Cemig prevê investimento de R$ 2 bilhões neste ano

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Cemig prevê investimento de R$ 2 bilhões neste ano
A maior parte das inversões da Cemig em 2020 (R$ 1,7 bilhão) será destinada à distribuição de energia - Crédito: Crhistyam de Lima

Os investimentos da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) previstos para o atual exercício chegam a R$ 2 bilhões. O montante representa quase 20% do total de R$ 10,4 bilhões a serem aportados pela estatal entre 2020 e 2024.

Somente a Cemig Distribuição S.A. (Cemig D) deverá receber R$ 1,7 bilhão neste ano, provavelmente o maior investimento para uma concessionária de distribuição no Brasil.

As informações são da própria companhia e foram divulgadas ao mercado financeiro. Além das inversões em distribuição, R$ 95 milhões serão destinados à geração e outros R$ 249 milhões à transmissão, ainda neste exercício.

Procurada pela reportagem, a Cemig informou que concederá entrevista coletiva na próxima semana para comentar o assunto.

No mesmo documento, a energética ressaltou que no ano passado os investimentos somaram R$ 1,235 bilhão, dos quais R$ 986 milhões em distribuição, R$ 26 milhões em geração e R$ 223 milhões em transmissão.

“Esses investimentos foram destinados à conexão de aproximadamente 128 mil novos clientes e na modernização da base de ativos, visando redução dos custos de operação e manutenção, proporcionando melhoras nos indicadores de qualidade e aumento da satisfação dos nossos clientes”, disse no informe.

Em novembro do ano passado, o então presidente da estatal mineira, Cledorvino Belini, falou dos aportes necessários para reverter a situação da companhia, durante o Prêmio Melhores Fornecedores Cemig 2019.

Ele disse, na época, que, além dos R$ 8 bilhões em investimentos que já estavam previstos até 2022, a companhia precisaria aportar outros R$ 8 bilhões até 2026, num total de R$ 16 bilhões para recuperar o déficit tecnológico do sistema. E que os recursos deveriam ser destinados principalmente à digitalização da empresa e geração e expansão da rede de distribuição.

“Estamos investindo forte com o olhar no futuro e na perenidade do negócio. Seja uma empresa estatal ou privada. Estamos desenvolvendo uma gestão eficiente, focada nos resultados, na meritocracia, segurança e fortemente em compliance. Investindo nas pessoas através de treinamento e capacitação”, justificou na época.

Estratégia – Tantos investimentos fazem parte da estratégia da estatal para se tornar cada vez mais competitiva e eficiente, principalmente diante da possibilidade de privatização – uma das principais bandeiras do governador Romeu Zema (Novo) durante a campanha. Zema já chegou a afirmar que os investimentos necessários à companhia chegam a R$ 21 bilhões.

No início deste ano, Belini deixou a presidência da Cemig após permanecer à frente da estatal por quase um ano. O economista Reynaldo Passanezi Filho assumiu como novo diretor-presidente da companhia.

O executivo possui graduação e doutorado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), mestrado em Economia pela Universidade de Campinas (Unicamp), graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), além de especialização em Gestão, Liderança e Inovação pela Universidade de Stanford (EUA). Possui carreira sólida em posições executivas no setor elétrico, no setor financeiro e passagens pelo setor público. Possui, ainda, ampla experiência em reestruturações empresariais, fusões e aquisições, com conhecimento profundo de América Latina e de infraestrutura.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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