BH terá 38 novos ônibus menos poluentes com recursos do Novo PAC
Os usuários do transporte coletivo de Belo Horizonte terão acesso a 38 novos ônibus do tipo Euro 6, que são menos poluentes. A Capital foi uma das cidades selecionadas pelo governo federal para renovação de frota voltada ao setor privado. O anúncio foi feito pelo Ministério das Cidades na segunda-feira (18).
De acordo com a pasta, a ação faz parte do Novo PAC – Mobilidade Urbana e soma, além de Minas, R$ 1,16 bilhão em recursos provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), destinados à aquisição de 727 novos ônibus para o transporte público coletivo urbano dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraná.
“Com os investimentos, o Novo PAC reforça seu papel estratégico no fortalecimento do transporte público coletivo e na construção de cidades mais acessíveis, inclusivas e ambientalmente sustentáveis”, afirma o ministério, em nota.
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Lista de cidades contempladas
- São José dos Campos (SP): R$ 879,4 milhões, 400 novos ônibus elétricos;
- Recife, Olinda, Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, Araçoiaba, Itapissuma, Itamaracá e Igarassu (PE): mais de R$ 102 milhões, 126 novos ônibus Euro 6;
- São Paulo (SP): R$ 41 milhões, 30 novos ônibus elétricos;
- Blumenau (SC): R$ 38,5 milhões, 60 novos ônibus Euro 6;
- Caxias do Sul (RS): R$ 20,3 milhões, 24 novos ônibus Euro 6;
- Maracanaú, Maranguape, Pacatuba, Redenção, Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha (CE): R$ 19,1 milhões, 20 novos ônibus Euro 6;
- Volta Redonda, Barra Mansa e Pinheiral (RJ): R$ 16 milhões, 21 novos ônibus Euro 6;
- Belo Horizonte (MG): R$ 38 milhões, 38 novos ônibus Euro 6 em propostas selecionadas;
- Curitiba e Pinhais (PR): R$ 6,8 milhões, 8 novos ônibus Euro 6.
O Diário do Comércio procurou o Ministério das Cidades para saber qual é a previsão de entrega dos veículos a BH, e aguarda um retorno.

Euro 6 é motor menos poluente
O Euro 6 é um motor que emite, segundo o Ministério das Cidades, até 97% menos material particulado e 99% menos carbono negro que os modelos antigos, reduzindo doenças respiratórias e cardiovasculares nas grandes cidades. Além disso, a redução de ruído e a melhoria no conforto dos veículos incentivam o uso do transporte público, diminuindo a dependência do automóvel e o congestionamento urbano.
“No caso dos Euro 6, a durabilidade dos motores e o monitoramento eletrônico garantem menor manutenção e mais eficiência energética. Juntas, essas soluções fortalecem a transição para uma mobilidade urbana mais sustentável, segura e com benefícios diretos à qualidade de vida da população”, completa a pasta.
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