assim, quando a demanda realmente chegar as empresas conseguirão suportar o volume de pedidos. Além disso, nos últimos anos, alguns investimentos também foram feitos na modernização dos equipamentos e na introdução da indústria 4.0 nas fábricas”, destacou.

O Polo Moveleiro de Ubá é considerado o maior de Minas Gerais e um dos principais do Brasil. Ele é formado pelos municípios de Ubá, Guidoval, Piraúba, Rio Pomba, Rodeiro, São Geraldo, Tocantins e Visconde do Rio Branco.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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