Agronegócio

Preços de frutas e hortaliças em Minas têm queda generalizada em fevereiro, aponta Conab

Queda é puxada por itens como maçã e mamão, enquanto chuvas elevam preços de alface e batata
Preços de frutas e hortaliças em Minas têm queda generalizada em fevereiro, aponta Conab
Foto: Divulgação Bigmais Supermercados

Ao longo de fevereiro, com a entrada de produtos no período de safra, os preços da maioria das hortaliças e frutas recuaram em Minas Gerais. Entre os destaques estão a maçã, cujo valor caiu quase 25%, e o mamão, com retração de 15,1%. No sentido contrário, devido às chuvas e, consequentemente, à oferta limitada, houve reajuste de 51% na alface e de 11% no valor da batata.

Os dados são do 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quinta-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que mostra as variações registradas na Central de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa Minas) — Belo Horizonte.

Segundo a gerente de Produtos Hortigranjeiros da Conab, Flávia Starling, a maior parte das frutas e hortaliças, que são as mais comercializadas na Ceasa Minas e possuem maior peso no IPCA, apresentou queda de preços ao longo de fevereiro. No entanto, algumas foram afetadas pelas chuvas e os preços subiram.

“Em fevereiro, a alface seguiu com tendência de alta em função do excesso de chuva e das dificuldades de colheita. No caso da batata, as chuvas também afetaram o ritmo da colheita, refletindo em queda na oferta e aumento dos preços”, explica.

Conforme os dados da Conab, das cinco frutas pesquisadas, houve queda no preço de quatro delas. A maior retração aconteceu na cotação da maçã, que caiu 24,66%, com o quilo negociado a R$ 7,36. A justificativa para a retração expressiva foi a elevação da oferta pelo início da colheita da maçã gala e parte de sua estocagem nas câmaras frias.

No caso do mamão, a queda foi de 15,16%, reduzindo o preço do quilo para R$ 3,84. A maior oferta de variedades cuja cotação é mais acessível em relação ao mamão papaya justifica a retração. O valor da banana, de R$ 3,06, caiu 11,94% em fevereiro. Conforme a Conab, apesar de o consumo de banana ter crescido em função do retorno das aulas, com o Carnaval, a demanda não foi tão expressiva, o que gerou queda nos preços.

Ao longo de fevereiro, a laranja teve o preço reduzido em 2,52%, e o quilo foi vendido, em média, a R$ 2,38. A Conab explicou que, nesse período, a produção se manteve razoável, com a indústria absorvendo menos volume e favorecendo a oferta no varejo.

No grupo das frutas, a única alta foi verificada na cotação da melancia, que encerrou o mês 2,07% mais cara, com o quilo comercializado a R$ 2,23. De acordo com a Conab, houve queda na oferta; porém, as melancias apresentaram melhor qualidade devido ao clima adequado e à ocorrência de chuvas pontuais, que favoreceram o desenvolvimento das frutas.

Hortaliças também ficaram mais baratas em fevereiro

O levantamento da Conab mostra que, assim como nas frutas, o preço da maior parte das hortaliças recuou em fevereiro. A maior queda ocorreu na cotação da cenoura, que ficou 9,73% mais barata e foi vendida a R$ 1,99 o quilo. Houve queda relevante também na cotação do tomate, de 8%. Assim, o preço médio por quilo caiu para R$ 3,28. Ao longo de fevereiro, a cotação da cebola chegou a R$ 1,71, representando, portanto, uma queda de 6,43%.

No sentido contrário, a alface e a batata tiveram os preços alavancados pela menor oferta, resultado das chuvas frequentes que comprometeram o ritmo de colheita e a qualidade dos produtos. Na Ceasa Minas, a cotação da alface aumentou 51,14%, com o quilo negociado a R$ 13,27. No caso da batata, o valor do quilo, de R$ 1,91, subiu 11,53%.

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