Betim oficializa municipalização de distrito industrial

7 de julho de 2018 às 0h00

A municipalização do Distrito Industrial (DI) Paulo Camilo foi oficializada após assinatura de convênio pela Prefeitura de Betim, por meio da Procuradoria-Geral do Município, com o governo de Minas Gerais e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). A área superior a 2,9 milhões de metros quadrados que abriga as maiores empresas do município e pertencia ao Estado agora será de responsabilidade da prefeitura. Com a administração municipal, será realizado um programa de revitalização que prevê intervenções de infraestrutura e logística no complexo Paulo Camilo, com recapeamento de vias, melhorias na rede de drenagem, readequação de calçadas e meios-fios, além de restauração da iluminação. Para que essas manutenções ocorram, inicialmente serão investidos R$ 3 milhões, sendo R$ 2,5 milhões repasses da Codemig e os outros R$ 500 mil investidos pela prefeitura. Recursos adicionais serão provenientes de contrapartidas municipais e privadas. Estão previstas melhorias na mobilidade, com a construção de dois trechos de cerca de 200 metros de vias, além de obras que ligarão o distrito diretamente à trincheira do bairro Vila Recreio. Com o início das obras previsto ainda para este ano, a presidente da Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projeto, Transporte e Trânsito de Betim (ECOS), Marinésia Dias da Costa Makatsuru, ressaltou que a municipalização possibilita investimentos do município para recuperar a parte viária e de sinalização no entorno do DI, melhorando as condições de trafegabilidade da região. “Tendo em vista que é um trecho com tráfego pesado, as vias ficaram em péssimo estado e, a partir do momento em que o município traz pra si essa responsabilidade, buscamos melhorias para o cidadão e para as empresas do complexo”, afirmou Makatsuru. Novos empreendimentos – Atualmente, o Distrito Industrial Paulo Camilo hospeda cerca de 30 empresas e a tendência, após as obras de revitalização, é expandir. A Secretaria Adjunta de Desenvolvimento Econômico (Seadec) será responsável por administrar as áreas vagas, por meio de levantamento que vai identificar as possíveis áreas ociosas e disponíveis para receber novos empreendimentos que estejam alinhados às potencialidades econômicas do município. O procurador-geral da cidade, Bruno Cypriano, explica que os recursos provenientes desses possíveis empreendimentos serão usados para o desenvolvimento das imediações. “O município tomará posse de algumas áreas de alto valor, que ainda estão desocupadas e que serão vendidas, e os recursos serão aplicados em melhorias sociais nos bairros em volta”, comentou o procurador-geral. Além de abrigar mais empresas, o planejamento prevê expandir as atuais, gerando empregos e receitas públicas ao lado da Fiat e perto da Petrobras, onde se situa a maior produção industrial do Estado. Makatsuru confirmou a tendência de ampliação. “Após levantamento, com certeza, próximos passos serão dados. A melhoria do entorno como um todo vai permitir que a área atraia novas empresas para a região”, disse.

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