BH é a 5ª capital com melhor qualidade de vida; Nova Lima aparece em 7º no ranking nacional
Entre as capitais, Belo Horizonte é a quinta com melhor qualidade de vida no Brasil. Já entre as cidades, Nova Lima, na Região Metropolitana de BH (RMBH), é o sétimo município mais bem avaliado no mesmo critério. Os resultados, divulgados nessa quarta-feira (20), estão na edição 2026 do Índice de Progresso Social (IPS), levantamento feito pelo IPS Brasil com base em indicadores sociais e ambientais.
Com pontuação 69,66 (em 100), BH está atrás de Curitiba, no Paraná, que é a capital com melhor resultado (71,29); Brasília, no Distrito Federal (70,73); São Paulo (70,64); e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (69,77). Ao mesmo tempo, a capital mineira está à frente de cidades como Florianópolis (68,73) e Rio de Janeiro (67).

De acordo com o IPS Brasil, o Progresso Social é definido como a “capacidade da sociedade de atender às necessidades humanas básicas, garantir qualidade de vida e ampliar oportunidades para que todos os indivíduos possam atingir seu potencial”.
O IPS Brasil é uma colaboração entre o Instituto de Progresso Social Brasil (Instituto IPS Brasil), Social Progress Imperative, Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Fundação Avina, Centro de Empreendedorismo da Amazônia, e a iniciativa Amazônia 2030.
Nova Lima na sétima colocação entre 5.570 municípios
Entre os melhores resultados, há predominância de cidades do Sudeste, especialmente do estado de São Paulo, que está nas primeiras quatro colocações: Gavião Peixoto, que lidera o ranking nacional, seguido por Jundiaí, Osvaldo Cruz e Pompéia. Em quinto lugar aparece Curitiba, no Paraná. Minas surge na sétima colocação, com Nova Lima, RMBH, com 71,22 pontos.

Já na outra extremidade, entre os municípios com piores desempenhos estão aqueles da região Norte, especialmente no estado do Pará, além de municípios de Roraima, Acre, Tocantins e Maranhão. Minas aparece em 17º lugar, com o município de Ladainha, no Vale do Jequitinhonha, com 47,58 pontos. Entre os estados, Minas surge com 64,66 pontos. Veja no mapa:

Índice de Progresso Social tem nota de 0 a 100
O Índice de Progresso Social avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais ou ambientais, de fontes públicas. “O IPS mede resultados e não volume de investimentos ou riquezas. Nos interessa saber se os serviços públicos estão, de fato, sendo entregues aos cidadãos”, afirma a coordenadora do IPS Brasil, Melissa Wilm. Veja os princípios do IPS:
- Indicadores exclusivamente sociais e ambientais: o objetivo do IPS é medir diretamente o progresso socioambiental, sem a inclusão de indicadores econômicos;
- Foco nos resultados: o IPS deve medir resultados finalísticos, que são importantes para a vida das pessoas (outcomes), não os investimentos ou esforços realizados no território (inputs);
- Orientador para políticas públicas e investimentos sociais privados: o IPS é utilizado como uma ferramenta prática para ajudar dirigentes públicos, líderes empresariais e da sociedade civil no planejamento, implementação e avaliação de políticas públicas e programas que aceleram o progresso social;
- Relevância: o objetivo do IPS é medir o progresso socioambiental de forma multidimensional, abrangente e atual, englobando diferentes geografias como países, estados, municípios e até distritos e comunidades dentro dos municípios.

Com isso, é definido um índice geral com nota de 0 a 100, em três 3 dimensões (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades) e 12 componentes:
- Nutrição e Cuidados Médicos Básicos;
- Água e Saneamento;
- Moradia;
- Segurança Pessoal;
- Acesso ao Conhecimento Básico;
- Acesso à Informação e Comunicação;
- Saúde e Bem-estar;
- Qualidade do Meio Ambiente;
- Direitos Individuais;
- Liberdades Individuais e de Escolha;
- Inclusão Social;
- Acesso à Educação Superior.
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