BDMG terá empréstimo de US$ 100 milhões do BID para financiar ações climáticas em Minas Gerais

Empréstimo do BID, autorizado pelo Senado, será destinado ao Programa Minas Para Resultados: Descarbonização e Resiliência Climática
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
BDMG terá empréstimo de US$ 100 milhões do BID para financiar ações climáticas em Minas Gerais
Foto: Divulgação BDMG / Bruno Simões

Minas Gerais vai receber um novo aporte internacional para financiar projetos de ações climáticas e ambientais. Nesta quinta-feira (13), o Senado autorizou o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) a fechar um empréstimo de US$ 100 milhões, algo em torno de R$ 518,5 milhões pela cotação atual, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A operação conta com aval da União.

O dinheiro será destinado ao “Programa Minas Para Resultados: Descarbonização e Resiliência Climática”, iniciativa criada para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

A autorização chegou ao Senado por meio de uma mensagem da Presidência da República (MSF 50/2026), tramitando internamente como projeto de resolução. Com parecer favorável da senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL), a matéria foi votada em regime de urgência e aprovada. Falta apenas a promulgação para que o processo se conclua.

Do que trata o programa

Financiado pelo BDMG, o programa pretende colocar em prática, dentro do Estado, ações “verdes” que reduzam a emissão de gases causadores do efeito estufa e aumentem a capacidade de resposta a eventos climáticos extremos, priorizando áreas mais vulneráveis.

A iniciativa se divide em duas frentes: uma voltada à mitigação e à resiliência, outra ao fortalecimento de capacidades institucionais. Na avaliação da senadora Dra. Eudócia, relatora da matéria, o programa tem potencial para gerar mais de R$ 1,5 bilhão em produção e criar mais de 14 mil postos de trabalho em Minas Gerais.

Como funciona o financiamento

O repasse ocorrerá em cinco parcelas entre 2026 e 2030, sem necessidade de contrapartida financeira do BDMG. Os valores serão corrigidos pela taxa SOFR (na sigla em inglês), referência internacional de juros, somada à taxa de captação e ao spread bancário, isto é, o ganho da instituição sobre o capital emprestado.

Nos primeiros 72 meses, equivalentes a seis anos, o BDMG arcará apenas com os juros, período conhecido como carência. Depois disso, começa a fase de amortização, quando as parcelas passam a abater o saldo devedor, com duração prevista de 222 meses, ou 18 anos e meio. As parcelas serão quitadas pelo BDMG a cada seis meses.

BDMG

Em nota, o BDMG se posicionou sobre como será estruturado o programa e o uso dos recursos.

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) informa que a aprovação, pelo Senado Federal, nesta quinta-feira (13/8), da autorização para a contratação de operação de crédito de US$ 100 milhões, equivalente a mais de R$ 500 milhões, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), permitirá a implementação do Programa Minas para Resultados: Descarbonização e Resiliência Climática, após a promulgação da autorização.

A operação prevê a estruturação, pelo BDMG, de linhas de crédito para o financiamento de projetos de empresas e municípios relacionados à redução de emissões de poluentes e a medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. As condições das linhas de crédito, incluindo taxas e prazos, ainda serão definidas pelo BDMG.

O programa, denominado BID Clima, prevê que a liberação dos recursos esteja condicionada ao cumprimento de metas de redução de carbono pelos projetos financiados, que poderão incluir iniciativas de energia renovável, agricultura de baixo carbono e infraestrutura urbana voltada à adaptação a eventos climáticos extremos.

Sobre o autor

Anderson Gonçalves

Jornalista desde 2002, especialista em Projetos Editoriais e campanhas políticas. Desde 2025 é repórter de economia e negócios no Diário do Comércio.


Publicidade Legal

Impresso

Ver outras datas

Digital

Ver outras datas
Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas

Acessos importantes

Conteúdo Especial
Conectados 60+: os desafios e as oportunidades da inclusão digital na terceira idade