Safra de café deve crescer em Minas Gerais e no Brasil em 2026; veja os motivos
O clima favorável, combinado com a bienalidade positiva e a maior área em produção, são os principais fatores que estão impulsionando a safra de café de 2026. Em Minas Gerais, maior produtor do País, a estimativa aponta para um volume 29,8% maior e uma colheita de 33,4 milhões de sacas de 60 quilos. Já no Brasil, a produção de café deve apresentar crescimento de 18% na safra de 2026 frente ao volume colhido na temporada passada, sendo estimada em 66,7 milhões de sacas. O volume nacional, caso seja alcançado, será recorde.
Os dados do 2º Levantamento da Safra de Café 2026, divulgado nesta quinta-feira (21) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostram que, em Minas Gerais, a área em produção cresceu 5,2% e chegou a 1,133 milhão de hectares. Com o clima mais propício ao desenvolvimento dos grãos, a produtividade está 23,4% maior, com rendimento médio de 29,5 sacas por hectare.
No Estado, a produção de café arábica tende a somar 32,8 milhões de sacas, variação positiva de 30,3% frente à safra anterior. No caso do conilon, conforme dados da Conab, a produção deve crescer 7,7% e chegar a 629,3 mil sacas.
Conforme o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, o aumento esperado na safra de Minas Gerais e do Brasil é justificado pelo ciclo de bienalidade positiva, aliado à melhor distribuição das chuvas, principalmente nos meses que antecederam a floração, além do clima favorável até março, o que proporcionou boa granação e contribuiu para a produtividade.
“No último trimestre de 2025, as chuvas ocorreram com algumas irregularidades, mas, de certa forma, favoreceram as principais floradas de setembro e outubro. Já no primeiro trimestre de 2026, as chuvas se regularizaram e permitiram bom desempenho das lavouras de café. De maneira geral, o clima na safra de 2026 foi um pouco melhor do que em 2025, permitindo o crescimento da produção”, explicou.
A valorização do preço do café no mercado mundial também foi importante para que os produtores investissem mais nas lavouras, inclusive na recuperação de áreas afetadas por intempéries climáticas, o que permitiu a retomada da produção na safra atual. Os preços remuneradores se devem à redução do volume de café disponível no mercado internacional, já que diversos países sofreram perdas nas últimas safras em função do clima.
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