COTAÇÃO DE 24/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,3430

VENDA: R$5,3440

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3800

VENDA: R$5,5030

EURO

COMPRA: R$6,2581

VENDA: R$6,2594

OURO NY

U$1.750,87

OURO BM&F (g)

R$301,00 (g)

BOVESPA

-0,69

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Arrecadação federal registra crescimento de 37,57% em Minas de janeiro a junho

COMPARTILHE

Somente em junho, a arrecadação federal em Minas Gerais apresentou incremento de 54,9% na comparação com o ano passado | Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A arrecadação de tributos federais, em Minas Gerais, apresentou alta de 37,57% no primeiro semestre de 2021, frente igual período do ano anterior, passando de R$ 43,5 bilhões para R$ 59,9 bilhões. Somente em junho, o montante gerado foi de R$ 8,65 bilhões, elevação de 54,9% frente a junho de 2020, mas 9,73% inferior a maio de 2021. Os dados foram divulgados pela Receita Federal do Brasil (RFB).

A alta verificada nos resultados frente a 2020 é justificada, em partes, pela crise gerada pela pandemia de Covid-19, o que fez com que vários tributos, nos primeiros meses da pandemia tivessem o prazo de pagamento postergado. A medida fez com que a arrecadação caísse significativamente no primeiro semestre de 2020. Com a retomada da maior parte das atividades e dos pagamentos dos impostos em 2021, a arrecadação está se recuperando. 

PUBLICIDADE

Conforme os dados da RFB, no primeiro semestre, o Estado respondeu por 6,79% do total do País. Nos seis primeiros meses de 2021, a arrecadação federal somou R$ 881,99 bilhões, alta de 24,49% acima da inflação pelo IPCA.

O doutor em Direito pela Universidade Veiga de Almeida-RJ, mestre em Economia e Gestão Empresarial pela Ucam-RJ, especialista em Direito Público e Tributário e professor de Direito Tributário da FGV, Gabriel Quintanilha, explica que a retomada econômica e o avanço da vacinação contra a Covid-19 têm contribuído para a melhoria do cenário econômico e para a arrecadação de impostos. 

“Em 2020, devido à pandemia, tivemos uma queda na atividade econômica muito acentuada, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Este ano, estamos com resultados positivos e a arrecadação tem crescido de forma considerável. Existe uma tendência de reaquecimento da atividade econômica e o aumento da arrecadação federal demonstra isso porque, necessariamente, tributos estão relacionados com a atividade econômica”.

Ainda segundo Quintanilha, existem ainda programas do governo federal que permitem a regularização dos empreendedores em relação a tributos devidos. “Há programas que permitem que os empreendedores façam adesão a transações tributárias com parcelamentos, isso tudo estimula a quitação e também a arrecadação”.

Para o segundo semestre, a tendência também é de aumento na arrecadação. “Com o avanço da vacina há tendência de melhoria da atividade econômica, pois o cenário de desconfiança vai sendo afastado. O grande medo do empresário, hoje, é de novo fechamento das atividades, então, com o avanço da vacinação esse novo lockdown vai ficando mais distante. De modo que as empresas passam a aumentar o interesse em novos investimentos e novas atividades”.  

Outro fator positivo para a retomada econômica e, consequentemente, maior arrecadação é a volta do trabalho presencial. “Os próprios órgãos públicos têm determinado a retomada da atividade presencial nos próximos meses, o que também resulta em estímulo da atividade econômica”.

A professora de Direito Tributário da UNA, advogada e consultora jurídica em Direito Tributário, Fernanda Prata Moreira Ribeiro, explica que em 2020, a economia passou por instabilidades muito grandes em função da pandemia, o que afetou diretamente a arrecadação. 

“Muitas empresas tiveram que suspender as atividades e, com isso, tiveram despesas para arcar. No primeiro momento, o pagamento de tributos ficou em segundo plano. Essa conta de 2020, uma hora iria chegar. É esperado aumento na tributação a partir do momento em que o mercado voltasse a abrir e a vacinação avançasse. Além disso, as empresas estão começando a se recuperar, o que favorece a arrecadação”. 

Ainda segundo Fernanda, após um período de queda na arrecadação com muitos empresários deixando de quitar os tributos, os governos vêm criando programas de regularização fiscal, o que é importante tanto para que as empresas quitem as pendências, como para o governo aumentar a arrecadação. 

“O governo tem criado medidas para trazer a regularização de débitos. São programas que concedem benefícios fiscais como, por exemplo, parcelamentos, isenções, perdão de multas e juros. Os incentivos fiscais são importantes e vão permitir o equilíbrio”, disse.  

Imposto de importação está em alta

Em junho, o imposto sobre importação foi responsável pela arrecadação de R$ 131,5 milhões em Minas Gerais. No mesmo mês do ano anterior foram arrecadados R$ 107 milhões, o que representa um crescimento de 22,6%. Na comparação com maio, foi registrada queda de 15,3% uma vez que o valor arrecadado era de R$ 155,2 milhões.

Os valores referentes à arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) também apresentaram aumento em Minas Gerais. Enquanto em junho de 2021 foram registrados R$ 660,5 milhões, em igual intervalo de 2020 o número era de R$ 496 milhões, incremento de 33,17%. O valor ficou 4,72% superior quando comparado com maio.

A arrecadação do Imposto sobre a Renda – Total (IR) gerou uma receita de R$ 2,3 bilhões, ficando 28,26% menor que em maio. Já em relação a junho de 2020, a expansão chegou a 22,38% ante os R$ 1,9 bilhão arrecadados em junho do ano anterior.

O recolhimento do IR referente às pessoas jurídicas somou R$ 1,09 bilhão, valor 121% maior que o arrecadado em igual mês de 2020, quando o valor estava em R$ 496 milhões.

No mesmo período, a arrecadação do IR junto às pessoas físicas no Estado somou R$ 494,2 milhões, caindo 58,5% quando comparado com a receita registrada no mês anterior. Queda também na comparação com junho de 2020, 43,6%, já que a receita era de R$ 876,7 milhões.

O recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) em Minas somou R$ 1,13 bilhão no mês passado, 137% maior que os R$ 478 milhões registrados em junho de 2020. Na comparação com maio, foi observada queda de 1,14%.

A contribuição para o Programa Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) também avançou. A arrecadação totalizou R$ 354,8 milhões, o que mostra uma alta de 141% na comparação com junho de 2020, que registrou R$ 147 milhões. Já em relação a maio, foi verificada queda de 1,5%.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!