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Algar e Usina Coruripe investem R$ 3,7 milhões em conectividade rural

Parceria na região de Iturama, Triângulo, vai levar internet 4G e estações meteorológicas a áreas remotas, beneficiando agronegócio e população local
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Algar e Usina Coruripe investem R$ 3,7 milhões em conectividade rural
Foto: Reprodução Freepik

A conectividade rural é um elemento de infraestrutura essencial para o avanço do agronegócio. O acesso a uma cobertura de alta qualidade beneficia as operações nas fazendas e agroindústrias, gerando maior poder de decisão e eficiência. Em busca de aprimorar a conectividade, a Algar, empresa de TI e Telecom do Grupo Algar, e a Usina Coruripe, do setor sucroenergético, estão investindo R$ 3,7 milhões na região de Iturama, na região do Triângulo.

Conforme o diretor de Inovação da Algar, Ivan Mendes, a iniciativa é realizada em parceria com o programa estadual Alô Minas, iniciativa do governo estadual que permite a utilização de créditos acumulados de Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) para incentivar a instalação de antenas e a expansão da cobertura de telefonia móvel. A operação da Algar utilizará os créditos de ICMS da usina para viabilizar a instalação de infraestrutura de telecomunicações em áreas remotas.

O projeto prevê a implementação e modernização de sete Estações Rádio Base (ERBs) para a tecnologia 4G na faixa de 700 MHz, que oferece maior alcance e qualidade de sinal, além da construção de cinco novos sites para ampliar a cobertura da rede. O projeto contempla ainda a implantação de 20 estações meteorológicas de microclima.

A infraestrutura cobrirá uma área de 69,8 mil hectares utilizada pela Usina Coruripe, beneficiando cerca de 120 mil pessoas que vivem no entorno, com acesso a serviços básicos, como postos de saúde, hospitais, policiamento, Corpo de Bombeiros e escolas.

“Esse é um projeto bem importante, porque ele marca uma parceria entre a operadora de telecom, o setor privado, que no caso é a Usina Coruripe, e o programa do Estado, que é o Alô Minas. O uso do crédito de ICMS acelera e potencializa a velocidade de execução do projeto e, às vezes, faz com que a gente chegue antes a lugares que provavelmente vão demorar para ser cobertos, atendendo a população que está ali, sobretudo com rede celular”, diz.

De acordo com Mendes, as ações de engenharia e planejamento de rede estão em andamento e incluem vistorias em campo para definir o posicionamento das torres e antenas. O projeto deve ficar pronto ainda este mês. O cronograma de execução será dividido em duas fases, sendo que a primeira deve ser concluída até agosto e a segunda até setembro.

“A intenção do projeto é não só atender a Coruripe. A entidade privada vai ser atendida com conectividade, vai melhorar as suas previsões, vai poder conectar suas máquinas. O problema do deserto de conectividade acontece em algumas fazendas, porque são muito grandes e distantes da cidade, e será resolvido. Mas, a sociedade no entorno também passará a ser melhor atendida, porque tudo o que a gente vai instalar não será privativo da Coruripe. São coberturas de celular que podem ser usadas pela população e também pelas demais empresas e serviços públicos”, explica.

Ivan Mendes
População também será beneficiada, destaca Ivan Mendes | Foto: Divulgação Algar

Além da conectividade, através da parceria serão implementadas 20 estações meteorológicas IoT (Internet das Coisas). As estações utilizam sensores automatizados para monitorar e transmitir dados climáticos em tempo real. A solução permitirá que a Usina Coruripe otimize a tomada de decisão com base em dados agroclimáticos precisos, o que gera valor operacional direto.

“As estações de microclimas fazem uma medição meteorológica em um espaço menor, assim, a gente tem maior precisão de como o clima vai se comportar ali nos próximos tempos. Com elas, será possível colher informações, gerar dados e enviar à usina, assim, ela poderá tomar as decisões sobre o uso de insumos, colheita, plantação e de todo o manejo de forma mais planejada”, observa Mendes.

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