43ª Exposição Nacional do Mangalarga Marchador reúne mais de 1,6 mil animais de 18 estados no Parque da Gameleira

Belo Horizonte é vitrine dos melhores exemplares da raça até 1º de agosto
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43ª Exposição Nacional do Mangalarga Marchador reúne mais de 1,6 mil animais de 18 estados no Parque da Gameleira
Foto: Diario do Comércio/Giulia Simmons

Até o dia 1º de agosto, Belo Horizonte é vitrine dos melhores exemplares da raça Mangalarga Marchador. A 43ª Exposição Nacional do Mangalarga Marchador, maior exposição de equídeos de uma única raça na América Latina, deve atrair cerca de 200 mil pessoas ao Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte. Para esta edição, estão inscritos 1.639 animais de 552 expositores, vindos de 18 estados.

“O Mangalarga Marchador, raça nascida em Minas Gerais, vem crescendo a cada ano. São mais de 800 mil animais no Brasil e ela está inserida em todos os estados brasileiros. Na Nacional, há exemplares da raça dos 18 estados, é uma raça com uma possibilidade de alto crescimento”, explicou o diretor-presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), Dario Colares de Araújo Moreira.

O Haras Zel, sediado em Ouro Fino, no Sul de Minas, marca presença na Exposição Nacional do Mangalarga Marchador, que é a principal vitrine da raça. A trajetória do criatório teve início com o cavalo da pelagem Pampa, sob a liderança do avô de Carol Megale, que hoje administra a criação juntamente com o pai. Com o tempo, o Haras foi selecionando os melhores animais da raça, todos registrados na Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM). A transição para o Mangalarga Marchador ocorreu há cerca de dez anos, motivada pelo desempenho de uma égua que começou a se destacar. Atualmente, Carol Megale conduz a criação ao lado do pai, com a geração seguinte – representada pelos filhos -, que já acompanham a rotina.

Conforme a criadora, a preparação para a Nacional envolve um ciclo longo de trabalho. “A gente se prepara o ano inteiro para participar. Na verdade, é muito mais do que um ano. Vai desde o cruzamento dos animais, passando por uma longa preparação para a gente ter um cavalo de pista e conseguir fazer um campeão”, explicou Carol Megale. Os cavalos recebem tratamento de atletas, com rotinas de exercícios, fisioterapia e períodos de descanso.

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Nesta edição, o Haras Zel levou três animais ao evento, integrando um grupo de 16 cavalos que inclui a Fazenda Morro Alto, pertencente a primos da mesma região, além de animais em consórcio apresentados por outros haras. Um dos animais do criatório conquistou o sexto lugar de marcha.

“A gente não vem na Nacional do Mangalarga Marchador só para ser campeão. Vem para competir em alto nível. Estar na Nacional, estar entre os sete, já é uma alegria muito grande. Nós trouxemos um animal cujo objetivo era que ele competisse em alto nível. Ele se apresentou muito bem e foi sexto de marcha, uma alegria muito grande para nós. A gente seguirá com a preparação durante o ano inteiro, para que, ano que vem, ele possa vir e fazer um resultado melhor ainda”, comemorou a criadora.

O desempenho favorável na pista impulsiona diretamente o mercado do Mangalarga Marchador e do haras responsáveis pelos destaques. A exposição serve de base para analisar quais linhagens produzem campeões nacionais, direcionando o planejamento do haras para o ano seguinte. “É muito interessante para o negócio. Conseguir fazer os animais campeões também atrai o olhar para o Haras. Assim, a gente consegue vender embriões-irmãos próprios e o próprio sêmen do cavalo que é pai do campeão”, concluiu Carol Megale.

Sobre o autor

Michelle Valverde

Repórter do Diário do Comércio desde 2009. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva.

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