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Agronegócio

Preço do leite pago ao produtor mineiro aumenta 5,19% em julho

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A escalada nos custos da produção leiteira e o oferta limitada refletem nos preços | Crédito: Divulgação
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Os custos elevados e a oferta limitada no mercado fizeram com que o preço do leite registrasse alta de 5,19% em Minas Gerais no pagamento de julho frente a junho. Com a elevação, a cotação do litro de leite – que foi entregue em junho – ficou em R$ 2,33 por litro.

Em relação ao preço praticado em julho de 2020, a alta foi expressiva e chegou a 31,63%, já que no período o litro de leite era negociado, em média, a R$ 1,77. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

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Em nível nacional também foi registrada elevação nos preços do leite. O valor pago ao produtor em julho, referente à produção entregue em junho, chegou a R$ 2,31 por litro na média Brasil líquida, recorde real da série histórica do Cepea, que se iniciou em 2005. As altas foram de 5% na comparação com o mês anterior e de 21,8% frente ao mesmo período do ano passado.

Na média nacional, houve aumento de 2,1% da captação do leite puxado pela produção dos estados do Sul. Porém, no mercado de Minas Gerais a oferta seguiu limitada. Além dos altos custos de produção, o período de estiagem e a queda da oferta de pastagens interferiram na produtividade e no volume de leite disponibilizado. Com isso, a concorrência entre as indústrias foi grande, garantindo espaço para mais um reajuste no valor do leite. 

Os pesquisadores do Cepea ressaltam que o aumento dos preços recebidos pelos pecuaristas não significa elevação da rentabilidade dos produtores, que seguem registrando crescimento das despesas, principalmente, com a compra de alimentos para o rebanho. As cotações do milho e da soja, por exemplo, seguem em patamares elevados. 

No relatório do Cepea, os pesquisadores explicam que o poder de compra do pecuarista leiteiro frente ao milho, insumo básico da atividade, está menor em 2021. Na média de janeiro a julho, foram precisos 44,67 litros de leite para adquirir uma saca de 60 quilos de milho, enquanto na média do mesmo período do ano passado, eram necessários 35,2 litros, o que representou uma perda no poder de compra de 26,9% em apenas um ano.

Avanço generalizado

Em Minas Gerais, foram registradas altas nos preços do leite em todas as regiões pesquisadas. A maior foi na Zona da Mata, 5,92%, com o litro de leite cotado, em média líquida, a R$ 2,14. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o litro foi negociado a R$ 2,28, variação positiva de 5,15% frente ao valor pago em junho.

No Sul/ Sudoeste, o incremento chegou a 4,57% e o pecuarista recebeu R$ 2,34 por litro negociado. Alta também na região do Rio Doce, 4,11%, com o litro cotado a R$ 2,13. No Triângulo/ Alto Paranaíba o avanço foi de 4,34% e a média encerrou julho a R$ 2,41 por litro de leite. 

Agosto sem alta

Para o fechamento de agosto, a estimativa é cautelosa e não deve haver nova alta. Se por um lado a oferta tende a ficar limitada, por outro, os preços do leite e dos derivados estão elevados.

Em um período de queda de renda da população e alta taxa de desemprego, o consumo segue retraído, impedindo que a indústria repasse os reajustes do campo para o consumidor final.

Este cenário, segundo o Cepea, pode limitar o movimento de elevação dos preços no campo. Em julho, por exemplo, a pesquisa do Cepea mostrou que os preços médios da muçarela, do UHT e do leite em pó recuaram 2,8%, 1,5% e 0,8%, nessa ordem, frente a junho.

Outro fator que pode segurar a alta dos preços são as importações. No relatório dos pesquisadores do Cepea foi ressaltado que os maiores volumes de lácteos importados nos últimos meses diminuíram a forte competição entre indústrias pela compra de leite no mercado spot (leite negociado entre indústrias) em julho. A pesquisa do Cepea mostrou que, em Minas Gerais, o leite spot registrou média de R$ 2,52 por litro em julho, queda de 9,4% frente a junho.

“Esses resultados evidenciam que, mesmo com custos de produção ainda em alta e clima desfavorável à atividade, o preço do leite captado em julho e pago ao produtor em agosto pode não superar o do mês anterior”, explicam os pesquisadores no relatório do Cepea.

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