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Agronegócio

Etanol mantém preferência e produção cresce 19% na 1ª quinzena de novembro

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Crédito: Marcio Bruno

São Paulo – A moagem de cana do Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de novembro somou 19,8 milhões de toneladas, queda de 7,6% ante o mesmo período do ano passado, com a produção de etanol mantendo crescimento perto do fim da safra 2019/20 após as empresas direcionarem mais matéria-prima para o biocombustível, informou a associação do setor ontem.

A produção de etanol do Centro-Sul no período atingiu 1,3 bilhão de litros, aumento de 19% ante o mesmo período do ano passado, com usinas obtendo melhores retornos na safra com o biocombustível, enquanto a fabricação de açúcar somou apenas 786 mil toneladas, queda de 11,3% na mesma comparação.

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A Unica afirmou que as usinas direcionaram 71,7% da cana para a produção de etanol na primeira quinzena de novembro, ante 65,9% no mesmo período da safra passada. “O mix de produção mais alcooleiro observado nesta quinzena é surpreendente se considerarmos que, nas últimas quinzenas, houve uma maior demanda por açúcar, tanto no mercado interno quanto em relação às saídas para exportação”, disse o diretor-técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, em nota.

No acumulado da safra 2019/2020 até 16 de novembro, a moagem do Centro-Sul somou 562,74 milhões de toneladas, aumento de 5,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, restando alguns milhões de toneladas para processamento na temporada atual.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a safra do Centro-Sul, que responde pela maior parte da produção do Brasil, em 571,65 milhões de toneladas.

De abril a outubro, segundo o indicador apurado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o rendimento da lavoura atingiu 77,76 toneladas por hectare, alta de 4,58% ante igual período de 2018, enquanto o indicador de qualidade está praticamente estável no acumulado da safra (o teor de Açúcar Total Recuperável somou 139,22 kg por tonelada de cana).

Segundo Padua, até 16 de novembro deste ano, 120 unidades do Centro-Sul haviam encerrado a safra, contra 86 usinas até a mesma data de 2018.

Essas 120 empresas, de acordo com a Unica, registraram retração média de 1,1% na moagem e representaram cerca de 40% do total processado pelas unidades do Centro-Sul no ciclo.

O diretor observou ainda que 74 unidades produtoras estão com programação de encerramento de safra para a segunda quinzena deste mês. Em dezembro, apenas cerca de 71 estarão em operação, completou ele.

Vendas – Segundo Padua, “as vendas de etanol hidratado continuam aquecidas e só não foram maiores porque na primeira quinzena do mês se observa um menor número de dias úteis”.

“Se realizarmos a comparação das vendas diárias, é possível observar que houve um crescimento de 1,2% nas vendas no início de novembro na comparação com o volume registrado no final de outubro, confirmando a tendência de alta observada nos últimos meses”, acrescentou o diretor.

No acumulado desde abril até 16 de novembro, o volume de hidratado comercializado pelas unidades do Centro-Sul alcançou um crescimento expressivo de 13,38%, atingindo 14,68 bilhões de litros.

“Mantido o comportamento observado até o momento, vamos registrar safra com produção recorde de etanol. Até agora observamos um incremento de 2,39 bilhões de litros na produção de etanol, que já permitiu uma ampliação de 2,29 bilhões de litros nas vendas do biocombustível pelas unidades do Centro-Sul”, destacou.

No acumulado desde o início da safra, a produção acumulada de etanol somou 30,87 bilhões de litros, sendo 9,38 bilhões de litros de etanol anidro e 21,48 bilhões de litros de etanol hidratado – este com um crescimento de 8,98% em relação ao valor apurado na safra 2018/2019.

No caso do açúcar, a quantidade fabricada alcançou 26,01 milhões de toneladas no acumulado da safra, alta de 2,8% na comparação anual. (Reuters)

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