Casos de gripe aviária acendem alerta, mas não afetam economia avícola de Minas, diz ABPA

Mesmo com a decretação de emergência sanitária por conta da gripe aviária no Estado, ABPA descarta riscos à exportação
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Casos de gripe aviária acendem alerta, mas não afetam economia avícola de Minas, diz ABPA
Crédito: REUTERS/Rodolfo Buhrer

Após a confirmação de três casos de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) no município de Mateus Leme, na RMBH, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reforça que não há impacto econômico no setor avícola, nem risco de embargos internacionais à carne de frango ou ovos produzidos em Minas.

“A situação ocorreu em aves silvestres. Não há qualquer impacto para a cadeia produtiva de Minas Gerais, já que o problema não alcançou o sistema produtivo. A comercialização e exportações de produtos seguem dentro da normalidade, dentro do quadro nacional”, afirma a entidade.

O caso foi registrado em uma propriedade particular de Mateus Leme e levou o Governo de Minas a decretar situação de emergência sanitária animal em todo o Estado. Um ganso, um cisne-negro e um pavão foram encontrados mortos e testes laboratoriais confirmaram a presença do vírus da gripe aviária.

Apesar da gravidade do vírus que afeta as aves, a ABPA esclarece que, por se tratarem de animais silvestres e não comerciais, a situação não acarreta prejuízos econômicos ou bloqueio às exportações.

“Não há risco de embargos decorrentes dessa situação específica”, informa, em nota.

ABPA orienta produtores e população sobre a gripe aviária

Ainda assim, as entidades representativas do setor estão em alerta. A ABPA trabalha junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), à Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig) e demais órgãos sanitários estaduais para orientar produtores e garantir a segurança sanitária.

“As granjas e todo o sistema da avicultura industrial seguem os mais rígidos protocolos de biosseguridade, e assim a ABPA tem recomendado que se mantenha. Visitas estão suspensas e todo o sistema deve se manter atento para garantir que a infraestrutura de proteção das unidades siga reforçada”, destaca a ABPA.

A entidade também reforça que está atuando para tranquilizar consumidores e parceiros internacionais, reforçando a informação de que não há risco à saúde pública no consumo de carne de frango ou ovos.

“A ABPA e todos os órgãos nacionais e estaduais estão em plena campanha pelo reforço dos protocolos de biosseguridade, ao mesmo tempo em que orienta o público consumidor sobre a ausência de riscos em relação aos produtos”.

Até o momento, não há registro da doença em granjas comerciais no Estado, e as medidas adotadas são preventivas. O decreto de emergência facilita a mobilização de recursos humanos e técnicos para assegurar que o vírus permaneça restrito ao ambiente silvestre.

Sobre o autor

Ana Paula Moreira

Subeditora do portal Diário do Comércio desde 2025. Especialista em jornalismo esportivo pelo Centro Universitário UNA. Vencedora do Prêmio Petrobrás de Jornalismo.


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