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“Jojo Rabbit” satiriza Hitler e a Alemanha nazista
Crédito: Divulgação

Em tempos sombrios como o que hoje assola o planeta, inclusive o Brasil, o fantasma da extrema direita ressurge das trevas para assombrar a sociedade livre e democrática em forma de governos ideologicamente inspirados no fascismo, com discursos e atitudes de ódio, intolerância, estupidez e ignorância.  Neste cenário turvo, “Jojo Rabbit” (2019) torna-se um irreverente alento para o espectador ao satirizar, com criatividade e originalidade desconcertantes, os absurdos e obtusos dogmas que serviram de pilares para a Alemanha nazista.

Assim como fez magistralmente Charles Chaplin em “O Grande Ditador” (1940), justamente no momento em que Hitler dominava a Europa na Segunda Guerra Mundial, o diretor neozelandês Taika Waititi, que também interpreta o imaginário führer em “Jojo Rabbit”, desconstroi as falácias travestidas de mitos supremos pelos nazistas com uma narrativa hilariante, que camufla o drama terrível e inerente da trama por meio de um humor caustico e debochado. Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e indicado em mais cinco estatuetas, inclusive a de melhor filme, “Jojo Rabbit” é baseado no livro “Caging Skies”, de Christine Leunens.

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O personagem-título, interpretado por Roman Griffin Davis, é um ingênuo, atrapalhado e confuso garoto de dez anos, membro dedicado da Juventude Hitlerista, que cultua o ditador alemão como seu amigo e conselheiro fictício. A idolatria cega começa a mudar após ele descobrir que sua mãe, vivida por Scarlett Johansson (indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), esconde em sua casa Elsa (Thomasin Mackenzie), uma garota judia. Após a repulsa inicial, aos poucos, com a convivência conflituosa com Elsa e a revelação que sua mãe milita clandestinamente contra o regime nazista, Jojo vai percebendo que os judeus não eram nem a sombra do que os nazistas pregavam.

À medida em que Jojo revê os seus conceitos, ao se deparar  por meio de Elsa com as verdades sobre os judeus e seus algozes nazistas, a mentira da Alemanha começa a desmoronar dentro do garoto. Hitler, o seu confidente íntimo, e seus adeptos fanáticos deixam o Olimpo para serem devidamente ridicularizados pelo dublé de diretor e ator Taika Waititi, que imprime sua marca autoral peculiar na comédia dramática.

“Jojo Rabbit” extrai poesia do insólito e do improvável, subvertendo o “subgênero” de filmes sobre o nazismo com uma estética e uma narrativa ímpares, sem medo de introduzir músicas dos Beatles e de David Bowie para pontuar passagens simbólicas da película com sugestiva atemporalidade, descaracterizando o rigor típico de filmes de época e proporcionando leveza ao peso da história.

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