Agronegócio

Safra 2026/27: colheita de café atinge metade da área prevista no Cerrado Mineiro

Chuvas isoladas comprometeram trabalhos na última semana. Confira também outros destaques do Agronegócio
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Safra 2026/27: colheita de café atinge metade da área prevista no Cerrado Mineiro
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

A colheita de café arábica na área de abrangência da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) evoluiu para 51% do total previsto no ano-safra 2026/27 até a sexta-feira, dia 17 de julho. Os trabalhos estão atrasados em relação ao mesmo período do ciclo anterior, quando 58% das operações de campo haviam sido realizadas.

Conforme a entidade, a ocorrência de chuvas isoladas ao longo da última semana comprometeu temporariamente a secagem nos terreiros e prejudicou as operações mecanizadas de recolhimento do café de chão. Apesar disso, os técnicos da Expocacer informam que as condições climáticas permitiram a continuidade da colheita do fruto na planta, nas propriedades dos cooperados no Cerrado Mineiro, o que possibilitou esse avanço.

Para os próximos dias, os serviços meteorológicos indicam tempo seco, sem previsão de chuvas significativas até 22 de julho, favorecendo a manutenção das operações de campo.

Veja, a seguir, outros destaques do Agronegócio:

Educação financeira: produtores rurais têm acesso a cursos gratuitos

O Banco do Nordeste (BNB) disponibilizou dois cursos gratuitos de educação financeira voltados aos produtores rurais. As capacitações são oferecidas pela Plataforma de Educação Corporativa da instituição e podem ser acessadas pela internet, com aulas em áudio e vídeo.

Um dos cursos é direcionado aos clientes do Agroamigo, programa de microcrédito rural do banco. Já a segunda capacitação é destinada a produtores rurais de diferentes portes.

O curso aborda temas como planejamento financeiro, acesso ao crédito para custeio, investimento, comercialização e industrialização da produção, além do uso do cartão de crédito e das modalidades de investimento disponíveis conforme o perfil do produtor.

Carne bovina: exportação caminha para 1ª queda mensal

As exportações brasileiras de carne bovina in natura caminham para registrar em julho a primeira queda mensal na comparação anual desde janeiro de 2025, após um primeiro semestre recorde impulsionado pela forte demanda da China. A possível queda mensal na exportação do Brasil, o maior produtor e exportador global, tem relação com restrições tarifárias impostas pela própria China, maior importador do produto brasileiro.

No 1º semestre, frigoríficos correram para completar uma cota chinesa de cerca de 1,1 milhão de toneladas, colaborando para o País registrar um recorde. Na segunda parte do ano, no entanto, os negócios extracota ficam praticamente inviabilizados, já que para esses há uma tarifa de 55%.Números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados na segunda-feira (20) e compilados até a terceira semana de julho, mostram embarques médios diários de 10.799,2 toneladas de carne bovina no acumulado do mês, abaixo das 12.038,2 toneladas/dia registradas em julho de 2025, uma redução de 10,3%.

Mantido o ritmo atual nos 23 dias úteis previstos para o mês, as exportações de julho poderiam alcançar cerca de 248 mil toneladas contra 276,9 mil toneladas no mesmo mês do ano passado.

Sobre o autor

Cláudia Duarte

Editora de Agronegócio e Variedades do Diário do Comércio. Graduada em jornalismo pela PUC Minas, pós-graduada em Gestão Estratégica da Informação.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas