Centauro é reconhecida pelo Inpi como marca de alto renome

Varejista esportiva, fundada em Belo Horizonte, integra seleto grupo e amplia proteção para sua identidade e reputação
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Centauro é reconhecida pelo Inpi como marca de alto renome
Centauro tem 230 lojas próprias, uma operação digital e 11 mil colaboradores | Foto: Reprodução Site BH Shopping / Loja Centauro

Fundada em Belo Horizonte, em 1981, a Centauro, uma das maiores marcas do varejo esportivo brasileiro, foi reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) como marca de alto renome. O título amplia a proteção da marca para todos os ramos de atividade.

De acordo com o fundador da Centauro, Sebastião Bomfim, o título representa o reconhecimento institucional de uma trajetória de 45 anos marcada pela expansão do esporte no Brasil, pela inovação no varejo e pela construção de uma relação de proximidade com milhões de consumidores. A medida fortalece a capacidade de prevenir o uso indevido ou a reprodução de elementos que possam gerar associação indevida com a companhia, contribuindo para preservar sua identidade, reputação e valor de marca.

“Uma empresa chegar aos 45 anos no Brasil é raro, especialmente no varejo. O que nós fizemos ao longo desse tempo foi entender a evolução das necessidades e desejos do consumidor. Naquela época, o consumidor queria um produto esportivo e não só o material esportivo. O produto não é usado só durante a prática esportiva, mas pode ser usado em diferentes momentos do dia, entrando na moda casual e levando o consumidor a pertencer a diferentes grupos”, explica Bomfim.

Sebastião Bomfim
Para o fundador da Centauro, Sebastião Bomfim, o título representa o reconhecimento institucional de uma trajetória de 45 anos | Foto: Divulgação Centauro

Com a conquista, a Centauro passa a integrar o grupo de aproximadamente 130 marcas que possuem o reconhecimento de alto renome no Brasil, ao lado de nomes reconhecidos mundialmente, como Coca-Cola, Google, Nike e McDonald’s.

Presente em 26 estados, com 230 lojas próprias e uma operação digital, a empresa registra uma média de quase 2 milhões de calçados e peças de vestuário vendidos por mês, cerca de 280 mil frequentadores das lojas e 750 mil acessos ao e-commerce por dia, além de uma base de 30 milhões de clientes.

A força da marca também aparece na percepção dos brasileiros. Uma pesquisa realizada pela Centauro em parceria com a Netquest, com 2 mil pessoas com 16 anos ou mais, distribuídas por 805 municípios e 26 unidades da Federação, mostrou que 90,9% dos entrevistados conhecem a marca Centauro. Entre aqueles que conhecem a marca, 85,8% fazem associações corretas de forma espontânea, enquanto 77,6% a associam corretamente à categoria de comércio de produtos esportivos. O reconhecimento também se mostra consistente regionalmente, superando 88% nas cinco regiões do País.

Apesar da mudança da sede para São Paulo, a mineiridade segue dando o tom da gestão. Hoje são 18 unidades da Centauro no Estado.

“Essa mudança foi necessária para o crescimento do negócio, mas o que é super importante é que o DNA mineiro continua dentro da empresa. Por mais que hoje seja uma empresa nacional, eu acho que o espírito, esse nosso jeito mineiro de ser continua permeando a empresa como um todo. É muito importante essa cultura, a forma como a gente se expressa, essa nossa maneira bastante informal, sempre respeitando, ouvindo muito. É o nosso jeito mineiro de ser”, destaca.

Um dos pontos de virada da Centauro aconteceu no ano 2000, com a inauguração da primeira megastore em São Paulo. O sucesso da empreitada fez com que o crescimento da marca acelerasse com a reformulação das demais unidades até o ano de 2010. Em Belo Horizonte, por exemplo, a loja do BH Shopping (região Centro-Sul da Capital) que era de 100 metros quadrados (m²), passou para 320m² e, em seguida, para 1.500m², alcançando o status de loja âncora.

“Cresceu numa velocidade muito grande, mas com uma preocupação muito grande da marca não ficar desconfigurada. Então, a preservação da cultura foi o fator fundamental para a gente criar essa unidade”, observa.

Centauro busca qualidade e prestígio com parcerias internacionais

Ao longo da jornada, a Centauro foi criando marcas próprias e exclusivas. São linhas pensadas para diferentes perfis de consumidor. As marcas próprias são criações exclusivas da Centauro, desenvolvidas para atender necessidades específicas do público brasileiro. Isso garante mais controle sobre o design, a tecnologia empregada nos produtos e preço final menor para o consumidor.

Já os produtos exclusivos licenciados são colaborações com grandes marcas, como Asics e Farm, com modelos criados especialmente para serem vendidos exclusivamente na Centauro.

  • Oxer: performance e versatilidade para o dia a dia. Roupas esportivas que entregam conforto e funcionalidade.
  • Nord Outdoor: feita para aventuras e trilhas intensas.
  • Adams: paixão pelo futebol e foco na performance. Linha completa para o jogo: da base ao amador.
  • Asics: tecnologia esportiva com exclusividade Centauro. A Asics é referência mundial em artigos esportivos, e a parceria com a Centauro desenvolveu peças exclusivas, com o mesmo padrão técnico.
  • Farm: a parceria leva as estampas tropicais para dentro do mundo esportivo.

Além dessas marcas, a Centauro é responsável pela operação das lojas Nike no Brasil.

“O importante não só da quantidade de categorias, mas a possibilidade de você acessar produtos autênticos. Nunca abrimos mão de produtos de qualidade. Por isso temos uma preferência das marcas internacionais. A Centauro é o maior vendedor de Nike, de Adidas, de Asics, de Mizuno no Brasil. Eu acho que uma das coisas que faz com que a marca seja reconhecida é a confiança, tanto do nosso cliente quanto dos nossos fornecedores”, destaca.

No comando de 11 mil colaboradores, o executivo agora conduz um ciclo de organização da companhia a partir das mudanças estabelecidas pela reforma tributária. A estratégia é fortalecer e centralizar a logística e distribuição em Minas Gerais, sem abrir mão da abertura de novas lojas pelo País.

“Acredito que as empresas vivem ciclos de expansão e ciclos de organização. Quem quer fazer os dois ao mesmo tempo, costuma correr muitos riscos. Nós, agora, estamos nos organizando para aproveitar as oportunidades e diminuir os riscos a partir da reforma tributária, que vai acabar com a política de incentivos fiscais. Os nossos centros de distribuição vão ficar em Minas. Vamos focar na integração dos estoques e reformulação de malha logística, não deixando de inaugurar lojas e desenvolver o digital”, completa o fundador da Centauro.

Sobre o autor

Daniela Maciel

Repórter do Diário do Comércio desde 2011. Graduada em Jornalismo pelo UniBH e em História pela UFMG.

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