Porto Seco de Varginha investe mais de R$ 70 milhões e amplia estrutura para café

Investimento amplia estrutura de armazenagem e movimentação de café em Varginha, que concentra cerca de 30 milhões de sacas movimentadas por ano
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Porto Seco de Varginha investe mais de R$ 70 milhões e amplia estrutura para café
Porto Seco Sul de Minas | Foto: Diário do Comércio/ Guilherme Ferreira

A estrutura de armazenagem e movimentação de café do Porto Seco Sul de Minas, em Varginha, está sendo ampliada com investimentos de mais de R$ 70 milhões. Com a expansão, a capacidade de armazenagem chegará a 2 milhões de sacas, dentro de um projeto que prevê alcançar 4 milhões nos próximos anos. O investimento busca atender à crescente demanda da região, onde cerca de 30 milhões de sacas são movimentadas anualmente.

Os dados foram apresentados durante press trip organizada pelo Sistema Faemg Senar para apresentar diferentes etapas da cadeia produtiva do café, do campo à exportação.

O diretor de Café do grupo Porto Seco, Mateus Nogueira Paiva, explica que a área de café na unidade recebe investimentos constantes. “O empreendimento começou com uma área de 12 mil metros quadrados e está sendo ampliado em mais 18 mil metros quadrados. Desse total, 6 mil metros quadrados foram desenvolvidos para receber o maquinário destinado ao café. Somados armazéns e equipamentos, a estrutura recebeu mais de R$ 70 milhões, sendo R$ 25 milhões somente para aquisição do maquinário”, diz.

A inauguração da nova estrutura ainda depende da conclusão de câmaras e da instalação de itens de segurança. Após essa etapa, será solicitado o alfandegamento à Receita Federal. A expectativa é que o processo avance nos próximos 60 dias. Segundo Paiva, os investimentos fazem parte da estratégia de ampliação da infraestrutura e de incorporação de tecnologia à operação de café.

Investimentos ampliam capacidade de armazenagem

Além dos mais de R$ 70 milhões aplicados no Porto Seco, o grupo investiu aproximadamente R$ 40 milhões na LIV Logística Armazéns Gerais, especializada em beneficiamento e armazenagem de café verde. O aporte foi destinado à incorporação de novas tecnologias na operação.

“Além do investimento no Porto Seco, também aportamos na LIV, trazendo para operação tecnologias e inovações que não havia no mercado. Hoje, o nosso maquinário é o maior de embarque de café no mundo. Nós, aqui no Porto Seco, também temos um dos maiores armazéns climatizados do País para café, são quatro mil metros a 18 graus com 60% de umidade”, afirma.

A ampliação da área de café ocorre em um complexo que possui forte movimentação econômica em Minas Gerais. Considerando todas as empresas instaladas no Porto Seco Sul de Minas, o faturamento chega a aproximadamente R$ 35 bilhões por ano. A estrutura também está inserida em uma cidade que, segundo Paiva, concentra uma parcela significativa da movimentação mundial de café. Somente o Porto Seco e a LIV movimentam, juntos, cerca de 6 milhões de sacas de café anualmente.

“Hoje o Porto Seco está situado em Varginha, que é o maior hub de café do mundo, com cerca de 30 milhões de sacas de café passando anualmente pela cidade. Todos os exportadores e as maiores torrefadoras do mundo estão aqui. Somos um grupo que veio do café. A nossa essência é café, a gente ama o grão e investe muito em tecnologia e desenvolvimento para melhorar o processamento”, pontua.

Estrutura deve reduzir custos para exportadores

Além da expansão da capacidade de armazenagem e movimentação, o grupo investe em uma estrutura para a emissão de documentos fitossanitários. O aporte previsto para o início da operação é de aproximadamente R$ 2 milhões. A proposta é permitir que exportadores realizem no próprio recinto parte das liberações necessárias à exportação, reduzindo a dependência desse serviço nos portos.

Segundo Paiva, a autorização foi obtida junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e permite a emissão do certificado fitossanitário sem a emissão da Declaração Única de Exportação (DU-E). O serviço começou a ser testado e deverá ser liberado gradualmente, conforme o aumento da movimentação na unidade.

A expectativa é reduzir os custos para os exportadores. Segundo o diretor, no Porto de Santos, o serviço custa entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil por emissão, enquanto, no Porto Seco de Varginha, a estimativa é de aproximadamente R$ 1 mil.

“Vamos agilizar um problema que o setor está enfrentando. Hoje, esse serviço é muito demorado nos portos. O exportador poderá passar com o contêiner por aqui para fazer as liberações do certificado fitossanitário, com expectativa de maior agilidade e menor custo”, explica Paiva.

*A repórter viajou a Varginha a convite do Sistema Faemg Senar

Sobre o autor

Michelle Valverde

Repórter do Diário do Comércio desde 2009. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva.

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