Confiança da indústria do Estado volta a cair em maio

Icei-MG divulgado ontem pela Fiemg apresentou retração em maio
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Confiança da indústria do Estado volta a cair em maio
Setor mantém uma percepção positiva sobre a situação atual | Crédito: Divulgação / Teksid

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei-MG) continua oscilando mês a mês e em maio voltou a cair, saindo de 57,5 pontos em abril para 56,6 pontos. Com o resultado, o indicador manteve-se pelo 22º mês consecutivo acima da linha de 50 pontos – que separa confiança da falta de confiança – e acima da média histórica para o mês de 52,7 pontos.

Na comparação com maio do ano passado, o índice foi 2,9 pontos menor, uma vez que naquela época chegou a 59,5 pontos. Já o Icei nacional caiu 0,3 ponto frente a abril (56,8 pontos), alcançando 56,5 pontos neste mês.

De acordo com a economista da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Daniela Muniz, as oscilações são fruto de um contexto de atividade econômica ainda fragilizada e de incertezas provocadas especialmente pela guerra entre Rússia e Ucrânia e pelos surtos de Covid-19 na China.

“A influência para esse recuo veio da piora das expectativas para os próximos seis meses. Os empresários industriais permanecem otimistas, mas esse otimismo diminuiu. O cenário internacional tem contribuído fortemente para isso. São grandes as incertezas quanto aos próximos meses, de fato. A guerra já sabemos que cessará por enquanto, os novos lockdowns na China voltaram a prejudicar o abastecimento de insumos e matérias-primas e ainda há o período eleitoral que, influencia fortemente no mercado doméstico e terá início em alguns meses”, explicou.

O Icei é resultado da ponderação dos índices que medem a satisfação dos empresários com as condições atuais e as suas expectativas para os próximos seis meses.

Neste sentido, Daniela Muniz destacou que em relação às condições atuais houve relativa estabilidade entre abril (50,8 pontos) e maio (50,9 pontos). Pelo segundo mês seguido, o indicador mostrou uma percepção positiva dos empresários mineiros quanto à situação atual, ao continuar acima da linha dos 50 pontos. Já sobre maio de 2021, o índice diminuiu 1,1 ponto, chegando a 52 pontos.

Expectativas

O componente de expectativas caiu 1,4 ponto em maio (59,5 pontos) na comparação com abril (60,9 pontos). Mas, conforme a economista, apesar da queda, o indicador mostrou que os industriais continuam otimistas com relação aos seus negócios e às economias brasileira e mineira. O índice recuou 3,8 pontos ante maio de 2021 (63,3 pontos). “Eles continuam confiantes. As oscilações decorrem de tamanhas incertezas”, reforçou.

Especificamente sobre a economia brasileira, o índice chegou a 59,4 pontos na expectativa enquanto configurou em 48,4 pontos nas condições atuais. Já em relação a economia do Estado, os números foram de 59,3 pontos e 48,6 pontos, respectivamente.

Por fim, o levantamento sinalizou otimismo dos empresários industriais de todos os portes industriais com relação ao desempenho do próprio negócio nos seis meses seguintes.

Número de trabalhadores na construção fica estável

Brasília – O índice que avalia o número de empregados na indústria da construção civil permaneceu praticamente estável em abril, na comparação com março, informou ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI). No mês passado, o índice ficou em 50,7 pontos, ante os 50 pontos registrados em março. Os dados constam do boletim Sondagem Industrial da Construção.

Já o índice do nível de atividade ficou em 50,1 pontos, registrando recuo de 1,2 ponto com relação a março. Apesar da queda em relação a março, o desempenho da construção em abril permaneceu positivo.

Os índices avaliados pela CNI apresentam variação de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam aumento do emprego, da produção, estoque acima do planejado ou utilização da capacidade instalada acima do usual. Valores abaixo de 50 indicam que o nível de atividade está abaixo do usual. O valor próximo da linha divisória dos 50 pontos, que separa aumento de queda do nível de atividade, sinaliza estabilidade.

O índice não apresentava valor acima dos 50 pontos para o mês de abril desde 2012, quando registrou 50,6 pontos. A entidade disse, porém, que os resultados são os melhores para o mês de abril, desde 2012.

“O desempenho da construção em abril de 2022 foi positivo para o período quando comparado a anos recentes. O índice do nível de atividade ficou em 50,1 pontos em abril de 2022, registrando recuo de 1,2 ponto com relação a março. O valor próximo da linha divisória dos 50 pontos, que separa aumento de queda do nível de atividade, sinaliza estabilidade. O índice não apresentava valor acima dos 50 pontos para o mês de abril desde 2012, quando registrou 50,6 pontos”, disse a CNI.

Em abril, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção civil caiu 1 ponto percentual na comparação com março, de 68% para 67%.

Confiança

A CNI também divulgou o índice de Confiança do Empresário (Icei) da indústria de construção civil para o mês de maio. O indicador apresentou um aumento de 0,7 ponto, na comparação com abril, ficando em 56,2 pontos.

“Por estar acima da linha divisória de 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança, o índice indica que os empresários da construção estão confiantes. O resultado é o melhor para maio desde 2012, quando alcançou 60,9 pontos”, informou a confederação.

Porém, a percepção dos empresários em relação às condições correntes segue negativa em maio. O índice de Condições Atuais ficou em 48,6 pontos, aumento de 0,2 ponto frente o mês anterior. Assim, como destacado para o Icei, o resultado é o melhor para maio desde 2012.

Em maio, o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços mostrou uma pequena queda do otimismo, ao cair 0,5 ponto, para 56 pontos. Da mesma forma, o índice de expectativa do número de empregados também registrou recuo de 0,5 ponto, para 56,2 pontos. “Apesar disso, o indicador está acima de 50 pontos, o que aponta para expectativas positivas e de crescimento”, diz o boletim.

A expectativa do empresariado para os próximos meses segue estável. O índice de expectativa do empresário em relação ao nível de atividade apresentou estabilidade, permanecendo em 58,1 pontos, enquanto o índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas aumentou 0,3 ponto, para 57,4 pontos.

Para a elaboração do levantamento, a CNI ouviu 419 empresas, sendo 156 de pequeno porte, 175 de médio porte e 88 de grande porte, entre os dias 2 e 10 de maio. (ABr)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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