Negócios

Sinarco converte frota para etanol e reduz em 22% os custos com combustível

Construtora conclui conversão de 140 veículos para etanol, reduz custos operacionais e projeta expansão dos negócios em 2026
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Sinarco converte frota para etanol e reduz em 22% os custos com combustível
Foto: Divulgação Sinarco

Na busca constante por melhorias nos processos internos e pela redução do impacto ambiental gerado com as atividades, a construtora Sinarco converteu a frota administrativa e operacional, composta por 140 veículos leves, para etanol. A transição foi concluída em janeiro de 2026 e inclui os veículos utilizados nas filiais mineiras de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e João Pinheiro, no Noroeste de Minas. Desde a conclusão da transição, houve redução próxima a 22% nos custos com combustível em relação ao período anterior.

A Sinarco projeta uma redução de até 90% nas emissões de CO₂, considerando o ciclo completo de produção do biocombustível, que é uma referência consolidada do setor sucroalcooleiro brasileiro. Conforme o CEO da Sinarco, Cristiano Mendonça de Novaes, a empresa tem como estratégia a adoção de práticas sustentáveis, reduzindo, assim, os impactos da atividade no meio ambiente. A política adotada também visa estimular a cadeia produtiva do etanol no Brasil e ampliar a consciência dos colaboradores sobre práticas sustentáveis.

“A decisão partiu da agenda ESG da Sinarco, que busca a melhoria dos processos internos e a redução do impacto ambiental das nossas atividades. É uma estratégia de sustentabilidade que adotamos, visando a redução da emissão de gases de efeito estufa”, conta.

Ainda conforme Mendonça, não foi preciso fazer investimentos, uma vez que a maioria dos veículos utilizados já era flex. “Não tivemos investimentos iniciais, o que dispensou investimentos estruturais. O que mudou foi a padronização dos processos de abastecimento e a implantação de controles internos de consumo”, explica.

Frota movida a etanol reduz custos e emissões

Além dos ganhos ambientais, a transição já traz resultados positivos na parte financeira. A empresa, desde a conclusão da transição, conseguiu reduzir em aproximadamente 22% os custos com combustível em relação ao mesmo período do ano anterior. Em abril deste ano, a frota consumiu cerca de 30 mil litros de etanol.

A Sinarco atua em diversas frentes da engenharia, com destaque para a área de infraestrutura, incluindo pavimentação, drenagem, obras especiais e contenções, além de obras de saneamento, edificações, ampliação e modernização aeroportuária. A empresa também atua em contratos de limpeza e conservação urbana. A Sinarco conta ainda com três usinas de asfalto, localizadas em Nova Lima, São Joaquim de Bicas, ambas na RMBH, além de Conceição do Mato Dentro, na região Central do Estado.

Para 2026, as expectativas em relação ao desempenho da empresa são positivas. Além de crescer em faturamento, a construtora também investirá em máquinas e em novas usinas de asfalto.

“Nossa expectativa é de um incremento de 20% a 25% no faturamento do grupo em 2026, que tende a ser um ano mais promissor do que o ano de 2025. Apesar de possuirmos uma gama de máquinas e equipamentos com vida útil extremamente favorável, iremos investir na aquisição de mais maquinários e também em uma ou duas usinas de asfalto em Minas Gerais. Há previsão ainda de expandir a frota da empresa, associado à constante expansão da equipe própria e a investimentos para melhorias das instalações físicas da empresa”, diz.

Mercado público lidera demanda por obras

O principal mercado atendido pela Sinarco no Brasil são os entes públicos, por meio dos contratos administrativos para execução de obras e serviços de engenharia. A construtora também atende empresas de engenharia, que possuam demanda de aquisição de massa asfáltica para execução de obras próprias, concessionárias, mineradoras e demais entidades do setor privado que possuam demandas de contratação de empresas especializadas do ramo da engenharia para a execução de intervenções e melhoramentos.

“No que diz respeito ao mercado apenas de Minas Gerais, as oportunidades de negócios, ao nosso ver, encontram-se muito relacionadas ao setor minerário, em constante expansão no Estado. Apesar disso, um dos maiores problemas na área da engenharia de obras públicas em Minas são os preços referenciais extremamente defasados, bem como as margens de lucro enxutas”, diz.

Em âmbito geral, também são desafios as constantes altas dos insumos, principalmente os derivados de petróleo. “Por exemplo, o CAP, principal insumo para a produção da massa asfáltica, sofreu reajustes de mais de 35% de janeiro até meados de junho. Além disso, o rigor das normas trabalhistas e a escassez de mão de obra, bem como as altas taxas de juros para aquisição e renovação de frota e para obtenção de capital de giro também integram os maiores desafios enfrentados no mercado”, explica Novaes.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas