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Centro de Inteligência Artificial em Saúde será implantado na UFMG

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As áreas de ciências exatas e da saúde farão pesquisa integrada dentro da UFMG | CRÉDITO: DIVULGAÇÃO / UFMG

Belo Horizonte vai abrigar o primeiro Centro de Inteligência Artificial em Saúde do Brasil. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o governo do Estado, foi uma das contempladas no programa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.BR), para o desenvolvimento de centros de pesquisa e desenvolvimento na área. Ao todo, seis Centros de Pesquisas Aplicadas em Inteligência Artificial foram selecionados.

Com investimentos de R$ 15 milhões em cinco anos, dos quais R$ 5 milhões serão aplicados pelo governo e R$ 10 milhões pela iniciativa privada, a Capital irá abrigar um centro multidisciplinar e multi-institucional, que terá a Unimed-BH como parceira.

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O foco será a pesquisa e o desenvolvimento de técnicas e soluções de inteligência artificial (IA) no auxílio a indivíduos e pacientes no autocuidado, bem como a médicos e profissionais de saúde no diagnóstico e tratamento das doenças e aos gestores de saúde na programação de ações de prevenção e organização da assistência à saúde, otimizando a utilização de recursos e melhorando a saúde das pessoas e da população no Brasil.

Para isso, o centro vai integrar as áreas de ciências exatas e da saúde com sede na UFMG, em associação com nove instituições de ensino superior das regiões Sudeste, Sul e Norte do País, e em parceria com quatro empresas das áreas de saúde, tecnologia e educação. A equipe é constituída por 130 pesquisadores, sendo 95 bolsistas de produtividade do CNPq.

O anúncio da seleção foi feito pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, em cerimônia virtual. Em entrevista coletiva, a reitora da UFMG, Sandra Goulart, ressaltou o objetivo do projeto em contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população e o destacou como multidisciplinar. Ela falou sobre o impacto que o centro causará nas pesquisas das áreas de inteligência artificial e de saúde – prioridade neste momento de pandemia

“São muitas notícias boas para a Universidade Federal de Minas Gerais. Temos a vacina em vias de ser produzida, já em testes clínicos, e agora o anúncio do Centro de Inovação em Inteligência Artificial em Saúde (CIIA-Saúde) – um projeto específico para a promoção da inovação”, resumiu.

O vice-governador, Paulo Brant, ressaltou os frutos que o projeto irá proporcionar ao Estado no médio e longo prazos. Ele o classificou como transformador à medida que incorpora a inteligência artificial e as ciências da saúde a demais áreas de desenvolvimento. “Além disso, é um projeto que contempla a chamada tríplice hélice, em que temos a forte atuação da academia e do setor privado sob articulação do setor público”, analisou.

Já o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, Mário Fernando Montenegro Campos, citou o fato de o centro ser multidisciplinar e multi-institucional. “Atuaremos em diversas frentes, na computação, na engenharia, na medicina; é um projeto que faz com que as áreas sinérgicas se encontrem e promovam avanços expressivos nas pesquisas”, explicou.

Por fim, um dos coordenadores do projeto, o professor Wagner Meira classificou o momento como a consolidação do primeiro passo de implantação do Centro de Inovação em Inteligência Artificial em Saúde. Para ele, é válido ressaltar que o desafio técnico vai muito além dos programas e dos sistemas em si. Trata de como a inteligência artificial passa a ser um instrumento de empoderamento dos profissionais de saúde e de transformação da prática médica da saúde em benefício da sociedade como um todo.

“O centro prevê ações de ensino, pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico de maneira integrada, sinérgica e profícua de maneira que todos setores sejam beneficiados”.

Vacina da UFMG

A reitora da UFMG, Sandra Goulart, aproveitou a oportunidade para atualizar o status da vacina Spintec, que está sendo desenvolvida no CT Vacinas da Universidade, contra a Covid-19. O imunizante está entre os três brasileiros mais avançados do País. Segundo ela, a fase 3 de testes da vacina está prevista para fevereiro de 2022.

“A nossa expectativa agora é solicitar à Anvisa a liberação para que possamos fazer os testes clínicos, que são testes em pessoas. Para isso, nós precisamos fazer um lote piloto. Já estamos trabalhando nisso. Aprovado, nós começamos os testes em humanos, 1 e 2, ainda este ano”, disse.

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