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Brasil precisa ser amigável ao investidor, aponta cônsul do Japão

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Wilson Brumer participou da abertura do 9º Festival do Japão, realizado no Expominas | Crédito: Thiago Miranda/Divulgação

O Brasil precisa ser amigável ao investidor. As palavras, ditas pelo cônsul honorário do Japão em Belo Horizonte, Wilson Brumer, durante o evento de abertura, na sexta-feira (28), do 9º Festival do Japão em Minas, realizado no Expominas, na região Oeste, retratam bem a relação comercial entre os dois países: existe um terreno fértil, mas há o que melhorar.

“O Brasil para atrair projetos precisa fazer reformas estruturais, para que a gente seja um país competitivo”, diz ele, citando que mudanças devem ser feitas também em relação à segurança jurídica, logística, custo Brasil, entre outras.

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“O grande desafio de investidores internacionais no Brasil, e em Minas Gerais não é diferente, é a competitividade sistêmica do nosso País. O Brasil é um país caro. Hoje pode ser que seja um pouco mais barato em função da valorização do dólar frente ao real ou a desvalorização do real”, salienta.

Além disso, as próprias relações e modelos de negócio entre as duas nações se transformaram, segundo Wilson Brumer. Nas décadas de 70 e 80, os grandes projetos eram de governo para governo. Hoje, a aproximação é entre os empresários dos dois países, sobretudo de médias e pequenas empresas.

“Eu vejo em médio, longo prazo, porque nada no Japão é de curtíssimo prazo, uma aproximação maior entre as pequenas e médias empresas japonesas com as pequenas e médias empresas mineiras. A grande empresa sabe como se posicionar, sabe como ir ao Japão negociar. Uma empresa japonesa grande também sabe vir ao Brasil fazer a mesma coisa. Então, acho que o desafio que a gente tem colocado é de partir para o programa objetivo de aproximar cada vez mais as empresas pequenas e médias”, salienta ele.

Relações – Mesmo com os desafios, as oportunidades e o intercâmbio entre os dois países são grandes. Para se ter uma ideia, de acordo com o representante-chefe da Japan International Cooperation Agency (Jica), Hiroshi Sato, o Japão é o quarto país no ranking importador do Estado. De lá para cá, vêm produtos mais acabados, como automóveis, televisores, geladeiras. Daqui, saem itens como minério, soja, café e frango. No entanto, em um futuro próximo, diz Hiroshi Sato, a tendência é que essa relação se fortaleça ainda mais.

Segundo o representante-chefe da Jica, cerca de 13 empresas, das mais diferentes áreas, como saúde, agronegócio e tecnologia, já estão de olho no País. “Esperamos iniciar negócios com essas empresas”, afirma ele.

Experiência – Presente na abertura do evento, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), localizada na cidade de Araxá, é uma das empresas que conta com a parceria japonesa há 50 anos, no desenvolvimento da tecnologia do nióbio.

De acordo com o diretor-executivo Comercial e de Marketing da empresa, Adalberto Parreira, a CBMM trabalha para desenvolver mais o mercado do nióbio, “que traduzindo em propriedades, traduzindo em benefícios, traz positividade e esperança. Nosso produto está em estruturas mais leves, estruturas essas em aço, está em automóveis, trazendo maior segurança automotiva”, diz.

“A gente exporta hoje para 55 países. Para o Japão, mais precisamente, ele foi responsável no ano que passou por aproximadamente US$ 200 milhões do faturamento da CBMM”.

Oferta de áreas da cessão onerosa deve ficar para 2021

Rio – Prazos maiores para aprovação de regras de leilões de petróleo estabelecidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) devem empurrar a oferta de duas áreas do excedente da cessão onerosa para 2021, disse o secretário especial de Fazenda, do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

Além disso, ele disse que o governo ainda busca uma melhor modelagem, incluindo um acordo de compensações à Petrobras, para definir a venda dos excedentes de Atapu e Sépia. Os blocos não foram arrematados nos leilões do pré-sal no ano passado em meio a bônus de assinatura bilionários e incertezas sobre pagamentos à estatal.

Inicialmente, o governo cogitava relicitar as duas áreas este ano. Mas essa possibilidade foi praticamente descartada, reiterou o secretário, que já havia sinalizado nesta direção em janeiro.

“O calendário está muito apertado (para ser este ano)… O mais provável é ser no ano que vem”, adicionou ele, lembrando que uma nova instrução normativa aumentou de 90 para 150 dias o prazo para o TCU analisar e aprovar as regras.

“E ainda temos o atendimento a regras da PPSA (Pré-sal Petróleo SA), o prazo para o acordo com a Petrobras para a compensação pelo entrante na cessão onerosa… Não descartamos um leilão este ano, mas o mais provável é fazer em 2021”, reforçou.

Ao final de janeiro, o governo publicou que a PPSA deverá representar a União em negociações com a Petrobras para estabelecer o valor da compensação a ser paga à companhia por investimentos já realizados nas áreas de Sépia e Atapu, no pré-sal.
PPSA e Petrobras também deverão chegar a um acordo em relação às participações da União e da cessionária nessas áreas, de acordo com a medida. (Reuters)

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