Agronegócio

Azeite do Sul de Minas extraído na Epamig conquista medalha de ouro em concurso na Itália

Alto da Serra Blend foi vencedor na edição 2026 do Evo International Olive Oil Contest (Evo IOOC)
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Azeite do Sul de Minas extraído na Epamig conquista medalha de ouro em concurso na Itália
Foto: Divulgação Azeite Alto da Serra / Cristina

O azeite Alto da Serra Blend, de Cristina, no Sul de Minas, conquistou Medalha de Ouro na edição 2026 do Evo International Olive Oil Contest (Evo IOOC) na Itália. A premiação, que contemplou vários rótulos nacionais, foi no último dia 26, em Palmi, na região da Calábria. O azeite, extraído no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Maria da Fé, ficou entre os cinco melhores da América do Sul e disputou o prêmio Raúl C. Castellani.

“Esse é o primeiro concurso que a gente participa. O foco sempre foi a qualidade e a gente está buscando mais excelência. Estamos muito contentes”, celebra o produtor Alisson Moreira.

O olivicultor conta que o ingresso na atividade se deu após ter conhecimento da boa adaptação da oliveira na região: “Nosso sítio é em Cristina, município vizinho a Maria da Fé. Quando conheci a história da oliveira e soube que o azeite daqui era muito bom, passei a me aprofundar no assunto. Em 2016 fomos à Epamig buscar informações e, no final de 2017, iniciamos o plantio”.

O cultivo familiar ocupa uma área de 1,5 hectare, com altitude de 1,5 mil metros, e tem 340 oliveiras. A primeira produção, em 2022, rendeu cerca de 12 litros de azeite. Em 2024, surgiu a marca Alto da Serra, que comercializa os azeites na propriedade, em empórios parceiros e pela conta oficial no Instagram. Em 2026, foram extraídos 304 litros de azeite.

“Os especialistas da olivicultura nos chamaram atenção para a qualidade do nosso azeite. A partir daí veio a ideia de inscrever o produto no concurso. Sabia que era bom, mas minha percepção é de consumidor. Tenho vontade de fazer um curso de sommelier para conhecer melhor as características e a complexidade do azeite que produzimos aqui”, afirma o olivicultor.

O pesquisador da Epamig, Luiz Fernando de Oliveira avalia que as medalhas atestam a complexidade dos azeites nacionais e a dedicação dos produtores. “A produção é incipiente, desafiadora e, safra após safra, temos obtido produtos que se destacam por atributos de qualidade como frutado, amargor e picância. O que demonstra que estamos no caminho certo”, comemora. (Epamig)

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