Economia

Cemig investe R$ 100 milhões na digitalização da rede elétrica de Minas

Pacote de melhorias inclui monitoramento em tempo real, 1,5 milhão de medidores inteligentes e 3,6 mil religadores automatizados
Cemig investe R$ 100 milhões na digitalização da rede elétrica de Minas
O Centro de Operação da Distribuição (COD) é um dos setores responsáveis por fazer gestão da rede elétrica da Cemig Distribuição. Foto | Divulgação/Cemig

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) deve concluir ainda este ano a implantação de um sistema de gestão de infraestrutura elétrica capaz de monitorar, analisar e controlar em tempo real toda a rede de distribuição da estatal. Com aporte superior a R$ 100 milhões, a nova tecnologia, que faz parte do processo de digitalização da empresa, também vai integrar de forma inteligente as fontes renováveis e descentralizadas conectadas ao sistema elétrico do Estado.

A plataforma trará funcionalidades avançadas, como automação da recomposição do sistema, simulação de cenários operativos e gerenciamento dinâmico de tensão e carga. De acordo com a companhia, as novas funções devem reduzir o tempo de restabelecimento da energia, além de aumentar a confiabilidade da rede.

Segundo a gestora da Cemig, Hortênsia Virginia Américo, o ADMS (Advanced Distribution Management System), nome dado à nova tecnologia, é o grande marco da transformação digital na história da companhia. “A Cemig está se preparando para um futuro no qual a rede elétrica será cada vez mais complexa, descentralizada e digital. O ADMS nos permite operar de forma preditiva, tomar decisões em tempo real e garantir mais confiabilidade para os clientes”.

Em paralelo ao ADMS, a Cemig também prevê para este ano, 1,5 milhão de medidores inteligentes em operação, um salto em relação aos cerca de 400 mil já instalados. Os equipamentos permitem leituras em tempo real, análises detalhadas de consumo e maior transparência na relação com o cliente.

A instalação de 3.600 religadores automatizados também está nos pacotes de melhorias tecnológicas da estatal. Os equipamentos permitirão a recomposição da rede de forma remota e mais ágil, além de aumentar a resiliência frente a eventos climáticos.

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