Vinho da Casa

Premiações reconhecem diversidade e consistência da produção nacional

No 13º Brazil Wine Challenge, promovido pela Associação Brasileira de Enologia, os rótulos verde e amarelo lideraram o quadro de medalhas
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Nas últimas semanas, vinhos de diferentes regiões do país colecionaram reconhecimentos importantes. No 13º Brazil Wine Challenge (BWC), promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE) e único concurso brasileiro com a chancela da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), os rótulos verde e amarelo lideraram o quadro de medalhas, dos quais 28 com a cobiçada distinção Grande Ouro.

Não se trata apenas da quantidade. Chama atenção a diversidade. Há espumantes, tintos e brancos; mineiros, gaúchos, paulistas, goianos e do Distrito Federal. Retrato de um setor que amadurece.

Brazil Wine Challenge
Foto: Divulgação

Com 91 jurados de vários países, o concurso reuniu, em sua maior edição, 1.127 amostras de 19 nacionalidades, avaliadas às cegas. Ao todo, o BWC, que teve regras ainda mais rigorosas nesta edição, concedeu 53 medalhas Grande Ouro e 322 de Ouro, para 160 vinícolas de 13 países.

Entre os Grande Ouro, há destaques mineiros, como o Protótipo de Corte Tinto 2024, da Campo de Estrelas, uma vinícola ainda jovem de baixa intervenção na Zona da Mata. Também figuram o Mantis Cabernet Sauvignon 2020, da já veterana Casa Geraldo, e o Felício Tinto 2024, da Alma Mineira.

Brazil Wine Challenge
Foto: Divulgação

As premiações destacam a consistência de alguns produtores que aparecem repetidamente nas listas de vencedores.

Não me surpreendeu ver o Sebrumo 2022, da Seival (Miolo Wine Group) entre os melhores. Já havia degustado e guardado sua personalidade na memória: tinto robusto, feito para acompanhar carnes na brasa. Do mesmo grupo, também foi premiado o Vinhas Velhas 2022, da Almadén, em Santana do Livramento.

O Vale dos Vinhedos acumulou outros destaques entre os Grande Ouro, como o Merlot Memorável 2020, da Don Laurindo, e o Reserva Cabernet Franc 2020, da Vinícola Battistello.

Sebrumo
Foto: Divulgação

Sobre consistência chegamos também à Casa Valduga, que levou quatro rótulos à medalha Grande Ouro. São eles: o 130 Extra Brut D.O.V.V., o Brandy XV, o Gran Chardonnay D.O. e o Terroir Chardonnay.

Outra que teve desempenho expressivo foi a vinícola Don Guerino, com três medalhas no patamar máximo: Cemento 2023, Le Franc 2023 e Monteolivo Merlot & Cabernet Franc 2023.

Entre os espumantes, dois Grande Ouro vieram da Associação de Produtores de Espumantes de Garibaldi (APEG): o VG Brut Rosé, da Cooperativa vinícola Garibaldi, e o Armando Winemaker Teroldego 2020, do Estabelecimento vinícola Armando Peterlongo. Também receberam a distinção o Blanc de Noir Brut 2021, da Valmarino; o Vintage Barriqué Espumante Brut 2023, da Casa Perini, e o Intendente 2018, da Jolimont.

Além do BWC, tivemos, em Londres, o Decanter World Wine Awards 2026, de onde quatro brasileiros trouxeram medalhas de ouro entre as 221 conquistadas. Do Cerrado, veio a novidade com o Udu de Coroa Azul Grande Reserva Cabernet Franc 2023, da São Patrício. De Minas, a Casa Geraldo duplicou a aposta com dois rótulos: o Syrah Gran Reserva Colheita de Inverno 2024 e o Cabernet Franc Signature 2023. Para coroar a lista dourada, o espumante gaúcho Salton Ouro Moscatel.

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