Consórcio se consolida como estratégia para aquisição de veículos elétricos em Minas Gerais
A diversificação da frota brasileira de veículos, com uma recente e forte adesão aos veículos elétricos por parte do consumidor, tem em Minas Gerais um dos principais centros de consumo do País. O Estado vive um momento de aceleração na aquisição de veículos, segundo levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
Minas somou 16.341 emplacamentos desse segmento nos primeiros seis meses de 2026, o que aponta um crescimento de 191,5% em relação ao mesmo período de 2025. Belo Horizonte lidera o ranking entre os municípios, com 9.896 unidades emplacadas neste ano, o equivalente a 60,56% do market share estadual. Na sequência, Uberlândia registrou 1.471 unidades emplacadas, e Juiz de Fora somou 813.
Entretanto, o avanço pode estagnar, pois o custo do veículo elétrico é mais elevado do que o dos veículos a combustão. Enxergando esse potencial e o desejo do consumidor por crédito mais barato para conquistar bens mais duráveis, administradoras de consórcios veem a oferta desse tipo de financiamento como uma boa alternativa para comprar um veículo elétrico, sem cobrança de juros e sem necessidade de entrada.
Para o diretor regional licenciado da administradora de consórcios Ademicon em Minas Gerais, Rafael Kovalski, uma das atratividades do consórcio para quem deseja obter um veículo elétrico é a possibilidade de a compra se pagar mais rapidamente, já que o bem pode se transformar em uma fonte de renda.
“Quando a gente fala de um veículo, muitas vezes ele é um ativo, ele gera receita. Então, principalmente para quem trabalha de Uber, para quem trabalha de táxi. Quando você consegue trazer um crédito mais barato para quem está adquirindo, significa dinheiro no bolso dessa pessoa”, disse.
“E unindo a isso a economia de um veículo elétrico, o combo, vamos dizer assim, fica ainda mais atrativo. Então foi mais ou menos isso que eu acredito que aconteceu. A gente enxergou esse nicho de mercado e se aproveitou para poder também estar crescendo na fatia de mercado”, completa Rafael Kovalski.

Salto de consórcios
Segundo levantamento da Ademicon, em 2025, de janeiro a maio, 2,73% da liberação de crédito em veículos foi destinada à compra de veículos elétricos. Já em 2026, no mesmo período, esse número subiu para 7,6%, o que aponta um crescimento de 178%. E ainda há espaço para incrementar essa margem de adesões.
De acordo com Kovalski, o avanço da eletrificação abre espaço para os consumidores olharem com mais interesse para o consórcio. “Quem busca migrar para um veículo elétrico encontra no consórcio uma alternativa para organizar essa compra. Os números que registramos no estado mostram que o consumidor mineiro tem priorizado opções com previsibilidade financeira na hora de adquirir um bem”, pontua o executivo.
Crescimento do setor
Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Minas Gerais encerrou 2025 com mais de 208 mil cotas de consórcio de veículos leves vendidas, alta de 10,9% em relação a 2024. As contemplações totalizaram cerca de 87,7 mil, crescimento de 11,5%, e o Estado contava com 623 mil participantes ativos.
A Ademicon conseguiu entender e atender à demanda e o resultado foi uma boa performance do produto no Estado. No acumulado de janeiro a junho de 2026, a companhia registrou em Minas Gerais R$ 2,9 bilhões em créditos comercializados em todos os segmentos, incluindo o elétrico, que entrou na curva de crescimento da empresa, que fechou o período com alta de 116,3% em relação ao mesmo período de 2025.
No segmento de veículos, contemplando todas as categorias, a administradora já identifica um crescimento de 66% nos créditos comercializados no estado, em comparação ao período de janeiro a junho de 2025.
Expansão
Os bons resultados dos produtos de consórcio da Ademicon, incluindo o incremento dos elétricos no portfólio, deram ânimo e fôlego à empresa para ampliar sua presença no Estado, já que Minas Gerais se tornou um dos principais mercados para a corporação.
Atualmente, a Ademicon tem aproximadamente 350 unidades espalhadas pelo Brasil, e o plano é chegar, até 2028, a 400, e até 2030, a 500 unidades. Minas Gerais representa hoje uma fatia grande desse plano de expansão.
“Começamos a operação em Minas Gerais há cinco anos e começamos do zero. Hoje Minas Gerais representa praticamente 9% do faturamento da empresa, com a expectativa de chegar a esses 12% no próximo ano. Então, para chegar a esses 12%, a gente precisa estar presente em todo o Estado”, comenta o diretor regional da Ademicon.
“Já estamos muito bem posicionados na capital, em Belo Horizonte e na região metropolitana. Temos uma boa presença também na Zona da Mata mineira, em Juiz de Fora, Ubá, São João del-Rei, em toda aquela região, incluindo Conselheiro Lafaiete. O Triângulo Mineiro também já está muito bem, muito presente. E estamos fazendo alguns movimentos interessantes para o Sul de Minas e para o Norte de Minas, que já têm operação, mas ainda não tão forte. Há um foco para essa expansão em Minas Gerais e em outros lugares do Brasil”, finaliza Kovalski
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