Onfly movimenta R$ 760 milhões em hotelaria e projeta alta de 70%

Com plataforma própria de gestão, empresa amplia oferta de hospedagem e busca reduzir custos para clientes corporativos
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Onfly movimenta R$ 760 milhões em hotelaria e projeta alta de 70%
Foto: Divulgação / Gabriel Maciel

Pela Onfly, plataforma de gestão de viagens e despesas corporativas, com sede em Belo Horizonte, foram movimentados por volta de R$ 760 milhões no segmento de hotelaria em 2026, alta de 70% em relação ao ano anterior. Com o setor aquecido, a expectativa é encerrar o ano com cerca de 2 milhões de diárias transacionadas. O crescimento é importante para o avanço projetado no faturamento da companhia, de 72%, estimado em R$ 280 milhões para 2026.

A hotelaria representa uma das parcelas mais relevantes dos negócios da companhia, respondendo por aproximadamente 40% do faturamento da Onfly. Caso a expectativa se concretize, a empresa encerrará o ano entre os três maiores clientes corporativos das principais redes hoteleiras do Brasil.

Conforme o diretor de sourcing de hotéis da Onfly, Lucas Botelho, o resultado do segmento é importante e acontece em um período de expansão da empresa, que nos últimos anos registrou crescimento do faturamento próximo de 80%.

“O segmento de hotelaria da Onfly vem crescendo porque sempre estamos fazendo aquisições de clientes e aumentando o share entre as agências. Além disso, trabalhamos em busca de entregar mais valor, tecnologia e agilidade para as empresas que são nossas clientes. Há oito anos, emitimos nosso primeiro bilhete aéreo como Onfly e com o crescimento e a diversificação dos serviços devemos transacionar R$ 2,3 bilhões em 2026”, explica.

Ainda segundo Botelho, diante do cenário econômico nacional, as empresas clientes estão em busca de serviços cada vez mais eficientes, que promovam reduções de custo e tenham transparência. Por isso, a Onfly desenvolveu uma plataforma própria, com o software de gestão de viagens OBT (Online Booking Tool), que conecta os canais diretos e indiretos para selecionar as melhores opções para os clientes corporativos.

O sistema reúne passagens aéreas, hotéis, aluguel de carros, seguros e processos de reembolso, além de recursos para aprovação e prestação de contas.

“Atualmente, 60% das vendas de hospedagens já acontecem via canal direto. Com a nossa plataforma, o cliente consegue selecionar as melhores opções para as viagens, de forma simples e ágil, ele encontra desde voos e hotéis até opções de aluguel de carros. Com isso, conseguimos economizar tempo, o que é muito importante. Hoje, o tempo é o bem mais precioso, porque não volta e não tem preço”, afirma.

CEO da OnFly, Lucas Botelho
Foto: Divulgação Onfly

A plataforma também permite a integração com mais de 18 fornecedores de hotéis. A partir dessas conexões, o sistema apresenta diferentes alternativas de hospedagem e preços, permitindo identificar opções mais baratas para determinada data. Além da comparação de preços, a tecnologia permite personalização conforme as políticas de cada empresa. Convênios, regras de viagem, antecedência mínima para compras e processos de aprovação podem ser configurados de acordo com a necessidade do cliente.

O crescimento da operação hoteleira também levou a Onfly a mudar a estratégia de aquisição que, até 2025, era feita de forma indireta. Com o aumento do volume, a companhia criou, no início de 2026, uma equipe dedicada à negociação direta com hotéis. A estratégia está concentrada inicialmente nos estabelecimentos com maior volume de vendas e a meta é elevar a participação das compras diretas de 30% para algo até 65% das vendas de hotelaria.

A estratégia considera os hotéis mais comercializados pela plataforma. Segundo Botelho, os 20% de hotéis mais vendidos respondem por aproximadamente 70% da hotelaria transacionada. Esse grupo reúne cerca de 3,5 mil hotéis, dentro de um universo superior a 25 mil estabelecimentos considerados pela operação. “A negociação direta permite retirar intermediários da cadeia, ampliar a rentabilidade e buscar ganhos de eficiência na operação”, diz.

Sobre o autor

Michelle Valverde

Repórter do Diário do Comércio desde 2009. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva.

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