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Isa Energia inaugura Projeto Piraquê e amplia capacidade de transmissão de energia em Minas

Após Projeto Piraquê, Isa Energia planeja novos R$ 7,2 bilhões em MG, firmando o Estado como eixo estratégico para a transmissão de energia
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Isa Energia inaugura Projeto Piraquê e amplia capacidade de transmissão de energia em Minas
A Isa Energia implantou um polo de armazenamento e transmissão de energia fotovoltaica | Foto: Diário do Comércio / Anderson Gonçalves

Após inaugurar o Projeto Piraquê, com investimentos de R$ 3,8 bilhões, a Isa Energia cogita transformar Minas Gerais em referência em transmissão de energia. O Estado se tornou na quinta-feira (2) uma “estrada” de grande capacidade para escoar a produção de energia elétrica do Norte do Estado. A Isa Energia Brasil inaugurou, em Janaúba, município que fica a 135 quilômetros (km) de Montes Claros, o Projeto Piraquê, que consiste em um polo de armazenamento e transmissão da energia produzida nas fazendas de energia fotovoltaica. O Piraquê vai armazenar e “injetar” no sistema elétrico o que é produzido na “terra do sol”, como é conhecido o Norte de Minas.

O projeto nasceu após a Isa Energia arrematar o Lote 3 do Leilão de Transmissão nº 01/22 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Foram construídos mais de 1.000 km de linhas de transmissão em Minas Gerais e Espírito Santo, o que vai reduzir um gargalo que impedia a intensa produção de energia fotovoltaica de chegar aos centros de maior consumo, caso das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.

Malha elétrica nacional

O sucesso inicial do Piraquê, que foi energizado oficialmente na subestação de Janaúba, com a presença de representantes do setor elétrico e do Ministério de Minas e Energia, pode gerar novos empreendimentos com Minas Gerais no centro da transmissão de energia.

O Estado é um eixo importante, pois se conecta a três regiões brasileiras de forma direta e é, em diversos casos, caminho natural para se chegar ao Sul e ao Nordeste. Essa natureza de integração lembra a malha rodoviária federal, que tem em Minas a maior concentração de estradas federais, levando a todas as regiões da Federação.

A secretária nacional de Transição Energética, Mariana Espécie, concorda com essa vocação mineira para conectar o País, e o Projeto Piraquê pode se tornar um modelo para novos empreendimentos da mesma natureza. “Minas Gerais é o meio do caminho, é a conexão entre o Nordeste, o Sudeste e a região Sul. São pontos importantíssimos que reforçam a estrutura do Sistema Interligado Nacional e, sem dúvida alguma, há muitos outros projetos sendo, ou já, executados, com obras acontecendo, e outros sendo, inclusive, estudados, pensando nos próximos anos, para que novos leilões de transmissão sejam oferecidos. Para que os atores interessados, empresas que atuam nesse ramo da transmissão de energia, possam participar e continuar reforçando a confiabilidade do sistema interligado nacional”, disse.

A frase “não há transição energética sem transmissão” foi o mote do evento de lançamento do Projeto Piraquê. E ela fez sentido, porque atores públicos e privados parecem entender que, sem uma grande rede interconectando todas as fontes energéticas nacionais, não haverá autossuficiência para a demanda de energia que o Brasil tem atualmente. Por isso, Minas Gerais e o Nordeste se tornam estratégicos tanto para os negócios quanto como direito coletivo ao acesso à energia elétrica.

“Não existe transição energética se não houver um sistema de transmissão resiliente, robusto e capaz de garantir a segurança energética e eletroenergética do País. Então, temos, sim, todos os planos de médio e longo prazo de energia do País apontando que continuaremos expandindo a nossa malha de transmissão, o que significa que mais empreendimentos, linhas de transmissão, subestações, junto com parques eólicos, parques fotovoltaicos e usinas hidrelétricas, serão, sim, objeto de investimentos aqui no Brasil. E vemos o Estado de Minas Gerais e toda a região Nordeste como potenciais vetores dessas construções que estão por vir nos próximos anos”, completou a secretária.

Projetos futuros

O diretor executivo de Projetos da Isa Energia Brasil, Dayron Urrego, revelou que o Projeto Piraquê pode dar início a um novo ciclo de investimentos em Minas Gerais, conectando o Estado à Bahia e sendo um caminho natural para a energia produzida nos dois Estados.

“Temos um plano de investimento já definido para os próximos anos. Posso dividir esse plano de investimentos em dois pacotes muito grandes, que são os leilões, nos quais ainda temos dois projetos grandes a executar: a Serra Dourada, um empreendimento de mil quilômetros de linhas de transmissão que vão desde a Bahia até Minas Gerais; e outro projeto, ainda em etapa de licenciamento, que vai desde Governador Valadares, em Minas, até o Rio de Janeiro. São dois projetos de leilão que ainda estão em execução”, disse Dayron. “Temos também um pacote de investimento muito importante nos projetos de reforços e melhorias. Esses projetos visam renovar a rede existente, basicamente a da concessão paulista. Temos ali um portfólio para executar nos próximos cinco anos de aproximadamente R$ 7,2 bilhões”, concluiu.

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